| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 100 Janeiro de 2005
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SpeciaI
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| Transmissores-não-commodities
ganham mercado |
| Marcos Peluso, no show room da Rosemount:
muito espaço para melhorias |
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No ano fiscal de 2004, o Grupo Emerson faturou US$15.6 bilhões
e, segundo acredita o board do grupo, o momento atual deve elevar
as vendas em até 11% para 2005. Os executivos do grupo podem,
ainda, ostentar a capacidade de crescer dois dígitos por
ano (há pelo menos três anos), ter um bom fluxo de
caixa e contínuos investimentos em P&D e aquisições.
Até o final de dezembro passado, as vendas haviam crescido
10% na Emerson Process Management em relação ao mesmo
período do ano fiscal anterior.
Foi nesse contexto que a Controle & Instrumentação,
em visita a uma das fábricas da Emerson/Rosemount, em Chanhassen
(EUA), encontrou o brasileiro Marcos Peluso, há mais de 10
anos envolvido com pesquisas em temperatura. A intenção
da Emerson é se tornar líder global em controle de
processo, fazer com que os clientes tirem o máximo proveito
de suas plantas. Estamos revisando todos os nossos produtos para
que o cliente chegue no ponto ótimo o mais rápido
possível e aumente sua capacidade nominal com a simples melhoria
do desempenho. Para isso, os trabalhos com diagnósticos são
fundamentais.
Redução de custos, menor tempo de retorno, menor custo
de operação, controle da qualidade melhorado, facilidade
de migração, segurança nas operações
e dos dados, maior disponibilidade. É o que o mercado quer
e o que a equipe da Emerson está, insistentemente, buscando.
Afinal, a expertise em tecnologia e pessoal tem sido a principal
variável na tomada de decisão quando as possibilidades
parecem iguais. E a chave está aí: parecem iguais,
não são. A capacidade e a habilidade de integrar soluções
e serviços com um amplo espectro de produtos inteligentes
gera uma sutil diferença, lembra o brasileiro, que
integra o PlantWeb Leadership Team, grupo de doze pessoas que se
ocupa de tornar a arquitetura PlantWeb referência permanente
do estado da arte fácil de usar, rápido, transparente
e que tenha um valor (alto) óbvio para o cliente. No momento,
o Team trabalha para aplicação das novas tecnologias
de mediação e controle controle adaptativo
, conectividade digital e prevenção de situação
anormal.
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| Scott Nelson com a nova placa de orifício |
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As petroquímicas americanas, por exemplo, perdem mais
ou menos US$ 10 bilhões por ano com situações
anormais. Cerca de 40% dessas falhas são devidas a erros
humanos, outros 40% a falhas de equipamento e apenas 20% a falhas
de processo! Existe um grande campo para se trabalhar com o cliente
aí, afirma Peluso, para quem a base das soluções
passam, necessariamente, por medidores e transmissores mais confiáveis.
Segundo ele, o trabalho da equipe da Emerson ficou ainda melhor
graças ao novo chip (fabricado por uma empresa do Grupo Emerson)
de terceira geração. Se você pensar que
a cada geração mais que dobra a capacidade de processamento,
com redução considerável de consumo de energia,
pode imaginar onde estamos colocando nossos usuários!.
O entusiasmo do brasileiro tem razão de ser e parece ser
compartilhado por seus pares já que, em 2004, só na
divisão de temperatura da empresa, foram lançados
14 novos produtos, entre eles o transmissor 848, que conta com entradas
e saídas discretas, agindo mais ou menos com um microPLC;
ou o novo DCV6000, com mais diagnósticos on line.
A Rosemount fundada em 1956 e adquirida pelo Grupo Emerson
em 1976 representa cerca de 25% do total de faturamento da
Emerson Process Management e detém 45% do mercado mundial
de transmissores graças aos saltos de inovação
que incorporaram maiores funcionalidades nos instrumentos. No
mercado de transmissores de pressão, os instrumentos Rosemount
são imbatíveis graças a uma postura de comprometimento
com o melhor para o usuário, pontua Scott Nelson, diretor
para Pressure Products. E Scott tem bons motivos para comemorar:
o transmissor Modelo 3051S, de arquitetura escalonável, excedeu
as expectativas do mercado e ganhou o Emerson Technology Award 2004
cujos critérios incluem foco no cliente, estratégia,
gerenciamento de processo, recursos humanos, conhecimento e análise,
resultados. Nosso pessoal é bem treinado, competente
e conhece o negócio. Colocamos a melhor engenharia no desenvolvimento
dos nossos produtos, sempre com a preocupação de um
retorno rápido do investimento do cliente. E as pequenas
modificações do 3051S para cada aplicação
tornam isso ainda mais visível, afirma Scott. Um outro
produto da empresa que mostra o quão perto a solução
está da equipe da Emerson é a nova placa de orifício
que, com um rearranjo de buracos, torna seu uso pelo
menos 30% mais preciso.
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| John Turner: comando facilitado por trabalhar
com os melhores |
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Atuando nas indústrias de óleo e gás, papel
e celulose, mineração, alimentos e bebidas, química
e petroquímica, farmacêutica, energia e tratamento
de água e efluentes, a Rosemount é, hoje, a marca
mais premiada e lembrada no mundo para instrumentos de pressão,
nível, temperatura e vazão. John Turner, vice presidente
para as Américas da Rosemount, corrobora a posição
do diretor Scott, e reafirma que a empresa é líder
hoje porque mantém seus votos de comprometimento com clientes
e tecnologia. Estar sintonizado com o cliente para ofertar
a ele a solução precisa requer apaixonar-se por esta
possibilidade, comenta John Turner.
Essa paixão pode ser sentida no PlantWeb, uma arquitetura
digital que usa a inteligência do campo para melhorar a performance
da planta, ou em cada uma das vertentes que a empresa trabalha:
inteligência de campo com Plant Web e Delta V incluindo
aí todos os instrumentos de pressão, temperatura,
vazão e nível , sensores e transmissores, AMS
gerenciamento de ativos e outros softwares , Tecnologias
como Wireless, Foundation Fieldbus, Hart, SiS, Diagnósticos
e outros hosts.
A satisfação do cliente deixou de ser um clichê
de marketing na Rosemount. A busca pela satisfação
do cliente aqui é diária e levada a sério por
todos. Existe a consciência em cada colaborador e o departamento
que controla isso se utiliza de metodologias que quase escaneiam
o atendimento, comenta John Turner, referindo-se ao trabalho
da central de atendimento ao cliente que tem atualizado quais atributos
são mais valorizados por qual tipo de cliente em que área
de negócio e lugar do mundo. Katie Kloos, gerente da central,
conta que, hoje, os clientes valorizam mais a qualidade do produto,
o preço, a consultoria técnica, a rede de atendimento
e suporte. O atendimento tem cinco dias para responder ao cliente,
quatro semanas para elaborar um plano de ação e, no
máximo 13 semanas para implementar a solução.
O compilamento desses dados é feito de quatro em quatro meses
nos Estados Unidos e, por enquanto, bi anualmente na América
Latina, Ásia e países emergentes. O segredo
está na rigidez da avaliação: quando falamos
que 98% dos clientes está satisfeito com a qualidade do produto,
queremos dizer que estão satisfeitos com todas as características
do produtos. Uma resposta neutra é considerada insatisfatória
e investigada, afirma John Turner. Fazemos o trabalho
em várias frentes para que nosso transmissor não seja
considerado uma commodity e, como resultado, nosso nome é
sinônimo de tecnologia mas não nos esquecemos que quem
faz tecnologia são pessoas. E graças a cultura da
empresa, só atraímos as melhores.
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