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A produção de cana-de-açúcar na safra
2006/2007 deve atingir 50 milhões de toneladas no Nordeste
no ciclo anterior, foram processadas 48 milhões de
toneladas. O aumento no volume total da produção deriva
de altas nas colheitas nos principais Estados canavieiros da região,
que se recuperam das perdas com a seca no ano passado.
A colheita será iniciada em setembro e deve se estender até
março de 2007. Líder de produção no
Nordeste, Alagoas prevê esmagar 25,1 milhões de toneladas
de cana, volume 10% superior à colheita da safra 05/06. Prejudicado
pela estiagem, o setor sucroalcooleiro alagoano amargou na temporada
anterior a maior redução dos últimos cinco
anos, que representou recuo de 14%.
O Sindaçúcar/AL atribui à recuperação
prevista à incidência adequada de chuvas no Estado,
que possui 400 mil hectares cultivados com cana. Alagoas ainda registrou
aumento em áreas de plantio. O uso de variedades resistentes
a períodos extensos de estiagem (como a RB 92759) também
contribuiu para o aumento de produção.
As primeiras estimativas de safra dos empresários alagoanos
apontam produção de 2,3 milhões de toneladas
de açúcar e 613 mil m3 de álcool combustível.
Pernambuco
Pernambuco, que estima moer 15 milhões de toneladas de cana,
também deve aumentar a produção em relação
à safra passada. Em 05/06, o Estado moeu 13,9 milhões
de toneladas de cana, a terceira pior colheita da história
local.
Mesmo com o aumento previsto, o segundo maior Estado produtor do
Nordeste, com volume correspondente a 30% da colheita da região,
ainda prevê somar prejuízos de aproximadamente R$ 300
milhões. Segundo o Sindaçúcar/PE, a retração
ainda é reflexo da seca que assolou a safra passada. O faturamento
bruto de R$ 1,2 bilhão estimado para este ano poderia alcançar
até R$ 1,5 bilhão, de acordo com cálculos da
entidade.
A maior safra da história de Pernambuco ocorreu no período
1986/87, temporada em que foram produzidas 25,7 milhões de
toneladas de cana. Nos últimos anos, porém, o desafio
de igualar o recorde tem esbarrado em oscilações de
colheita, que não segue ritmo estabilizado de crescimento.
As 15 milhões de toneladas desta safra serão matéria-prima
para a produção de 1,25 milhão de toneladas
de açúcar. Desse total, cerca de 650 mil toneladas,
55% da produção, serão embarcadas ao mercado
internacional. Também devem ser produzidos 350 milhões
de litros de álcool - 25% desse volume, 90 milhões
de litros, embarcarão para o comércio exterior.
Paraíba
Terceiro maior produtor da cana da região Nordeste, a Paraíba
projeta colheita de 5 milhões de toneladas de cana, segundo
estimativas do Departamento Técnico da Associação
dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan-PB). Cerca de
70% serão destinados à produção de álcool,
e os 30% restantes fabricarão açúcar.
A projeção supera a safra anterior, que processou
4,27 milhões de toneladas da matéria-prima - a média
registrada nas últimas cinco temporadas foi de 4,47 milhões
de toneladas.
Segundo o presidente da Asplan, Raimundo Nonato Siqueira, a recuperação
se deve a um incremento de cerca de 10% na área cultivada
da Paraíba, ocorrido em função da atual fase
de expansão do setor sucroalcooleiro. Ainda não
é o nível de produção ideal, mas representa
um crescimento importante.
As boas condições climáticas observadas nas
regiões canavieiras, desde o início do plantio, que
começou em junho, também representam outro fator favorável
ao aumento da produção, segundo o engenheiro agrônomo
da Asplan, Fetimendes Alves Camboim.
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