Reportagem de Capa II – Edição 84 de Março/Abril de 2004
Implementos modernos facilitam a mecanização do plantio
Nova PCSA da Civemasa: rendimento operacional de
0,75 a 0,90 ha/h

O plantio convencional ainda predomina no Brasil, mas quem opta por mecanizar a operação encontra no mercado tecnologias que viabilizam a atividade. Conscientes do processo de evolução transcorrido pelo setor, as empresas fornecedoras de máquinas e implementos agrícolas lançam novas patentes todos os anos – sempre procurando oferecer ferramentas que preencham as necessidades do produtor.

Assim como acontece com a colheita, a mecanização do plantio passa por um crescimento gradativo, mas irreversível. O desenvolvimento deste processo demanda dos fornecedores a fabricação de implementos novos, e também o aperfeiçoamento de máquinas já consagradas.

Se até pouco tempo, ao se falar em mecanização, o sinônimo eram colhedoras, hoje pode-se dizer que o plantio mecanizado conquistou o seu espaço. “Isso é resultado de bons investimentos, como nós fazemos, sempre procurando otimizar o processo”, atribui o engenheiro agrônomo Ronaldo Silva, da área técnica e pesquisa da empresa Civemasa.

Apesar da tecnologia ser recente no Brasil, a Civemasa já possui um equipamento consolidado no mercado, a Super plantadora de terceiro ponto SPTPC. Lançada em 2001, a máquina teve ampla aceitação pelas usinas brasileiras e surpreendeu as expectativas de negócios internacionais. “Foram comercializadas 60 unidades deste modelo, principalmente para América Central e México”, conta Adolfo Calharani Jr., gerente da equipe de engenharia da Civemasa.
Ronaldo Silva: opções de novos sistemas para o mercado

O sucesso do primeiro projeto estimulou novas pesquisas, que resultaram no lançamento da plantadora de cana semi-automática PCSA, considerado pela empresa uma concepção inovadora ao plantio semi-mecanizado de cana-de-açúcar. “Trata-se de um equipamento desenvolvido para obter melhor rendimento operacional, aliado a uma melhor qualidade”, divulga Silva.

O sistema de operação da PCSA é baseado em transporte de mudas inteiras e reservatório para toletes, seccionados mecanicamente pela máquina, que os distribui diretamente no sulco. “Em função disso, é possível obter um rendimento operacional de 0,75 a 0,90 ha/h”, revela o engenheiro. A carreta possui sistema tandem com capacidade para até 3,5 toneladas de mudas inteiras e o reservatório, que possibilita re-carregamento constante, com capacidade 2,5 toneladas de toletes.

Testada e avaliada por algumas usinas, a PCSA representa um forte investimento da Civemasa para a consolidação da empresa no mercado canavieiro. Apresentada na Agrishow, quatro unidades já foram comercializadas e outras 11 estão em estado avançado de negociações. “É importante salientar que considerando toda a linha de plantadores, uma não dispensa a outra, mas sim oferecem opções para as mais variadas logísticas de sistema de plantio empregadas atualmente”, conclui Silva.

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