Reportagem de Capa Edição 90 de Março
de 2005
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Prova Final
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| Tecnologia de Hidrólise Rápida
será testada em escala semi-industrial na safra 05/06; se totalmente
aprovada deve chegar ao mercado em dois anos.
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| Tecnologia DHR: quase 12 mil litros de álcool
por hectare |
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As previsões de aumento do consumo de álcool
tanto no ambiente interno quanto no comércio internacional
estão demandando uma expansão considerável da
produção de cana-de-açúcar no Brasil.
A corrida por terras já começou. Pipocaram na entressafra
vários anúncios de novas usinas, sobretudo na região
oeste paulista. Instaladas em locais com poucas áreas agricultáveis,
outras unidades, porém, estão estudando uma alternativa
tecnológica para atender o promissor mercado para o combustível,
a fabricação de álcool via outra matéria-prima:
o bagaço.
A tecnologia DHR (Dedini Hidrólise Rápida), pesquisada
há mais de 20 anos, desde a época do Proálcool,
entra na safra 2005/06 na sua última fase de testes. Experimentado
inicialmente para produzir 100 litros de álcool/dia, o equipamento
instalado na usina São Luiz, em Pirassununga (SP), será
avaliado em escalas consideradas industriais, com capacidade para
5 mil litros de álcool/dia.
No ano passado, o piloto do projeto apresentou resultados considerados
otimistas, mas operou por períodos curtos. Nesta safra, a Dedini
testará a tecnologia continuamente para avaliar o comportamento
do equipamento em situação convencional de operação.
A transformação do bagaço em álcool
é uma realidade, mas ainda precisamos avaliar a operação
de forma contínua. A produção não pode
parar enquanto a tecnologia estiver funcionando, diz o diretor-corporativo
da Dedini, Tarcísio Ângelo Mascarim.
Na safra 2005/06, os experimentos buscarão constatar possíveis
problemas no equipamento, principalmente identificar em que situações
o processo pode ser interrompido por falhas técnicas. Tecnologia
nova sempre apresenta problemas. Esperamos que nesta safra todas as
implicações surgidas anteriormente tenham sido solucionadas,
comenta Mascarim.
Um dos problemas que demandou pesquisas e correções
foi um defeito no equipamento tipo bucha responsável
pelo envio do bagaço ao reator. Os problemas nesta peça
travaram por diversas vezes a produção. Os novos projetos
desenvolvidos para evitar este tipo de situação serão
observados nesta safra.
Outro ponto que precisa de análises mais detalhadas para viabilizar
completamente o projeto é a utilização do palhiço
para a geração de energia. Estudos realizados pelo professor
Thomaz Caetano Ríppoli, da Esalq/USP, garantem o desenvolvimento
da operação o uso do produto proporcionaria volumes
maiores de bagaço para a fabricação de álcool.
Caso haja necessidade de optar entre a energia e o álcool,
as usinas escolheram o produto mais rentável, acredita
o diretor da Dedini. |
| Mascarim: É uma revolução
no setor |
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