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Edição 98 de Nov/Dez de 2005
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Objetivo cumprido
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| II Sucroálcool Nordeste promove grande exposição
de tecnologias e debate crescimento do setor sucroalcooleiro local
em Alagoas |
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Durante a cerimônia de abertura oficial da II Sucroálcool
Nordeste (Feira de Máquinas, Produtos e Serviços para o Setor Sucroalcooleiro
Nordestino), o convidado especial Gregório Maranhão, secretário executivo
da Unida, fez questão de começar o seu discurso com uma frase que
contou ter herdado do pai. “Falar de cana é sempre uma festa. Porque
falar de cana sempre terá valido a pena”.
Nos quatro dias em que foi realizada no Centro Cultural e de Exposições
de Maceió, a II Sucroálcool Nordeste levou a Alagoas as mais variadas
e ricas discussões sobre a cadeia produtiva da cana-de-açúcar. “Desde
que lançamos a idéia de promover um evento sucroalcooleiro no Nordeste,
sempre enfatizamos que o nosso objetivo era impulsionar o desenvolvimento
do segmento sucroalcooleiro local”, destaca o diretor da Valete Marketing
e Eventos, Waldir Freire.
A cana–de–açúcar é a principal fonte da economia do Nordeste. A exploração
extensiva da atividade canavieira no Estado é o maior contribuinte
do PIB de Alagoas, que hoje soma R$ 10 bilhões. “Atualmente de 25%
a 30% do nosso Produto Interno Bruto vêm do setor sucroalcooleiro”,
calcula o governador de Alagoas, Ronaldo Lessa.
A atividade é importante também em outros Estados do Nordeste. Por
isso, além dos profissionais alagoanos, estiveram na II Sucroálcool
profissionais de toda a região, com destaque para Pernambuco, que
com 19 usinas instaladas, também tem tradição canavieira.
“A Feira é importantíssima para a troca de informações sobre o que
acontece no dia-a-dia das usinas, e para conhecermos novas tecnologias.
Marcamos um encontro com todos os técnicos da indústria açucareira,
não só de Alagoas, como também de todo o Nordeste e até do Brasil
inteiro”, ressaltou o gerente industrial da Usina Terra Nova, José
Jairo.
Os visitantes presentes ao evento puderam conferir de perto novidades
tecnológicas e equipamentos consagrados apresentados por 60 expositores.
As empresas participantes demonstraram produtos que podem ser aplicados
em diversas áreas da planta de uma usina.
Com sede em Maceió, a NDS Válvulas tem apenas dois anos de existência
e nesse período fechou mais contratos de purgadores, pretende agora
ampliar as vendas de válvulas de bloqueio – a empresa recupera, fabrica
e vende peças novas.
Para ganhar espaço no mercado, decidiu participar da II Sucroálcool
- a primeira feira que a NDS participa – e fez uma avaliação ótima,
com muitos negócios realizados. “Nos quatro dias da Feira, passaram
mais de 300 pessoas pelo nosso estande, de várias indústrias, como
Braskem, Coca-Cola, Butano”, conta o diretor técnico, Erivan Nonato
dos Santos.
Além das máquinas, também foi destaque a exibição de produtos para
as áreas de segurança, meio-ambiente, qualidade e ferramentas de gestão,
para manter o segmento atualizado com as questões de desenvolvimento.
“As pessoas presentes na Feira vêm buscando saber como fazer melhor
as questões de qualidade, segurança, saúde e respeito ao meio-ambiente,
dentro dos quesitos de maior produtividade”, comentou o expositor
Alberto Silveira, diretor executivo da Qualitex.
Os quatro dias do evento reuniram 4 mil visitantes. O nível do visitante
presente agradou aos expositores. “Tivemos a visita de pessoas chaves
dentro das usinas. O público da Feira é bem específico”, definiu o
representante da Alpina na região Nordeste, Jair Diaz.
Negócios
Com o público focado, alguns expositores saíram de Maceió com perspectivas
de negócios futuros. Segundo o pesquisador da Embrapa, Onaldo Souza,
que deu uma palestra na Feira, a empresa que não investir em tecnologia,
perderá espaço no mercado. “A globalização evidencia quem tem a sua
produção tecnificada. Quem não tem, fica fora do mercado”.
Geralmente, os contatos realizados durante a Feira se transformam
em vendas após o período do evento, possivelmente na entressafra do
processo nordestino. A organização está contabilizando as possibilidades
e fará uma estimativa de negócios em breve.
A Valete Marketing e Eventos realizou com os expositores no último
dia do evento um levantamento de sugestões e críticas. Com base nestas
informações, a organizadora vai promover algumas mudanças estruturais
para a próxima edição da Feira, que ainda não tem data definida. “Estamos
parcialmente satisfeitos, porque devemos sempre buscar mais alguma
coisa. Estamos investigando o que o público e os expositores necessitam”,
disse Freire.
O organizador do evento também confirmou que a Feira voltará a ser
realizada em Maceió, pela estrutura da cidade para receber o evento.
“É uma ótima notícia, porque a Feira ajuda a melhorar e aprimorar
o setor local, facilita o acesso de nossas indústrias à modernidade”,
disse o governador Lessa, que esteve no Centro de Exposições no último
dia da Feira.
“A Feira é uma maneira de tentarmos agregar valor ao nosso produto
e à nossa economia. Esperamos que este evento possa se repetir novamente
em Alagoas. Mais uma edição demonstra que temos uma capacidade de
receber estes eventos”, completou o secretário de Indústria e Comércio
de Alagoas, Alberto Cabús. |
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