Artigo Técnico – Edição 73 de Maio/Junho de 2002
Manutenção em trocadores de calor de placas
Joe Bell - Tranter PHE Inc.
Ambas abordagens de manutenção reativa e pró ativa apresentam vantagens e desvantagens. Cabe a você decidir qual delas é a mais adequada a sua operação.

A manutenção de trocadores de calor de placas e seus custos associados não é somente uma idéia boa , mas necessária para qualquer planejamento de produção . Podemos afirmar que é raro encontrar alguém , dentro do setor que não tenha um plano de manutenção. O segredo está no escopo e na eficácia. Quando se pensa num programa de manutenção as questões que afetam o orçamento logo vem a mente.
As instalações elétricas na indústria alcooleira e os riscos de explosões
Estellito Rangel Junior – Engenheiro Eletricista Membro do Cobei -
Comitê Brasileiro de Eletricidade
Explosões em unidades industriais sempre resultam em elevados prejuízos materiais e pessoais. Indústrias que processam substâncias inflamáveis como o álcool, apresentam um grau de risco mais elevado. Preocupados com o assunto - afinal registraram cerca de 2000 explosões industriais em 1999 - os europeus estão implantando um sistema de certificação de instalações e equipamentos - conhecido como Atex - para diminuir drasticamente estes índices. A data limite para que os equipamentos novos sejam comercializados segundo as novas diretrizes é 1 de julho de 2003. Já para as instalações antigas, será dado um prazo até 1 de julho de 2005 para que atendam às novas exigências.

Mas, e no Brasil? Teríamos nós índices semelhantes, ou não haveria motivos para preocupações?

Segundo as notícias publicadas na imprensa, no último dia 10 de junho de 2002, uma explosão na Usina Campestre, em Penápolis/SP - vitimou fatalmente o supervisor que trabalhava na empresa há 28 anos e deixou mais cinco feridos com queimaduras graves, além de outros seis feridos de forma menos severa. Segundo testemunhas, houve um vazamento de álcool seguido de explosão.
A evolução do sistema agroalimentar e a redução de preços para o consumidor: o efeito de atuação dos grandes compradores
Elizabeth M.M.Q.Farina Rubens Nunes– Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade USP Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial Estudo Temático Nº 02 / 02
Durante a segunda metade década de 90, por influência de diferentes mecanismos, os preços dos alimentos em nível de varejo, tenderam a elevar-se em ritmo inferior ao dos demais preços da economia. Muito embora a importância exata desse fenômeno na estabilidade de preços conquistada pelo Plano Real seja motivo de discussão na literatura, há suficiente evidência de que a influência foi favorável. A idéia, que já chegou a ser expressa com o título de “âncora verde”, é a de que, ao lado da “âncora cambial”, a oferta agro-alimentar (produção mais importações) teve papel crucial na estabilização.

Entre agosto de 94 e agosto e 97, o preço real dos alimentos nas regiões metropolitanas brasileiras reduziu-se em cerca de 20%, mantendo-se nesse patamar até hoje. Contudo, alguns produtos específicos como derivados de leite tiveram seus preços reduzidos entre 30 e 40% até 97, sem recuperação posterior. O iogurte ficou famoso no cenário pós-estabilização. Um aumento de volume de demanda da ordem de 80% ocorria paralelamente a uma redução de preço de 40% real! O frango transformou-se em outro ícone do plano de estabilização. Certamente esse comportamento de preços comprimiu margens ao longo da cadeia produtiva, incluindo o produtor primário. No entanto, as taxas de crescimento da produção de leite e de frango foram das maiores da década. No caso da produção vegetal, contudo, Homem de Melo mostra que tivemos crescimentos muito modestos, ainda que com ganhos significativos na produtividade da terra.

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Nº 73 – Mai/Jun de 2002

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