Edição 96 de Setembro de 2005
A Profissionalização como uma ferramenta estratégica: um estudo em usinas de cana de açúcar familiares do Estado de São Paulo
Prof. Ms. Armando Lourenzo Moreira Jr. – Professor da Universidade Anhembi-Morumbi, da Universidade Mackenzie e da FIA/FEA/USP.
Carmen Lúcia Pôrto Ruette – Psicóloga com especialização em “Psicologie du Travail”, ParisV, Sorbonne. PEC em Marketing na F.G.V. e MBA em Marketing de Serviços na FIA/FEA/USP.
Prof. Dr. Martinho Isnard Ribeiro de AlmeidaProfesor da FEA/USP
Resumo

O objetivo básico deste trabalho é a investigação das dificuldades da realização da profissionalização. As principais dificuldades na gestão empresarial deste tipo de organização referem-se à perpetuação de sua existência, envolvendo problemas com a realização da transferência de poder de uma geração para outra e profissionalização societária e de gestão. Foi efetuado um levantamento por meio de uma pesquisa qualitativa, com entrevistas pessoais. Os respondentes foram participantes de usinas familiares na qualidade de sucessores e fundadores. Concluiu-se o artigo com a apresentação das dificuldades encontradas em relação à profissionalização, destacando-se a lealdade com empregados antigos, receio dos familiares em perder o controle da situação e dificuldades em demitir parentes não qualificados para a gestão profissionalizada.
Resultados preliminares do processo de fermentação alcoólica contínua em escala piloto com levedura imobilizada em colmos de cana-de-açúcar
João Nunes de Vasconcelos, Taciano Marcolino da Silva, Francisco Silva LisboaUniversidade Federal de Alagoas, Departamento de Engenharia Química
Ana Maria Góes de VasconcelosUniversidade Federal de Alagoas, Departamento de Química
Manuelle Lira do NascimentoCompanhia Açucareira Central Sumaúma
Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de fermentação alcoólica contínua, em escala piloto, com células de levedura imobilizadas em colmos de cana-de-açúcar, com 2 cm de comprimento, cortados de cana crua e descascada, recém-colhida no momento da imobilização. Foi utilizado mosto de melaço e avaliados os Açúcares Redutores Totais (ART), no mosto e no meio fermentado, etanol, vazão específica de alimentação, produtividade em etanol e eficiência fermentativa. A planta piloto consta de 3 fermentadores em série, com 810L de volume de trabalho cada, construídos em aço inox 316L. A temperatura do meio em fermentação foi de 33±1ºC e os pH”s dos meios de fermentação e fermentados foram, respectivamente, 5,6±0,10 e 4,12±0,12. Os dados preliminares indicam que o sistema é operacionalmente estável e manteve, nos estados estacionários obtidos, eficiência de fermentação (considerando-se os açúcares efetivamente consumidos) de 76,83 a 90,98%, com produtividades em etanol (considerando-se o volume de trabalho) de 7,17 a 9,32g/L.h, para vazões específicas de alimentação de 0,206 a 0,232h-1.
Bagaço de cana: a principal materia prima da pesquisa aplicada no grupo de conversão de biomassa vegetal da Faenquil
Prof. Dr. George Jackson de Moraes Rocha – Prof. Dr. Adilson Roberto GonçalvesDepartamento de Biotecnologia – FAENQUIL
O Departamento de Biotecnologia da Faculdade de Engenharia Química de Lorena, desde sua fundação, vem dedicando suas pesquisas ao aproveitamento integral de resíduos agrícolas, visando minimizar o impacto ambiental bem como explorar o alto valor agregado dos principais componentes dessas biomassas. Dentro deste contexto, o Grupo de Conversão de Biomassa Vegetal, Modelagem Matemática e Simulação (GCBM) desse Departamento, composto pelos Professores Doutores George Jackson de Moraes Rocha, Adilson Roberto Gonçalves e Samuel Conceição Oliveira, vem desenvolvendo suas pesquisas utilizando o bagaço e a palha de cana-de-açúcar como principal matéria-prima em processos químicos e biotecnológicos.

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