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Sob regência esperançosa, consumidores de energia
elétrica livres e regulados se vêem num impasse, em
que paira a prevalência pela máxima disponibilidade,
modicidade e qualidade do insumo energia, responsável por
representar até 45% do custo variável em uma produção
industrial. O tripé - do conceito de serviço adequado
cambaleante sofre pela instabilidade dos excessivos encargos,
tarifas e indefinições que podem ser atribuídas
a cada novo mandato presidencial, reformas e medidas vistas pela
Aneel determinantes ao planejamento de médio e longo prazo.
As projeções prometem otimismo se o sustento do Novo
Modelo do Setor Elétrico perdurar na evolução
dos negócios que mapeiam transações consumadas
de até R$ 20 bilhões na estimativa da Associação
Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica - Abradee,
movimentado pelo setor industrial, que centra atenções
aos energo intensivos, vorazes elétrico consumidores.
É do saber comum que a energia nacional já passou
por maus bocados. Quem não lembra daquele período
obscuro? Momento infeliz associado ao descompasso de quatro anos
iniciado pela estiagem desenfreada até cairmos, efetivamente,
no racionamento; penumbra nos meses de junho de 2001 a fevereiro
de 2002. A partir dali, não se poderia mais arriscar as cifras
do pêndulo energético; descontrole propulsor de uma
crise de fase viral e irreparável na produção
nacional. A garantia de boa margem na capacidade energética
teria que ser bem administrada, já que as projeções
eram movediças para 2009, em alerta deficitário, contando
com reduções de contratos.
Visão além do alcance
O lema era desestatização, como confirma o consultor
jurídico e David Waltenberg O investimento privado
salvaguardado pela Lei Geral de Concessões e Permissão
de Serviço Público, correspondeu à mobilização
das autoridades, agentes da cúpula do setor se consolidaram
na linha das diretrizes regidas pelo transformador Novo Modelo do
Setor Elétrico.
As taxas médias de expansão do parque existente apontavam
crescimento confortável até 2008. No período
2005 a 2009 o crescimento do mercado de energia vai para casa dos
5%, considerando o crescimento do PIB em 4%, evidenciando a necessidade
em mobilizar adição de 363 MW-médios em 2009,
segundo a previsão dada pela O N S. Envolto nesta cápsula
energética temos a expansão do Proinfa, como incentivo
às fontes alternativas; a geração em linha
com os leilões último mega, de energia existente,
girou na casa dos R$ 7,7 bilhões, seja qual for a iniciativa,
de cunho público ou de Parceria Público Privada (PPP)
a ordem é decolar.
Investimento e BNDES versão em números
O investimento do capital privado no setor ganha envergadura e novo
nicho de mercado com a entrada maciça proveniente dos Fundos
de Investimentos, o crédito de R$ 3 bilhões a serem
dispostos em projetos de construção das usinas de
energia renovável, confirmam as estatísticas de crescimento
sob os cálculos da Associação Nacional de Infra-Estrutura
e Indústrias de Base (Abdib).
Segundo o secretário de Energia do MME, Maurício Tolmasquim,
de 2005 a 2012, o setor elétrico demandará investimentos
anuais de R$ 17,9 bilhões, dos quais R$ 11,5 bilhões
serão financiados, por ano, pelo BNDES. Deste total, R$ 8,7
bilhões serão investidos por ano em geração,
sendo R$ 6 bilhões financiados pelo BNDES; R$ 4,6 bilhões
vão para distribuição, sendo R$ 3,2 bilhões
pelo banco, e R$ 4,6 bilhões para a transmissão, cabendo
R$ 3,2 bilhões ao BNDES.
Realinhamento tarifário
No bico da pena, o decreto 4667 realinhou normas gerais para celebração,
substituição e aditamento dos contratos de fornecimento
de energia elétrica, para sua taxação e tabelamento
dos preços, apresentando índices redutivos na Tarifa
de Uso dos Sistemas de Transmissão (TUST). Fica expressamente
vetado de as distribuidoras comprarem energia mais cara do mesmo
grupo empresarial; a instituição do critério
de menor valor tarifário nas licitações para
obras de geração de energia e é aberta a comparação
efetiva no segmento de geração. O Novo Modelo traz
de alteração para a estrutura tarifária: parcela
do encargo, a princípio não sofre mudança alguma,
exceto a CDE deixou de ser uma tarifa cobrada de energia passou
a ser uma tarifa cobrada do fio passando em carga, com diferença
superior de 12% para consumidor cativo em relação
ao livre, afirma Alessandro de Lima Castro, da Andrade &
Canellas Consultoria. Apresentando consumo tarifário dominante
de clientes nas classes a1, a2 e a3. O aumento constatado pelo realinhamento,
gerou por volta um custo médio de 92,7 R$ MW/h. Os patamares
atuais condicionam clientes ligados em a3a, a3, a2 e a1 ao incentivo
nulo para se tornarem livres. A eliminação do limite
de voltagem deve aumentar o mercado potencialmente livre, inclusive,
as classes a3 e a4. O que se nota é que as tarifas de alta
tensão são alinhadas com os custos, o que pode incentivar
a migração para o mercado livre.
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