Reportagem de Capa 2 Edição 72
de Mar/Abr de 2002
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Cobrança da água motiva
tecnologia
para seu tratamento
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Já não é de hoje que as Usinas e Destilarias de todo
o Brasil estão procurando tecnologias para reduzir o consumo e captação
de água. A busca acentuou-se com a criação da ANA - Agência Nacional
das Águas - que está mapeando e registrando todas as águas fluviais
do país. Informações de ONGs prevêem que a produção de água dessalinizada
terá que dobrar a cada cinco anos para suprir as necessidades do mundo
em evolução.
Para controlar o uso e despejo de efluentes, a partir de julho, o
primeiro rio a ser taxado será o Paraíba do Sul, que passa por São
Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A taxa, de R$ 0,0008, será cobrada
apenas das empresas e pessoas que retiram água diretamente do rio
e a devolvem devidamente tratada. O consumidor que devolve a água
sem tratamento pagará R$ 0,02 o metro cúbico.
O rio Paraíba do Sul corta 180 cidades e, no trajeto, abastece 8 mil
indústrias e companhias de saneamento. Quando começar o sistema de
cobrança, 92% dos recursos serão utilizados para recuperação de bacias,
nascentes de rios e tratamento de lixos de esgoto. O objetivo é estender
essa cobrança a todas as bacias do país. Talvez o rio Piracicaba seja
o próximo a ser taxado.
Cerca de 85 a 90% do uso de água nas usinas devem-se basicamente a
quatro operações: lavagem de cana (25%), águas dos condensadores barométricos
ou multijatos da fabricação do açúcar (29%), águas de resfriamento
de dornas da fermentação (14%) e águas dos condensadores de álcool
(19%) - veja gráfico. Segundo André Elia Neto, engenheiro do Setor
de Tratamento de Águas do Centro de Tecnologia Copersucar, de uma
forma geral, utiliza-se cerca de 21 m³ de água/t/cana. “Devido às
várias reutilizações da água, capta-se, em média, cerca de 5 m³/t/cana
no âmbito das usinas cooperadas”, informou ele. Com o fechamento destes
quatro circuitos principais, pode-se reduzir a captação para 1 m³/t.
cana.
O leitor dessa revista já ficou sabendo, em algumas edições anteriores,
algumas tecnologias disponíveis no mercado que estão minimizando o
consumo da água. Entretanto, pelo que foi constatado em algumas unidades
industriais, ainda é grande o uso de métodos tradicionais para se
corrigir o pH da água.
A adição de cal na fase de lavagem de cana é uma prática seguida por
muitas usinas, mas já está ganhando tecnologias concorrentes. É o
caso da adição de polietrólito com grau alimentício que acelera o
processo de decantação e obtém-se em menos tempo uma água menos turva
e limpa. O produto adensa materiais formando colóides de maior peso
e acelera o processo de decantação, além disso é possível reduzir
áreas dentro da Usina.
“Dá para reduzir uma área em até dez vezes”, acredita o engenheiro
químico, Augusto Marucci, que também é gerente de marketing da área
de açúcar e álcool para a América do Sul da BetzDearborn. Mas na onda
dos produtos orgânicos, o sistema de lagoas faz-se necessário já que
não há a adição de produtos químicos. Por outro lado, o volume de
água gasto é bem maior. A cal também é adicionada no tratamento de
água em circuito fechado para os multijatos e condensadores (aspersores
visando o resfriamento).
Outro produto que ainda é utilizado largamente nas unidades sucroalcooleiras
é a soda. Entre as aplicações destaca-se a adição do produto para
o tratamento de água da caldeira. Após o anúncio oficial do governo
sobre a crise energética, o consumo desse produto nas unidades aumentou
de forma significativa. Hoje, segundo o engenheiro da Copersucar,
as cooperadas trabalham numa base de 25g/t/vapor.
A água nesta fase proporciona um abrandamento da água, ou seja, é
retirado dela apenas os sais de dureza (cálcio e magnésio). A água,
segundo os técnicos, fica ideal para ser utilizada em caldeiras de
baixa pressão (20 kgf/cm²). A soda é utilizada ainda na reposição
de água das caldeiras juntamente com algum tipo de coagulante/floculante
(sulfato de alumínio ou policloreto de alumínio). Algumas usinas ainda
repõem essa água sem qualquer tipo de tratamento.
Além desse tratamento, algumas usinas possuem um pós-tratamento com
cloreto de sódio para eliminar a dureza em colunas de abrandamento.
Entre as empresas que lançam mão dessa prática encontram-se: Usinas
Santa Cruz, São Francisco Santa Adélia e Santo Antônio.
Para as caldeiras de alta pressão, o tratamento necessário para as
águas de reposição acontece principalmente através da ETA - Estação
de Tratamento de Afluentes. Em seguida, a água é passada em colunas
com resinas desmineralizadoras: catiônica - regenerada com ácido clorídrico
ou ácido sulfúrico; e aniônica regenerada com soda. As Usinas São
Martinho, Rafard, Barra Grande, Zillo Lorenzetti, Açucareira Quatá
e Usina Iracema são algumas das que já implantaram equipamentos para
desmineralizar a água. No total, estima-se que 30 usinas do país já
implantaram equipamentos para desmineralizar a água. |
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Na Edição Impressa
Nº 72 Mar/Abr de 2002
Streck Metal quer expandir sua atuação
no mercado
CNH fornecerá US$ 11 milhões em equipamentos para a
Rússia
Bayer compra unidade da Aventis
Depois do prejuízo em 1999, Kepler Weber comemora
Grupo Mesquita muda operação para crescer 20%
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Brastubo quer certificado de qualidade para as fábricas
Purolite está confiante nas vendas
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Lei sobre transgênicos deve aer definida em maio
E muito mais...
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