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A Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) promoveu
recentemente o 5º Congresso Brasileiro de Agribusiness. Durante
o encontro realizado em São Paulo, empresários, produtores,
investidores, consultores, e acadêmicos, além de representantes
do governo, puderam debater os novos rumos a serem tomados pelo
setor para evitar o aprofundamento da crise no campo, que pode comprometer
os esforços dos produtores rurais e também o crescimento
do país.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, Luiz Fernando Furlan, apesar dos inúmeros problemas
que afetam o agronegócio brasileiro, como quebra de safra
por questões climáticas e por pragas, alta carga tributária,
precária infra-estrutura que onera a produção
e taxa de câmbio desfavorável, o Brasil se firma no
mundo como grande produtor rural, conquista mercados, tem cada vez
mais voz ativa nas negociações internacionais e vê
suas exportações agrícolas baterem recordes.
Esse é o grande paradoxo do país, disse.
De acordo com o presidente da Abag, Carlo Lovatelli,o agronegócio
brasileiro é esteio da economia brasileira, acumulando nos
últimos quatro anos um saldo comercial de US$ 116,3 bilhões.
O desempenho das exportações é festejado,
mas não incentivado.
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