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Edição 105 2006
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Planta controlada à distância
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| COI da Usina Caeté-Volta Grande: tomada
de decisão em poucos minutos |
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| Unificação dos controles automatizados
da usina em uma única sala pode proporcionar redução
de paradas, rapidez nas decisões e aumento de eficiência. |
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Sentado em uma cadeira de frente a um conjunto de 14 estações
de operação (interface homem-máquina), 28 telas
de supervisórios e 9 monitores de vídeo (com quatro
imagens cada), o superintendente industrial da Usina Caeté
- Unidade Volta Grande, Sebastião Lima da Costa consegue
identificar qualquer problema na planta que prejudica a atividade
normal do processo. Sem sair de uma sala localizada na região
central da área industrial da usina, Costa, reunido com um
grupo de operadores, detecta a deficiência e determina as
ações corretivas operação que
demanda poucos minutos.
Com 18 anos de experiência na área industrial de usinas
de açúcar e álcool, Sebastião Lima da
Costa nunca havido tomado decisões com tanta rapidez. Até
o início da safra 04/05, um hipotético problema na
casa de força exigia uma consulta por todas as áreas
automatizadas do processo moendas, caldeiras, geração
de energia, fábrica de açúcar e destilaria.
Alguns setores estão localizados a até 500 metros
de distância da estrutura gerencial e diversas vezes
dificuldades de comunicação por rádio ou telefone
requeriam deslocamentos até as salas de controle afastadas.
Após coletar as informações, os dados de cada
área eram confrontados para a identificação
do problema só após este processo a decisão
era tomada, e individualmente. Desde o ano passado, porém,
a Caeté Volta Grande localizada em Conceição
das Alagoas (MG) integrou o sistema de automação
das unidades que constituem o processo em um Centro de Operações
Integradas (COI), responsável pela supervisão, controle
e operação de todas as áreas a partir de uma
única sala.
O monitoramento contínuo e integrado permite tomadas de decisões
em tempo próximo do real. Hoje, em uma sala identificamos
o problema, reunimos o grupo de operadores e, juntos, decidimos
o que fazer. Além de proporcionar a avaliação
de decisões em equipe, o COI reduz o tempo de tomada de decisão
em menos da metade, explica Costa.
A Usina Volta Grande atualmente processa a segunda safra com o COI,
que controla o processamento de 3,2 milhões de toneladas
de cana.
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Os principais benefícios do COI
Redução dos custos de manutenção.
A maior facilidade de localização de defeitos no sistema
torna mais eficientes os procedimentos de manutenção;
Simplificação dos procedimentos de manobra e
conseqüente redução de custos. O operador do COI
pode realizar as manobras de todo o sistema de distribuição,
evitando deslocamento de pessoal;
Automação do fluxo de informações.
O registro em tempo real das informações provenientes
da rede reduz a comunicação escrita e verbal relativas
ao gerenciamento do sistema elétrico, resultando em agilização
e menores custos;
Aumento da eficiência e produtividade;
Aumento do desempenho operacional dos processos produtivos;
Redução do tempo de tomada de decisões,
pois quando as informações são disponibilizadas
de maneira dinâmica e associadas ao expertise se
transformam em conhecimento conseqüentemente em sabedoria, possibilitando
assim decisões mais assertivas e no tempo exato;
Redução de variabilidade dos processos, sistemas
mais seguros e controle otimizados;
Melhoria da qualidade dos produtos finais, pois quando projetados
e utilizados adequadamente os sistemas automatizados permitem produção
seriada com melhor grau de qualidade;
Redução do Downtime também
chamado de disponibilidade operacional, ou seja, os equipamentos que
possuem um grau adequado de automação podem produzir
continuamente, com menor índices de paradas não programadas.
Informações obtidas por meio dos sistemas automatizados
ainda podem ser armazenadas e utilizadas para análises de falhas
e defeitos, para gerenciar os ativos, facilitando assim os processos
de manutenções futuras. |
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