Reportagem de Capa III Edição 88 de Novembro/Dezembro
de 2004
|
|
Procura por álcool demanda
investimentos em novas usinas
|
Se vai antecipar a moagem para garantir o abastecimento
de álcool na safra 2005/06, o setor sucroalcooleiro nacional
precisa realizar investimentos maiores para assegurar a liderança
no fornecimento mundial do combustível e continuar suprindo
sem riscos o mercado interno, que está condicionada à
instalação de mais usinas no Brasil e aumento da área
plantada de matéria-prima.
Hoje o país conta com uma capacidade de produção
de 18 bilhões de litros de álcool por ano, se somados
os volumes fabricados pelas usinas do Centro-Sul (16 bilhões)
e do Norte-Nordeste (2 bilhões). Satisfatório a curto
prazo, este montante será insuficiente até 2010, a considerar
o aumento previsto para a venda de veículos bicombustíveis
e a demanda mundial pelo produto renovável, em detrimento dos
de origem fóssil.
A Unica avalia que em cinco anos é preciso acrescentar às
atuais 380 milhões de toneladas de cana processadas mais 160
milhões de toneladas um aumento equivalente a 40%. Já
no ciclo 2005/2006, a área plantada com cana-de-açúcar
no Centro-Sul vai crescer de 5% a 7%. Mesmo assim, a Câmara
Setorial do Açúcar e do Álcool do Ministério
da Agricultura considera o avanço pequeno o ideal, segundo
a entidade, seria um crescimento de pelo menos 15%. De 3,8 milhões
de hectares, os canaviais passaram a ocupar 4,05 milhões, cerca
de meio milhão aquém do necessário.
Para processar toda a matéria-prima produzida no campo, o setor
também depende de novos projetos de usinas, que serão
acrescidas às 320 unidades brasileiras em operação
para suportar toda o consumo interno e externo. De acordo com a Unica,
em três anos, 40 usinas devem iniciar atividades no Brasil,
sempre no Centro-Sul, com investimentos de cerca de US$ 80 milhões
cada.
Praticamente metade destes projetos será concentrada em São
Paulo, que responde por 60% da produção brasileira de
cana. A região de Araçatuba, considerada a última
fronteira agrícola do estado, deve receber a maior fatia de
investimentos lá já estão instaladas 35
unidades.
Exportação de tecnologia
A procura pelo álcool no mundo não renderá dividendos
apenas para as usinas as empresas fornecedoras também
já estão sentindo os efeitos positivos deste mercado
que está apenas se abrindo. Enquanto atendem aos pedidos para
ampliação do parque nacional, as empresas negociam simultaneamente
peças e equipamentos para outros países.
Além da abertura de novos mercados para o etanol e da
disseminação do seu uso como combustível, o Brasil
também tem interesse estratégico na transferência
remunerada de sua tecnologia, explica o presidente da Datagro
Consultoria, Plínio Nastari.
As empresas fornecedoras localizadas na região de Sertãozinho
(SP), maior pólo industrial de equipamentos para o setor sucroalcooleiro,
comemoram os bons resultados de 2004, fechado com um faturamento de
US$ 200 milhões apenas em exportações. |
LEIA MATÉRIA COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA |
|
Na Edição Impressa
Acontece nas Usinas
Preocupação com a natureza dá certificado ISO
à Agrotur
Pará pode ganhar usina de açúcar
Pioneiros prepara programa de Qualidade
Empresas
Basf já se considera a segunda maior no mercado de defensivos
para cana
Rohn and Haas comemora anos e lança calendário 2005
Chemtech apresenta novas tecnologias no 1º Emcontro Siemens para
usinas
Smar automatiza planta da Usinaverde
Emerson testa equipamento que dispensa desmonte do transmissor durante
a limpeza do evaporador
Especial
Câmara da Cachaça terá três
grupos temáticos
Fenagro suepreende e movimenta R$ 100 milhões
Ministério da Agricultura propõe novo biocombustível
E muito mais... |
|