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| Nossa produção de petróleo está paralela a economia, agarrada às produtoras
e ao governo americano. O Brasil poderia ser um dos maiores produtores
de petróleo do mundo, temos mão de obra e tecnologia para isso. Tenho
alguns cursos de produção de petróleo e não tenho emprego. Como?
João Paulo
Operador de Sonda de Perfuração (desempregado)
Niterio/RJ
joaopaulo.marinho@bol.com.br
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Acho que não existem grandes culpados e ainda não estou certo de que
o problema exista. É claro que o governo poderia fornecer maiores incentivos
como a redução de ICMS, ou financiamentos do BNDES. O fato é que a Indústria
Internacional, como qualquer outra (inclusive os empresários nacionais)
vai comprar onde seus executivos tenham conhecimento da capacidade de
produção e onde o custo seja competitivo (lembre-se do frete e dos custos
de desalfandegamento).
O capital não tem bandeira. Se as empresas nacionais forem capazes de
fazer a Indústria Petrolífera conhecer seus produtos e oferecerem condições
competitivas, as Operadoras dos Campos optarão por comprar na Indústria
Nacional. A ONIP está fazendo um excelente trabalho de divulgação da
Capacidade da Indústria Nacional e existe espaço para iniciativa privada
trabalhar nesta área também, como é o caso do Portal www.digimasteronline.com.br.
No mais, os empresários nacionais devem fazer a parte deles (tornar
seus custos competitivos, trabalhar para uma maior suporte do BNDES,
etc...). Assim, certamente, a Indústria Petrolífera vai aumentar seus
percentuais de compras na Indústria Nacional. Conseguir protecionismo
do governo só vai tornar a indústria não competitiva e não vai ajudar
a aumentar o percentual de compra das Oil Companies.
Luiz Felipe Martins
Diretor Empresa: Digimaster
Rio de Janeiro/RJ
luizfelipe@digimasteronline.com.br
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Não devemos cair no raciocínio simplista de identificarmos culpados.
Todos somos atores que temos responsabilidade de intervir para modificar
para melhor essa situação. De um lado como cidadãos exigir políticas
públicas que se fundamentem no estimulo ao desenvolvimento de tecnologias
que aumentem a competitividade das empresas brasileiras. Para tal temos
bons exemplos da parceria da Petrobrás com as Universidades. De outro
lado cabe as empresas promover a criação de um sistema de informação
que permita padronizar as informações sobre produtos e serviços para
essa área.
Antonio Oscar P. Vieira
Rio de Janeiro - RJaneiro
anoscar@noitescariocas.com.br
Diretor Comercial da Aitech Consultoria Especializada Ltda
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A culpa é da Sociedade Brasileira, ai incluindo Governo
e Empresários nacionais, que não sabem defender os reais interesses
do nosso Pais. Antes tudo era proibido importar, criando-se mercados
privativos e irreais para benefício de poucos.
A nova política se direcionou para o extremo oposto com a liberação
geral, mesmo em áreas onde deveriamos nos proteger.
Se os paises europeus e os americanos podem criar proteções para seus
mercado agrícolas, siderúrgicas, aviões(no Canada) e muitos outros exemplos,
porque não é correto criarmos proteções para produtos a serem utilizados
no nosso mercado interno, gerados pela exploração de nossas riquezas,
se esta atitude é do nosso interesse e gera desenvolvimento interno
sadio?
Teorias econômicas importadas, interesses políticos e interesses setoriais
específicos devem ser deixados de lado para previlegiar o interesse
do Brasil.
João Batista Camara Ribas
Rio de Janeiro/RJ jbribas@urbi.com.br
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Na minha opinião parte da culpa é dos gobernos
(tanto os anteriores quanto o atual) que permitiram o desmonte da indústria
naval, de fundamental importância para a E&P de um país
que tem suas reservas majoritariamente localizadas off-shore.
