Editorial Edição 74 de Julho/Agosto
de 2002
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Setor deve aproveitar momento atual
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Apesar da Rio + 10 não ter aceitado a proposta brasileira
de inclusão de 10% de energia renovável, o setor sucroalcooleiro não
tem muito o que se lamentar. É bem verdade que se a proposta fosse
aceita, abriria perspectivas para o álcool a curto prazo. Mas a situação
energética atual nacional e mundial pode e deve ser explorado pelo
setor sucroalcooleiro.
É preciso que se divulgue o assunto na mídia para demonstrar o quão
o mundo está preocupado com o futuro do óleo negro. Os Estados Unidos
e a Inglaterra não exploram petróleo no Iraque, motivo pelo qual estão
atacando aquele país, alegando uma “guerra ao terror”. Rússia, China
e França, com bases de produção no Iraque, dizem que não possuem provas
suficientes contra o líder Sadam Hussein.
Outro viés que deve ser observado pelo setor sucroalcooleiro é o fato
do Brasil não possuir capacidade para refinar todo o petróleo extraído
dos campos da Petrobras. Se algo não for feito a curto prazo, a partir
de 2005 o Brasil vai aumentar de maneira significativa a importação
de derivados de petróleo. O rombo na balança comercial, estimado para
2010, é de US$ 6,3 bilhões.
Se a Rio + 10 não deu a atenção devida à proposta brasileira, Sertãozinho
é novamente o palco para a discussão do assunto. Nossa “Johannesburgo
brasileira”, que sedia a 10º edição da Fenasucro, trará à tona todos
os argumentos necessários para que o mundo volte a discutir a necessidade
da introdução de energias renováveis na matriz energética mundial.
De 16 a 20 de setembro o governo, líderes de entidades, técnicos e
empresários estarão apresentando suas propostas e argumentos para
a ampliação da participação do álcool na matriz energética, perspectivas
da co-geração, mercado internacional de açúcar e seqüestro de carbono.
Se tudo certo, assim como mostra a capa desta edição, vai chover dinheiro
no setor.
Boa leitura ... |
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Na Edição Impressa
Nº 74 Jul/Ago de 2002
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