Reportagem de Capa Edição 71
de Jan/Fev de 2002
|
|
Usina São Carlos mantém
16 pneus
radiais no campo
|
| João Fernando: radial tem muito que evoluir. |
|
Quando começou a ser introduzido nos campos agricultáveis
dos Estados Unidos e Europa, o pneu radial chamou a atenção de algumas
unidades agroindustriais do Brasil. Apesar do alto custo, a menor
compactação do solo e durabilidade fizeram com que algumas usinas
brasileiras importassem algumas peças. Infelizmente, o emprego do
pneu radial mostrou-se desastroso, como você poderá conferir nessa
reportagem. Entretanto, a Usina São Carlos (Jaboticabal/SP), devido
a um extenso trabalho de João Fernando Tavares, gerente de manutenção,
ainda possui 16 pneus radiais que estão sendo observados quanto à
relação custo/benefício.
O trabalho de João Fernando (que também é membro do Grupo de Mecanização
do Setor Sucroalcooleiro) sobre pneus radiais começou na Usina Cândida
e, há cerca de um ano, foi introduzido na Usina São Carlos. Vale lembrar
aqui que, muito daquilo que se sabe hoje sobre assunto, deve-se principalmente
à troca de informações entre companheiros de várias usinas. “Houve
ganho, mas não foi significativo o suficiente”, avalia João Fernando.
A entrada do pneu radial no país, ao que parece, começou de forma
muito tímida, apesar do entusiasmo de alguns usuários. O fato é que
logo foram detectados problemas como patinação e galope na utilização
do pneu radial. “Nem sempre o pneu radial deu um resultado adequado”,
lembra João Fernando. Geralmente é importado e, segundo João Fernando,
a Michelin foi a primeira fabricante a trazer esse tipo de produto
por conta própria.
Com a entrada mais ofensiva de máquinas agrícolas no país, entre os
anos de 1997 e 1998, o pneu radial começou a espalhar-se pelos canaviais
do país. Fora do Brasil, este tipo de pneu é muito difundido e já
vinha incorporado à máquina. “Aí o assunto complicou-se porque faltou
conhecimento das companhias nacionais de tratores, de pneus e do próprio
usuário na forma de se trabalhar com esse tipo de pneu no campo”.
Ainda segundo João Fernando, junto com o pneu radial foi trazida a
mesma calibragem e pressão adotadas em terras estrangeiras, o que
ocasionou vários problemas. Ninguém sabia calibrar o pneu corretamente,
distribuir peso no trator ou controlar os efeitos de patinação de
uma máquina. As iniciativas para resolver os problemas começaram com
a vinda de técnicos estrangeiros para o Brasil. Entretanto, a ação
foi em vão, pois eles não tinham nenhum conhecimento sobre o tipo
de implemento agrícola utilizado no país, tipo de solo, ou tração.
A partir daí, várias usinas passaram a recusar o uso do pneu radial
no campo. Aliado a isso, o pneu radial não tinha, até então, fabricação
local o que aumentava o preço a cada subida de dólar. Mesmo nacionalizado
ele ainda custa o dobro do pneu convencional. Hoje, o pneu radial
praticamente foi extinto do campo e a Usina São Carlos talvez seja
a única no Brasil a utilizá-lo para essa aplicação. |
Leia mais na Edição Impressa |
|
Na Edição Impressa
Nº 71 Jan/Fev de 2002
Executivos da John Deere visitam o Brasil e reforçam
lançamentos
New Holland registra boas vendas no Sul
Promoções nas paradas de início do ano
MWM conquista certificação ambiental
Reckitt Benckiser quer liderar mercado de álcool em gel
Hercules vende divisão para GE
Milenia compra linha de produtos da Occidental Chemical
Smar cria divisão internacional
Orolan pede mais apoio de Alckmin
Autrália aposta na biotecnologia
E muito mais...
|
|