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Conquistar o centésimo cliente,
Fazer o centésimo gol,
Comemorar conquistas.... você sabe como é, você
também já viveu muitas!
Centésima edição!
É uma vitória chegar até aqui, sendo uma revista
independente, sem patrocínios, não estando ligada
a nenhum partido político, a nenhuma igreja, a nenhum instituto
e, ao mesmo tempo, procurando representar a todos os players do
setor, sem distinção.
Foi uma caminhada árdua, como a de muitos do setor porque
acompanha os altos e baixos por que ele passou. Nascemos com o Pró-álcool,
no final dos anos 70. Euforia nacional com toda razão:
havíamos descoberto a saída para a auto-suficiência
energética já naquela época. E os bravos investiram
num negócio que só tinha que dar certo, mas....
Sempre tem um mas...
A crise do petróleo que estimulou a busca por soluções
sustentáveis passou, o preço do barril caiu e o setor
amargou o desprezo, o escárnio... era mais que um problema
de negócio pois virou mote político para outras energias,
ao mesmo tempo em que se escondiam os detalhes da chamada conta
petróleo. Onde já se viu deixar seu concorrente
gerenciar sua produção e distribuição?
Mas foi assim, e os bravos focaram no açúcar, mas
também não podiam parar de produzir álcool.
O sofrimento do setor era o nosso também, em todos os aspectos,
pois tal qual os bravos, também tivemos que nos adaptar e,
para não parar de divulgar esse setor tão importante,
circulávamos junto com nossa irmã-rica, uma revista
de petróleo! Não deixamos de apoiar os eventos, os
técnicos e consultores que lutavam por manter o Brasil na
liderança das soluções.
O meio ambiente virou moeda e as energias renováveis voltaram
às manchetes. E o mundo começou a copiar a solução
brasileira. Por aqui, o governo enterrava o IAA Instituto
do Açúcar e do Álcool e acabava com o sistema
de cotas. Lá fora, já se desenvolvia um motor flexfuel
para automóveis; por aqui, as montadoras avisavam que só
produziriam carros a álcool se houvesse garantia de produção.
E os produtores só poderiam produzir se houvesse quem consumisse!
Meio termo acertado, o álcool ganhou as ruas de novo e estourou
com os automóveis flex!
Mas... o álcool não dava confiança suficiente
para o governo aumentar sua parcela no mix energético nacional...
que continuasse seu caminho como lhe aprouvesse. Os bravos não
esmorecem e o setor cresceu, gerando XXXXXXX negócios, postos
de trabalho, impostos e dividendos políticos até para
quem não o apoiou. Mas esse sucesso todo reflete diretamente
na quantidade de exploradores que colhem agora os frutos desse caminho.
E o governo elege não o biocombustível todo
e qualquer combustível renovável, incluindo o álcool
mas o biodiesel como bandeira, cometendo ainda mais uma vez
o mesmo erro. E parece não ver que isso enfraquece programas
em andamento enquanto leva à falência os pequenos que
vêem os preços da mamona despencarem, enquanto fábricas
de óleo de soja fazem adaptações para produzir
biodiesel e subir no palanque. Todas as iniciativas são importantes,
mas precisam aproveitar o conhecimento de quem já trilhou
esse caminho, os bravos.
E estamos cobrindo todos esses lances, para informar e divulgar.
Com os bravos, aqueles que verdadeiramente lutam pelo setor e pelo
Brasil, não apenas por seus lucros próprios.
Continuamos desbravando esses caminhos com você.
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