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Procura-se o substituto viável para o petróleo. Em
declínio, o combustível fóssil perde espaço
frente às evoluções biocombustíveis
como o etanol e ao biodiesel. A commodity flutuando na casa dos
US$ 60 para cima e a alta emissão de gases poluentes à
atmosfera são motivos conhecidos que acentuam a sua crise
potencial.
Considerado a principal fonte de energia, sobretudo para os transportes,
o consumo do petróleo ainda aumenta nos Estados Unidos e
nos emergentes China e Índia, num momento em que o produto
se depara ao etanol e o biodiesel, que ainda registram 1,1% do consumo
mundial, em 2006, de acordo com a Agência Internacional de
Energia AIE.
A procura do etanol pelo comércio global deverá crescer
seis vezes até 2015 o superávit de mais de
6 bilhões de litros de etanol nesse período é
projetado pela F.O.Licht GmbH.
A quantidade a ser produzida na América Latina deverá
ser escoada, principalmente a partir do Brasil. A empresa revela
que só o bloco europeu deve importar 3 bilhões de
litros de nos próximos oito anos - atualmente são
500 milhões. Nessa relação de países
europeus importadores, a Alemanha introduzirá a mistura compulsória
em combustíveis automotivos de 2% para o etanol e 5% para
o biodiesel. A União Européia pretende contar com
5,75% de biocombustível em todos os combustíveis automotivos
comercializados em sua região até 2010.
País já bem posicionado nessa promissora a abertura
de mercado, no Brasil a tendência do etanol se vê na
indústria automotiva que registra 80% das vendas de
veículos leves tipo flexfluel, conforme o dados da AliceWeb/MDIC.
Por aqui também se autoriza o aumento do anidro na
gasolina C de 20% para 23%, sem contar a adoção da
mistura de álcool à gasolina em vários países,
conta o presidente da Câmara Setorial do Açúcar
e do Álcool, Luiz Carlos Corrêa Carvalho.
Estrutura brasileira
No campo brasileiro a energia renovável representa 45% de
nossa matriz energética no mundo são 14% e
nos países da OCDE 16%, segundo a AIE. Atualmente há
347 usinas em operação no Brasil. Em fase de montagem
e com operação iniciada em 2006, existem 46 unidades
novas, além de outras 44 em etapa de projeto aprovado.
O total de investimentos previsto para o segmento dentro de oito
anos (até 2015) é de US$ 8,4 bilhões. A
cana é a cultura ideal para produzir açúcar
e etanol, seja em produtividade por área, custo de produção,
balanço energético e até por sua capacidade
de gerar emprego, disse o presidente da Udop, Antonio Cesar
Salibe, durante evento Clube da Cana 2006.
Reflexo dessa demanda justifica-se pela estrutura interna distribuída
por usinas concentradas na região Centro Sul, compreendida
pelas regiões Centro - Oeste, Sudeste e Sul. Na última
safra, a região Oeste Paulista foi responsável por
esmagar cerca de 22% de toda a cana processada no País, sendo
que 35% de toda a cana produzida vem do Estado de São Paulo.
São 3,7 bilhões de litros de álcool e 5,5 milhões
de toneladas de açúcar, afirma Salibe.
O Oeste Paulista tem importante papel no fornecimento de cana.
Reunirá 40 das 70 novas unidades previstas para se alocarem
no País, cada uma produzindo dois milhões de toneladas
de cana, 80 milhões ao todo, conta Salibe. De acordo
com a Udop, o investimento para esta implantação será
de R$ 14 bilhões. Nesse eixo, o corredor conhecido
como a nova rota verde do setor, margeada pela Rodovia Marechal
Rondon, ligará Jundiaí (SP) à divisa de Mato
Grosso por onde já funcionam 17 unidades produtoras e oito
novas unidades serão instaladas no trajeto. Entre a safra
de 2006/2007 as unidades em funcionamento deverão produzir
85 milhões de toneladas.
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