Colhedoras destacam-se na Agrishow 2001
Rohn and Hass / Divulgação
Os organizadores da oitava edição da Agrishow acreditam que o evento atingiu seus objetivos: movimentar negócios da ordem de R$ 800 milhões. Para o setor sucroalcooleiro, o destaque, mais uma vez, ficou por conta da apresentação das colhedoras de cana. Mesmo quem não era de setor ficava curioso quanto ao funcionamento dessas máquinas.

Por parte da Case IH, além de apresentar sua última versão em colhedora, também fez o lançamento do seguro CNH. De acordo com a assessoria de imprensa do Grupo CNH, trata–se de uma cobertura financeira para produtores ou usinas que adquirirem colhedoras. Outra novidade é que a Case está transferindo seu sistema de pós–venda para a rede de concessionárias. Já a Cameco, que dividiu estande com sua controladora John Deere, organizou evento para estreitar o relacionamento com produtores de cana e ouvir o que eles tem a dizer sobre os produtos das duas empresas (veja matéria completa abaixo).

No que diz respeito a financiamento, mais uma vez, o Banco do Brasil (BB) foi o campeão no número de propostas recebidas e volume negociado. Até a sexta-feira, 4, o BB havia recebido mais de 2,2 mil propostas no valor de R$ 110 milhões. O Estado líder foi Mato Grosso, com R$ 37,3 milhões, seguido por Goiás com R$ 19 milhões, São Paulo e Minas Gerais com R$ 14,6 milhões. A projeção indica que o total de negócios realizados até o final da feira ultrapassou a casa dos R$ 120 milhões.

Na abertura, Sérgio Magalhães, presidente da Agrishow, afirmou que os objetivos da feira continuam os mesmos desde a sua primeira edição. “Continuamos querendo levar ao homem do campo uma tecnologia que ele possa aplicar. Queremos ajudá–lo a vender”, afirma. Para ele, os desafios se tornam maiores a cada ano. “Temos sempre que trazer grandes novidades”, diz.

O presidente da Abimaq, Luiz Carlos Delben Leite, afirma que os oito anos do evento mostram o esforço da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro, “no sentido de buscar riquezas, produtividade, competitividade, tecnologia e desenvolvimento”. Delben reivindicou uma política mais efetiva e específica para projetos agrícolas irrigados.

O prefeito de Ribeirão Preto, Antônio Palocci, recordou que a Agrishow, no início, não parecia uma possibilidade, mas “resolvemos apoiá–la e agora aquele sonho é a maior feira da América Latina”. Segundo ele, com a feira, Ribeirão Preto oferece modelos de atuação no desenvolvimento da agricultura e do agronegócio brasileiro. “Queremos mostrar as possibilidades do interior em vencer o desafio global. Nosso potencial é inesgotável”.

O secretário estadual da agricultura, João Carlos de Souza Meirelles, representante do governador do Estado, Geraldo Alckmin, destacou que a Agrishow é um show de competência e é necessário universalizar essa característica para que o pequeno produtor também se torne cada vez mais competente. “Ele deve poder usar a tecnologia mostrada aqui. Temos de criar emprego e renda no interior do país e, por isso, existe no evento oferta de financiamento de máquinas para os nossos agricultores”, conclui.
Na Edição Impressa
Nº 67 – Mai/Jun de 2001

AGRISHOW 2001: veja o que foi interessante para o setor de cana

Programa faz produtividade subir 34%

Edra: ofensiva maior no mercado externo

Transporte da vinhaça à água potável

Fosfertil inaugura nova unidade em Uberaba

Senador pede que governo pressione os EUA a aderirem ao Protocolo de Kyoto

Redução de juros ao agricultor

BNDES libera financiamento para cogeração

Site do BB registra begócios de 37 milhões

Opinião: Energia de Biomassa

Nova bactéria melhora a produção de plástico biodegradável no país

Manutenção: Um elo da cadeia de abastecimento de produtos e serviços cada vez mais sofisticado

E muito mais...