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Aresto boliviano
No dia mundial do Trabalho, o presidente da Bolívia, Evo Morales, divulgou o decreto que nacionaliza as reservas de gás e petróleo do país e determinou a tomada de campos de produção das multinacionais, incluindo da Petrobras, pelo exército boliviano. De acordo com o decreto 28701, a Yacimentos Petrolíferos Fiscales da Bolívia (YPFB) assumirá 50% mais um das ações das filiais das empresas estrangeiras. As petroleiras internacionais instaladas na Bolívia tem até 180 dias para se adequarem às novas regras, que incluem a transferência de 50% mais 1 das ações das companhias para o governo boliviano. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a decisão de nacionalizar as reservas de gás e as refinarias da estatal naquele país foi "unilateral" e "não amistosa" e que pode levar a "situações dramáticas". Dê sua opinião*: CLIQUE AQUI *Seus comentários passarão por um mediador antes de serem publicados. Caso deseje privacidade, não é necessário identificar-se. |
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Sem justificativa para recuo, preços
do petróleo devem manter patamar
"Não há fundamentos no mercado que justifiquem a queda dos preços do do petróleo". A afirmação foi feita pelo diretor de Investimentos da Odebrecht, Túlio Cintra, durante o Seminário Petróleo e Gás no Brasil, realizado pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. A conclusão está baseada em várias premissas: crescimento inesperado da demanda mundial, redução drástica da capacidade ociosa da Opep, limitações de infra-estrutura de refino, receio de que os países da Opep não vão atingir suas metas estimadas pelo IEA, e inexistência de substituto estrutural para o petróleo. A vantagem é que, com os preços do petróleo em alta, a indústria já registra crescimento no montante investido E&P. "No ano passado tivemos um aumento de 5,5% nos investimentos em E&P, totalizando mais de US$ 170 bilhões", conta Túlio Cintra, tendo como base os números do Energy Intelligence Research. O consumo mundial de petróleo seguira forte, apesar dos preços mais altos - nos próximos dez anos, a projeção do Energy Intelligence Research é de 22 mil barris adicionais. Desse total, 17 milhões de barris devem vir dos países membros da Opep. "Grande parte do incremento da oferta vai estar em países com geopolítica complexa ou em novas fronteiras, como águas profundas ou países ex-União Soviética". E esse papel da Opep seguirá tendo importância na tendência de preços. Atualmente as taxas de ocupação das refinarias beiram os 100%. "Após uma super oferta, no inicio dos anos 80, que demorou quase 20 anos, os spreads estavam muito baixos nenhum investidor teve coragem de aumentar a capacidade de refino", explica o executivo. O crescimento da demanda, nos próximos dez anos, terá como base o segmento de transporte - 61% - e o consumo de químicos e petroquímicos - 28%. Mas o petróleo não encontra um substituto estrutural: trata-se do combustível líquido com maior quantidade de energia por peso. O gás natural precisa de um volume quase 1.000 vezes maior para ter a mesma energia acumulado, e o etanol possui metade da quantidade de energia por peso. A tendência observada com os preços do petróleo em alta é um aumento significativo dos investimentos em E&P e P&D. "A maioria das empresas já usaram o petróleo entre US$ 36 e US$ 40 para a tomada de decisão". Em 2005 as despesas em P&D no setor de petróleo e gás totalizaram US$ 5,44 bilhões. "A BP subiu em 26% seus investimentos, a Petrochina 22%, a Petrobras aumentou 23% e está entre as dez maiores investidoras globais", conta Túlio Cintra. Outro significativo aumento vem sendo observado nos investimentos em águas profundas e ultraprofundas e no aumento da taxa de recuperação. Dê sua opinião*: CLIQUE AQUI *Seus comentários passarão por um mediador antes de serem publicados. Caso deseje privacidade, não é necessário identificar-se. |
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Três Projetos de Lei propõem
regulação para setor de gás natural O Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional seu Projeto de Lei 6673/06 formatado após quase dois anos de estudos e discussões com os agentes do setor. Na Câmara dos Deputados, o Projeto do Governo encontrou um "concorrente": a proposta 6666/06 que o deputado Luciano Zica (PT/SP) protocolou, que propõe alterações em cinco artigos da Lei do Petróleo. E no Senado dividirá as atenções com o Projeto apresentado pelo senador Rodolpho Tourinho (PFL/BA). O Congresso vai avaliar os projetos que definirão as novas regras na movimentação, estocagem e comercialização do gás - a discussão sobre as novas regras promete ser calorosa, mas dificilmente nenhuma lei será promulgada este ano, porque as eleições farão senadores e deputados se ausentarem da Capital Federal. O deputado federal Luciano Zica teve autorizado pela presidência da Câmara nesta semana, o pedido para que o projeto de lei do Governo fosse apensado ao PL de sua autoria. Com a decisão, as discussões sobre a regulamentação do setor passam a ser encabeçadas pela proposta de Zica. O projeto de Tourinho está em análise na Comissão de Constituição e Justiça e precisa ser submetido a outras duas comissões no Senado antes de seguir para o plenário. A proposta governamental não pede urgência constitucional, mas tramita em regime de prioridade, o que significa que há um empenho das lideranças para priorizar esse Projeto. Segundo o deputado Mauro Passos (PT/SC), não ter colocado o Projeto em regime de urgência permitirá às comissões da Câmara acolherem sugestões. O desafio é conciliar diferentes interesses. Para Mauricio Tomalsquim, presidente da Empresa de Planejamento Energético, autarquia ligada ao Ministério de Minas e Energia, admite: "O ideal é tramitar o mais rápido possível". Um dos principais pontos do Projeto enviado pelo Governo prevê a construção de gasodutos através de concessão após licitação - sendo declarada vencedora a proposta que requerer menor receita pela prestação dos serviços. Quando existir somente um interessado, a concessão para a construção de gasodutos pode ser feita através de autorização. A concessão ou autorização terá prazo de 35 anos - ao final desse período, a propriedade sobre as instalações passa para a União. Luciano Zica propõe que a construção seja dada por autorização da ANP. Tourinho defende as licitações em todos os casos. As propostas também prevê o compartilhamento obrigatório das capacidades disponíveis - pelas propostas do Governo e do deputado Luciano Zica, o uso em regime de exclusividade é de dez anos, contados a partir do início da operação. Já a proposta do senador prevê regime de uso exclusivo por três anos. Tomalsquim nega que a proposta do ministério atenda a pleitos da Petrobras. "Existem pontos que preservam o interesse do país. Quando o modelo do setor elétrico foi feito, a primeira exigência foi preservar os direitos adquiridos. Não vejo porque, nesse caso, não tenha que se preservar isso também". Ainda de acordo com o Projeto do
Governo, caberá ao Ministério de Minas e Energia estabelecer
as diretrizes para o processo de licitação de novos gasodutos
e à ANP promover as licitações. |
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Como se comportarão os
preços do petróleo, do gás e da nafta em 2004? |
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Qual é o caminho? |
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De quem é a culpa? |
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O que aconteceu na P-36? |
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O X da questão |
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O preço da gosolina pode
cair? |
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