Mas deve ser levado em conta também o fato de que a amior investidora
no setor do país, a Petrobras, consegue captar recursos no exterior
a taxas muito inferiores às conseguidas no mercado interno, e
que estes recursos muitas vezes tem como contrapartida a realização
de compras no exterior (buyers-cerdit). Seria então o caso de
repensar não só o caso do setor do petróleo, mas
sim o da indústria como um todo que (quando pode) se vê
forçada a captar recursos no exterior para fugir das altas taxas
praticadas internamente, e assim contribui para fachar as contas de
nossa balaça de pagamentos...
Cristiano Martins
São Gonçalo-RJ cristianomartins@zipmail.com.br
Economista
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Julgo que a raiz de quaisquer das possíveis razões intitucionais
residem no filosófico, ou seja, na percepção que
o País tem de si próprio.
Não tenho dúvida de que as razões têm caráter
histórico: o Brasil jogou fora a séc. XX ao desprezar
seu desenvolvimento em ciência e tecnologia e bem estar social.
A despeito do fato de que não tivemos sorte com o nosso colonizador
Portugal, um país marginal da Europa, poderíamos
ter mudado o destino ao qual eles nos arremeteram. Revelado isso, a
clássica má distribuição de renda e a apropriação
indébita pela corrupção edêmica não
permitem antever um grande país antes do final deste século.
Ricardo Wilson da Cruz
Manaus-AM rwcruz@fucapi.com.br
Prof. de engenharia mecânica
FUCAPI Fundação Centro de Análise, Pesquisa
e Inovação Tecnológica
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Sem dúvida falta uma efetiva e transparente política
pública para atender a este novo paradigma de economico em que
não temos mais a atividade sob o regime de monopólio.
Veja a Argentina como está com o desgoverno!!
Ninon Machado de Faria Leme Franco
Rio de Janeiro-RJ ninon@ax.apc.org
Diretora ONG Instituto Ipanema
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As razões sempre são muitas, em problemas
complexos. Creio que o prazo longo do período de exploração
(em campos ultra-profundos o programa mínimo alcança 9
anos) assim como a grande variedade de estratégias na avaliação
de um bloco, evidenciado pela grande diferença entre os lances
para bônus de assinatura fez com que o valor do conteúdo
nacional não fosse considerado decisivo pelos cotantes. Sendo
assim, eles não se sentem incentivados a chegar perto do limite.
O aprimoramento nas propostas de conteúdo exigiria acrescentar
um ou mais técnicos à equipe, gerando custos adicionais;
em consequência, eles preferem aumentar a proposta de bônus.
Arlindo Lima Charbel
Rio de Janeiro-RJ acharbel@onip.org.br
Superintendente
Organização Nacional da Indústria do Petróleo
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A culpa é da ANP que não obriga legalmente as empresas
"oil companies" a um comprometiment e a um CUMPRIMENTO maior de compras
nacionais.
A Culpa é da legislação mal estruturada que beneficia a importação através
do Repetro (isentando impostos) e não obriga os Estados a isentarem
ICMS, sendo , namaioria das vezes, impossível que os fornecedores nacionais
compitam com o produto externo.
A culpa também é do BNDES e FINEP que são burocráticos em demasia e
levam anos para liberar financiamento para os fornecedores do setor
de P&G, além disso não há programa de incentivo à financiamento de pequenas
e médias empresas, porque eles não querem "correr riscos" , são displicentes
e lentos.
Por último a culpa é da mentalidade retrógrada dos empresários que ainda
querem "garantias" de compra sem que estejam preparados em termos de
tecnologia e prazo. Não demonstram que estão "correndo atrás do prejuizo".
Concluindo, a culpa é é do Governo(ANP e mecanismos de fomento-BNDES
e FINEP e da Legislação "inocente") e em menor escala, dos empresários,
pois esses não são mais "protegidos" e são "mimados " em demasia para
"irem a luta".
Fernanda
Rio de Janeiro-RJ fernanda_v@hotmail.com
Economista
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