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O X da questão

A Petrobras continua Petrobras. A idéia de mudar o nome fantasia da companhia não foi bem aceita pela opinião pública.
O nome PetroBrax, anunciado pelo presidente da companhia, Henri Philippe Reichstul, na terça-feira (26), tinha o objetivo de facilitar a internacionalização da empresa.
Segundo avaliação feita pela empresa UND, o prefixo "bras" estaria demasiadamente associado à ineficiência estatal e não estaria de acordo com a nova fase da estatal, não-monopolista.
O novo nome e a nova logomarca custaram R$ 2,3 milhões à companhia - R$ 700 mil para os custos da criação da marca e pesquisa, R$ 1,6 milhão em publicidade nos principais jornais do país. O custo total da alteração, de acordo com a Petrobras, seria de US$ 50 milhões.
Mas dois dias de intensas críticas fizeram o principal acionista da companhia - o governo - suspender a mudança no nome fantasia da companhia.
Dê sua opinião*: a Petrobras deve mesmo trocar o “S” pelo “X”?


NUNCA. "O nome PETROBRAS é motivo de orgulho do povo brasileiro, e é plenamente conhecido e respeitado no exterior."
Wagner Victer


O preço da gosolina pode cair?

A nova regra de correção, adotada no final do ano passado, prevê que os preços dos derivados na refinarias serão ajustados a cada três meses, para cima ou para baixo, de acordo com a variação do preço do barril do petróleo no exterior.
Considerando a cotação do preço do petróleo no mercado futuro, em abril — quando o governo federal fará a revisão — o preço da gasolina na bomba deverá ser reduzido entre 6,4% e 8%, enquanto na refinaria a queda ficará entre 8% e 10%.

Dê sua opinião*: Caso o preço do barril do petróleo se mantenha na faixa de US$ 26 e a cotação do dólar continue perto de R$ 1,95 no primeiro trimestre, qual será o comportamento dos preços dos combustíveis?

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A formação de uma indústria de petróleo e gás no Brasil, conseqüência da quebra do monopólio antes concedido à Petrobras, tem como pilastra preços internacionais de petróleo e derivados, sem o que não seria possível atrair participantes privados, nacionais ou estrangeiros.
Sendo assim, acho obrigatório que, do mesmo modo que os preços internos subiram como conseqüência da alta do petróleo, haja queda de preços quando a oscilação é para menos no mercado mundial.
Pena que, por ser a primeira vez na aplicação do procedimento, a mídia tenha transformado o que será um fato corriqueiro em uma verdadeira novela, tentando adivinhar o resultado da aplicação de uma fórmula por um fórum eminentemente técnico e não político.

Arlindo Lima Charbel — ONIP
acharbel@onip.org.br