Edição 100 de Março de 2006
Revista Alcoolbrás número 100

Conquistar o centésimo cliente,
Fazer o centésimo gol,
Comemorar conquistas.... você sabe como é, você também já viveu muitas!

Centésima edição!

É uma vitória chegar até aqui, sendo uma revista independente, sem patrocínios, não estando ligada a nenhum partido político, a nenhuma igreja, a nenhum instituto e, ao mesmo tempo, procurando representar a todos os players do setor, sem distinção.

Foi uma caminhada árdua, como a de muitos do setor porque acompanha os altos e baixos por que ele passou. Nascemos com o Pró-álcool, no final dos anos 70. Euforia nacional – com toda razão: havíamos descoberto a saída para a auto-suficiência energética já naquela época. E os bravos investiram num negócio que só tinha que dar certo, mas....

Sempre tem um mas...

A crise do petróleo que estimulou a busca por soluções sustentáveis passou, o preço do barril caiu e o setor amargou o desprezo, o escárnio... era mais que um problema de negócio pois virou mote político para outras energias, ao mesmo tempo em que se escondiam os detalhes da chamada “conta petróleo”. Onde já se viu deixar seu concorrente gerenciar sua produção e distribuição? Mas foi assim, e os bravos focaram no açúcar, mas também não podiam parar de produzir álcool. O sofrimento do setor era o nosso também, em todos os aspectos, pois tal qual os bravos, também tivemos que nos adaptar e, para não parar de divulgar esse setor tão importante, circulávamos junto com nossa irmã-rica, uma revista de petróleo! Não deixamos de apoiar os eventos, os técnicos e consultores que lutavam por manter o Brasil na liderança das soluções.

O meio ambiente virou moeda e as energias renováveis voltaram às manchetes. E o mundo começou a copiar a solução brasileira. Por aqui, o governo enterrava o IAA – Instituto do Açúcar e do Álcool e acabava com o sistema de cotas. Lá fora, já se desenvolvia um motor flexfuel para automóveis; por aqui, as montadoras avisavam que só produziriam carros a álcool se houvesse garantia de produção. E os produtores só poderiam produzir se houvesse quem consumisse! Meio termo acertado, o álcool ganhou as ruas de novo e estourou com os automóveis flex!

Mas... o álcool não dava confiança suficiente para o governo aumentar sua parcela no mix energético nacional... que continuasse seu caminho como lhe aprouvesse. Os bravos não esmorecem e o setor cresceu, gerando XXXXXXX negócios, postos de trabalho, impostos e dividendos políticos até para quem não o apoiou. Mas esse sucesso todo reflete diretamente na quantidade de exploradores que colhem agora os frutos desse caminho. E o governo elege não o biocombustível – todo e qualquer combustível renovável, incluindo o álcool — mas o biodiesel como bandeira, cometendo ainda mais uma vez o mesmo erro. E parece não ver que isso enfraquece programas em andamento enquanto leva à falência os pequenos que vêem os preços da mamona despencarem, enquanto fábricas de óleo de soja fazem adaptações para produzir biodiesel e subir no palanque. Todas as iniciativas são importantes, mas precisam aproveitar o conhecimento de quem já trilhou esse caminho, os bravos.

E estamos cobrindo todos esses lances, para informar e divulgar. Com os bravos, aqueles que verdadeiramente lutam pelo setor e pelo Brasil, não apenas por seus lucros próprios.

Continuamos desbravando esses caminhos com você.


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