Especial I – Edição 90 de Março de 2005
A importância da capacitação
26ª Reunião Anual Encontros Fermentec enfatiza necessidade de treinar os colaboradores para a obtenção de maiores índices de rendimento no processo industrial

Amorim (2º à dir.) e palestrantes estrangeiros: intercâmbio de informações
As perspectivas reservadas para o setor sucroalcooleiro, motivadas sobretudo pelas grandes possibilidades de exportação de álcool e açúcar, aumento nas vendas altas de veículos flex-fuel, estão demandando investimentos maciços em qualidade e eficiência, para oferecer ao cliente, cada vez mais exigente, um produto que atenda as suas expectativas. Como conseguir isso? Com tecnologias modernas, novas máquinas e equipamentos e muito treinamento.

A necessidade de capacitação do material humano foi um dos principais temas que recorreram durante os debates promovidos na 26ª Reunião Anual Encontros Fermentec - “Ferramentas para uma Gestão Eficaz - Integrando a cana, açúcar e álcool”, realizada de 14 a 18 de março em São Pedro (SP). O evento debateu a importância da integração entre a parte agrícola e a área industrial das usinas, envolvendo os aspectos fermentação, controle químico e micro-biológico, e parte da qualidade da matéria-prima.

Dividida em quatro módulos – Fermentação Alcoólica, Controle Analítico, Açúcar e Cana-de-Açúcar -, a Reunião destacou como a usina deve proceder para reduzir custos e oferecer um produto de qualidade. “Grande parte das perdas ocorridas dentro de uma usina decorre da falta de qualidade da cana. Com a interação entre as partes agrícolas e industriais, a eficiência global analisada será maior”, disse o presidente da Fermentec, Henrique Amorim.

Atualmente, 40% de todo açúcar e álcool produzidos no Brasil recebem consultoria da Fermentec, que, somando contratos anuais e usinas que utilizam os serviços da empresa, assessora 54 unidades no mundo – estes são apenas os clientes considerados anuais. “Em parceria com os clientes, conseguimos aumentar a eficiência industrial e melhorar a qualidade dos produtos das usinas”, conta Amorim.

Com esta experiência, a empresa estudou os aspectos que mais representam dificuldades para as usinas e pautou os temas da Reunião. “Escolhemos assuntos importantes no mercado atual. A nossa intenção foi destacar de que maneiras a capacitação profissional pode ajudar a melhorar a eficiência dentro das usinas”, observa o presidente da Fermentec.

O público-alvo do evento foi formado por diretores, técnicos e gerentes de usinas de todo o Brasil. Participaram da Reunião 575 profissionais, que representaram mais de 100 usinas de várias regiões do país. As discussões foram úteis para que os visitantes aprendessem a usar os seus conhecimentos aliados aos números para a melhoria de suas gestões, além de aprender como ter uma visão global de todas as fases de produção da usina e conhecer formas de se evitar prejuízos.

Durante o encontro, a Fermentec ressaltou exaustivamente a necessidade de otimização ainda maior dos processos industriais das usinas. Para alcançar esta eficiência, defendeu Amorim, as unidades precisam investir mais na evolução dos processos de fermentação, responsáveis por um grau de perdas considerado alto.

Diminuir os índices de contaminação por bactérias e reduzir a incidência de leveduras são os grandes objetivos a serem alcançados no processo de fermentação hoje. Os temas foram bastante explorados no módulo “Fermentação Alcoólica”. Os palestrantes demonstraram como as usinas devem proceder para evitar que as bactérias se comuniquem e se proliferem.

Para se conseguir um processo fermentativo de alto rendimento, explicou o coordenador de processo e microbiologia da Fermentec, Alexandre Godoy, as usinas devem primar pela melhoria das características microbiológicas da cana, melhores lay-outs industriais, rastreamento dos pontos de contaminação em todo o processo, melhor controle de temperatura, uso de antibióticos eficientes. “E também técnicas adequadas de medição e controle”, ensina.

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