Edição 98 de Nov/Dez de 2005
Revestimento interno em plástico reforçado para condensadores de vapor do tipo barométrico por contato direto na presença de vácuo
M. Sc., Walter Luiz Polônio
UNESP - Universidade Estadual Paulista
Júlio de Mesquita
Eng Nelson Leite Rust Engenharia
Resumo

Este estudo objetivou avaliar o comportamento técnico, econômico e descrever o desenvolvimento da aplicação de revestimento anticorrosivo e construção de internos em plásticos de engenharia, em vasos de pressão com substrato metálico submetido a vácuo. Os revestimentos em P.R.F.V. (Plástico reforçado com fibra de vidro), foram aplicados na parte interna de condensadores de contato direto submetidos a vácuo, também chamado de condensador barométrico [1], abrange todo o percurso do processo de fabricação de açúcar, desde sua etapa inicial, intermediária e final, representados respectivamente pelas operações unitárias de filtração contínua de lodo de caldo de cana, evaporação de caldo e cozimento de açúcar, todos sujeitos a ação do vácuo. A necessidade deste desenvolvimento surgiu em 1988, quando se buscou aumentar a vida útil de vasos de pressão em processos de filtração. Vencido as barreiras técnicas e econômicas da aplicação, em 1998, buscou-se melhorias na viabilidade econômica, não somente com o ganho sobre espessura de corrosão, mas com melhorias construtivas dos equipamentos. As conclusões deste estudo são de interesse geral das indústrias de processo que possuem aplicação de equipamentos submetidos a vácuo, em condições adversas de ataque corrosivo juntamente com ação de temperatura e abrasão, disponibilizando aos usuários nova alternativa de proteção, com inúmeras vantagens econômicas.
Desmineralização de Água por Resinas de Troca Iônica ou Osmose Reversa: Concorrentes ou Complementares?
François de Dardel – Gerente Técnico Divisão Tratamento de Água Rohm and Haas Company
Introdução

Há uns quarenta anos, quando necessitávamos desalinizar algum tipo de água, estávamos essencialmente limitados por duas tecnologias: resinas de troca iônica ou destilação. Posteriormente, a tecnologia de membranas foi desenvolvida e, em particular, a osmose reversa ganhou grande participação nesse mercado, principalmente, para desalinização de água do mar, onde as resinas de troca iônica nunca foram uma solução viável. Para as águas salobras, a osmose também substituiu por completo as resinas de troca iônica. Entretanto, para as águas naturais tais como águas de superfície (rios e lagos) e, também, para as águas de poços artesianos, as resinas têm sido a escolha ideal. Neste trabalho vamos comparar os processos da troca iônica e de osmose reversa, examinando os principais benefícios de cada tecnologia. Nós demonstraremos que a osmose reversa é aplicada para águas de elevada salinidade, enquanto que a troca iônica é a melhor para águas com baixa salinidade. Tentaremos também, estabelecer a faixa onde ambas podem ser usadas, e mostraremos que as duas tecnologias podem ser combinadas com sucesso para se obter a melhor qualidade de água tratada. As citações sobre sistemas de resinas de troca iônica neste artigo referem-se aos sistemas de regenerações em contra-corrente, tais como os sistemas de leito-compacto.
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