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Existe uma tendência de se supervisionar remotamente a planta,
por meio de uma interface homem-máquina aqui considerando-se
a interface como um sistema que oferece, além da visualização/interface
com o operador, um controle supervisório, a aquisição
de dados, alarmes e informações para o planejamento
corporativo. Alternativa cliente leve, PCs, palms ou
celulares podem, por meio da web, reunir e mostrar pontos críticos
de uma grande instalação numa mesma interface, tornando-se
fonte de informação para operadores, técnicos
e softwares corporativos.
Existem muitas opções comerciais de interface web
que geralmente estão integradas a um bloco proprietário,
ainda que existam propostas de implementação baseada
em softwares de código aberto. Mas, então, como se
definir Interface Homem Máquina?
Poeticamente, podemos definir como sendo o lugar onde a tecnologia
e o humano se encontram. E, diga-se de passagem, que nos dias de
hoje uma grande parcela das pessoas interage muito mais com a tecnologia
do computador que com martelos...
Vale lembrar que a parte visível dos computadores e instrumentos
não comunicam instantaneamente seu propósito mas,
quando bem planejada, essa parte visível é um mapa
preciso do que o usuário está buscando. O bom design
de uma interface pode até determinar a aceitação
ou não de uma solução inteira!
E o bom design, aqui, não quer dizer só beleza visual,
mas a boa aplicação das normas e do bom senso. Pode
ajudar ter sempre à mão a ISO9241, que define os três
componentes básicos para o design de IHMs, quais sejam, sua
efetividade (o produto faz o que se propõe a fazer), eficiência
(fácil de ser usado, faz a coisa certa) e a satisfação
(satisfaz o usuário, reduz o stress do uso, aumenta o prazer
no trabalho). Mas é claro que além de tudo isso, o
sucesso de IHM depende muito das necessidades e metas do usuário.
E a interface homem máquina é tão importante
que 50% dos códigos em um novo software é dedicada
à interface com o usuário. E, no atual mercado, altamente
competitivo, os produtos e serviços que não atendem
às necessidades dos usuários, falham, desaparecem.
A importância dessa usabilidade varia de usuário
para usuário, porque varia de acordo com a aplicação:
numa central de tráfego aéreo ou de uma usina nuclear
ela é crítica, já numa máquina de café,
nem tanto. Por isso, envolver o usuário na elaboração
do design da IHM é boa idéia afinal, os usuários
são experts em imaginar como seria melhor se, ainda que muitas
vezes não consigam definir bem o que esperam de um produto
como uma IHM. E, se trabalhar com usuários nos conceitos
do produto é sabidamente importante, trabalhar com o usuário
industrial é complicado porque, embora ele seja mais fácil
de ser identificado, é mais difícil ter acesso a ele
ou mesmo envolvê-lo em um projeto de uma IHM que não
seja a sua exclusiva. É bom frisar que, por melhor que tenha
sido a pesquisa e o desenvolvimento, a instalação
é o momento da verdade: se for assistida pelo fornecedor,
menos mal; se for feita pelo usuário, entra em cena outra
interface que muitos descartam e poucos fornecedores têm
o cuidado de tornar amigável , o manual. (Você
lê os manuais?). Claro, é bom não esquecer que
surpresas agradáveis ou não só
emergem quando o produto começa a ser utilizado.
As normas estão aí para ajudar os fornecedores de
soluções, como as normas ISO 9241 (Ergonomic Requirements
for Office Work and Visual Display Terminals); a ISO 14915 (standard
em multimídia); as ISO-IEG 11581 (graphical symbols on screens),
13714 (para usuários de telefone com serviços de mensagem,
voz e outras aplicações uma das tendências
mesmo para IHMs industriais); 11580 (nomes e descrições
de objetos e ações usados em ambiente office). Existem
as normas Ansi/HFES200, uma extensão da ISO 9241, que inclui
guia para elaboração de interfaces para diferentes
deficiências, escrita em solicitação à
Americans with Disabilities Act. Ainda o IISP (Internation Infrastructure
Standards Panel) deve unificar a infra-estrutura americana com vistas
a uma normatização global. A AnsiT1M1.5 que fornece
diretrizes para arquiteturas, interfaces e protocolos de telecomunicações,
em estudo pelo grupo 10 da International Telecommunications Union.
Quem procura seguir as tendências e está de olho em
interfaces web, é bom verificar o que diz o W3C (World Wide
Web Consortium).
Para ajudar sua pesquisa, alguns sites interessantes: www.ansi.org,
www.w3.org, www.iso.ch, www.acm.org/sigs/sigchi, www.ergonomics.org.uk
.
E, por isso tudo mais aquele apoio técnico e bom atendimento/relacionamento
é que existem os favoritos do mercado, em Interfaces
Homem-Máquina e outras categorias. No Brasil, prêmios
para produtos caíram em descrédito mas, nos EUA, por
exemplo, eles ainda continuam sendo boa referência e têm
corroborado a posição dos usuários brasileiros
ao menos os da Editora Valete que vêem seus
fornecedores TOP nas listas americanas. Um bom exemplo são
os quatro melhores softwares eleitos pela Control Engineering em
2004: o FPM-3170 da Advantech; o BeamOne Touchless Holographic Interface,
da Atlantex; o InTouch 9.0, da Wonderware; e o Model 3712 da Xycom
Automation. (Você usa algum deles ? ).
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