Retrospectiva Edição 90 de Março de 2005
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Corte da fita
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| Além do forte enfoque político,
a Feicana 2005 se transformou em palco de inaugurações
de empresas e usinas no oeste paulista
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| Feicana registrou recorde de público |
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A Smar está comemorando o aniversário
de dois anos da filial que mantém em Araçatuba com uma
novidade. A cereja no bolo será a instalação
de um escritório de assistência técnica para atender,
prontamente, às necessidades dos clientes conquistados, por
meio da equipe comercial responsável pela região oeste
paulista. Desde que nos fixamos aqui, aumentamos a gama de equipamentos
instalados. Precisamos estar cada vez mais perto, comenta o
gerente da filial, Paulo Ribeiro.
Diante do exemplo de sucesso da Smar, a F.Master, que tem matriz em
Itu (SP), e filiais em Sertãozinho (SP), Macaé (RJ)
e Salvador (BA), anunciou durante a Feicana (Feira de Negócios
da Agroindústria Sucroalcooleira), realizada de 8 a 10 de março
em Araçatuba, a inauguração da sua quarta filial.
Escolhemos Araçatuba, porque o oeste paulista desponta
como a região mais promissora para novos empreendimentos,
observa o diretor comercial, Marco Antônio Prado.
A cidade, conforme foi divulgado também na Feicana, ainda receberá
investimentos com a implantação da mais nova empresa
de distribuição do Grupo Buso, há mais de 16
anos no mercado de molas e demais componentes do sistema de suspensão
de veículos pesados. Serão empregados de R$ 600 mil
a R$ 700 mil, na formação de um estoque, melhorias na
infra-estrutura do prédio que abrigará a empresa e aquisição
de frota de veículos. Pelo menos 10 empregos diretos vão
ser gerados.
Palco dos anúncios de investimentos, a Feicana também
foi o cenário escolhido para a usina São José
da Estiva, de Novo Horizonte (SP), informar a intenção
de construir uma nova unidade no município de Pongaí,
também no oeste paulista. O empreendimento, que deve entrar
em operação em 2007, tem investimentos orçados
na casa de R$ 90 milhões a R$ 100 milhões. Cada
edição da Feicana traz novas empresas, atribui
o presidente da Udop (Usinas e Destilarias do Oeste Paulista), Luiz
Zancaner.
A esta unidade, já confirmada, o oeste paulista soma outros
30 projetos de instalação de usinas, o que deve atrair
à região pelo menos R$ 3 bilhões se todos forem
efetivados. A demanda deriva da disponibilidade de terras na área,
característica ainda combinada com recursos favoráveis
de clima e solo. Esta região é a capital da expansão
da cana em São Paulo, aponta o presidente da Única
(União da Agroindústria Canavieira), Eduardo Pereira
de Carvalho.
Para atender o consumo de açúcar e álcool estimados
para o futuro, calcula Carvalho, a expansão necessária
representa o dobro da taxa de crescimento que o setor tem verificado
nas últimas safras. E o aumento observado não é
tão modesto :10%. O segmento precisa investir para dobrar em
10 anos a produção atual de cana.
De acordo com um estudo da Copersucar, também divulgado durante
a Feicana, o setor sucroalcooleiro nacional precisarão processar
560,2 milhões de toneladas de cana para atender a demanda prevista
para a safra 2010/2011 seria um incremento de 44,27% se comparado
aos números da última temporada. E este é
um mercado conservador, assinala o presidente da Cooperativa,
Hermelindo Ruete de Oliveira.
A Udop prevê que as novas usinas alcancem uma moagem de 60 milhões
de toneladas de cana-de-açúcar operando na plenitude
de suas capacidades. Este volume de matéria-prima dará
origem a 2,7 bilhões de litros de álcool e 3,9 milhões
de toneladas de açúcar. Cabe à região
uma brutal responsabilidade sobre os mercados de açúcar
e álcool, que estão a clamar pelo aumento de nossa produção,
delega Carvalho.
Temporada de novos negócios
Os anúncios de novas empresas e usinas e as perspectivas que
colocam o setor sucroalcooleiro em céu de brigadeiro,
como descreveu o executivo Maurílio Biagi Filho, ofereceram
um colorido especial para a terceira edição da Feicana,
que confirmou crescimento de 30% em relação ao evento
do ano passado.
Distribuídos por uma área de 7500 metros quadrados,
140 expositores demonstraram novidades e lançamentos em equipamentos
e tecnologias para a cultura canavieira. A mostra atraiu para o recinto
de exposições o maior público da história
da Feicana: 20 visitantes. Os organizadores ainda não divulgaram
o balanço oficial, mas estima-se que a previsão inicial
de negócios encaminhados, avaliada em R$ 550 milhões,
seja alcançada.
Alguns expositores confirmam o otimismo. Aqui é um grande
pólo de crescimento. Embora sempre há o caráter
institucional, encaramos a Feicana como uma grande oportunidade comercial,
afirmou o diretor da WBA, Rui Ribeiro. Fizemos contatos muito
interessantes, acredito que fecharemos alguns negócios depois
do evento, completa o representante de vendas da Novus, Claudinei
Ramos.
Além de diretores e técnicos de usinas, pelo recinto
da Feicana passaram também importantes lideranças do
setor sucroalcooleiro e políticos das esferas federal, estadual
e regional. Vários seminários foram realizados durante
os três dias da Feira, seminários políticos; técnicos
e reuniões da Orplana Organização dos
Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil e do GATUA
Grupo das Áreas de Tecnologia das Usinas de Açúcar
e Álcool.
Durante a Feicana o empresário Rubens Ometto Silveira Mello,
presidente da Cosan, maior fabricante individual de açúcar
e álcool do mundo, recebeu o título de Cidadão
Araçatubense, em homenagem da Câmara dos Vereadores da
cidade.
A Feicana 2006 será promovida nos dias 14, 15 e 16 de março
e pode haver uma novidade. Há a chance de o local do evento
ser transferido do Pavilhão de exposições Clibas
de Almeida Prado. A nova sede, porém, ainda não foi
confirmada. |
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