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Deveria ser um suprimento usual, com prazo previsto de seis meses.
Mas o contrato, avaliado em US$ 4 milhões, para o fornecimento
de conexões em aço liga firmado entre a HCI e a Petrobras
foi estendido para um ano. "Era um contrato global para três
unidades: Regap, Replan e a Revap. Mas a Petrobras abriu para outras
unidades e o contrato foi prorrogado até julho deste ano",
conta Vlamir Cavalcante Zau, gerente de Negócios da HCI.
Para fabricar essas conexões, a HCI utiliza como matéria-prima
o aço liga - uma liga de aço carbono aditivada de
cromo e molibdênio - resistente às altas temperaturas
nas torres de refino. "Essas torres trabalham em alta temperatura,
então o material precisa ter resistência. O aço
carbono comum é comprometido a altas temperaturas, ao passo
que o aço inox precisaria ter chapas mais grossas para atender
aos requisitos de temperatura e pressão, o que encareceria
o produto final", explica o executivo.
Além das conexões e flanges produzidas com esse material,
a HCI dispõe de estoque estratégico de tubo - que
também serviu a algumas unidades da Petrobras.
A partir da boa receptividade da companhia, a HCI já se prepara
para disputar uma nova concorrência de fornecimento de conexões.
Mas o escopo de fornecimento inclui ainda aço carbono e aço
inox. "Também estamos reforçando o segmento de
válvulas atuadas. A partir da necessidade do cliente, a HCI
desenvolve a engenharia de aplicação, dimensionando
a válvula e o atuador, verificando os requisitos especiais,
e disponibilizando o equipamento automatizado".
Isso acontece dentro da filosofia da empresa de facilitar o entrosamento
com o cliente - complementando o fornecimento com outros produtos.
"A HCI busca, constantemente, estar mais próxima do
cliente, com uma linha mais completa, evitando que ele tenha que
correr atrás de um monte de empresas para atender seu objetivo",
sintetiza o gerente.
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