Quem apostava que o pré-sal iria dominar as discussões da Rio Oil & Gas não se enganou. Essa foi a tônica, pelo menos dos discursos dos executivos e autoridades na cerimônia de abertura do evento.
O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, João Carlos de Luca, lembrou que nos últimos dez anos o setor cresceu 300% no país, fruto da abertura da atividade de exploração e produção às empresas privadas. “Mais de 70 empresas exploram e produzem petróleo no país. E a Petrobras se transformou em uma das maiores empresas do mundo”.
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, lembrou que o pré-sal envolve desafios tecnológicos, financeiros, e de recursos humanos. "Estamos diante de novos desafios. E esses desafios envolvem escolhas e opções no campo tecnológico e financeiro”.
Até o final do mês, a comissão interministerial criada para discutir as regras para exploração do pré-sal apresentará algumas alternativas ao presidente Lula. “Não posso dizer quais são elas porque não chegamos a uma conclusão ainda. E também porque o presidente Lula recomendou”, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, lebrando que Lula deverá ouvir o presidente Gabrielli, o diretor da ANP, Haroldo Lima, o BNDES e o IBP.
Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2008

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