| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 103 Abril de 2005
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Cover Page
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| Projeto Piloto para escala
mundial |
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Investimentos de US$ 1.9 bilhão garantiram ao Complexo Industrial
Ford Nordeste, localizado em Camaçari, Bahia, lugar privilegiado
entre as montadoras com maior índice de automação
no país. Inaugurado em 2001 o complexo é formado pela
Ford e mais 26 empresas fornecedoras. Do total de investimentos,
cerca de US$ 1.2 bilhão foi feito pela da Ford Brasil e US$
700 milhões por fornecedores.
Configurando-se como a primeira fábrica de automóveis
a se instalar no Nordeste, o complexo é responsável
pela produção diária de 912 veículos.
No total estão envolvidos mais de 7.800 funcionários
- 3.300 da Ford e o restante de fornecedores e mais de 500
robôs.
É do complexo que saem os produtos do Projeto Amazon, ou
seja, veículos feitos de acordo com as preferências
do consumidor. Atualmente, entre os modelos produzidos está
o Fiesta Sedan.
Com um alto nível de automação, a unidade conta
com um modelo de produção inovador, chamado Montagem
Modular Seqüenciada, um projeto piloto para a Ford Mundial.
Neste, há a participação de fornecedores diretamente
na linha de montagem e no processo de produção e não
apenas no fornecimento dos componentes do veículo. Tanto
as instalações como as responsabilidades são
compartilhadas. Quando nasce uma carroceria e um assoalho,
por exemplo, eles são devidamente identificados, e vão
passando por todo o processo. Com isso, as peças vão
sendo carregadas de acordo a necessidade de cada modelo, explica
o supervisor de Engenharia de Manufatura da Carroceria da Ford,
César Venturineli. Com algumas horas de antecedência
os fornecedores já sabem qual é a seqüência
de componentes que serão utilizados e são os próprios
fornecedores que providenciam as peças de acordo com a programação
feita pelo departamento de logística, conta.
A parte mais automatizada do complexo, segundo o supervisor, é
o Body Shop onde são montadas as corrocerias. Lá
trabalham cerca de 265 robôs, todos da ABB.
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| Venturineli: Body Shop é a parte
mais automatizada do Complexo |
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A atividade básica da área de carroceria
é soldar (juntar as peças de estamparia). Sendo que
85% das soldas são aplicadas por robôs, diz. Colocando
o número de pontos de solda automática, que é
de 85%, versus o aplicado manualmente, chegamos ao nível de
automação do BodyShop, ressalta. Alguns pontos
são dados por operadores, que são em torno de 330 por
turno nesta área.
Tanto os robôs quanto os sistemas eletromecânicos de automação
atuam em áreas críticas em termos de segurança
e qualidade. O processo de estamparia, por exemplo, é totalmente
automatizado, o que maximiza a segurança e reduz os riscos.
No setor de montagem da carroceria, sistemas automáticos também
controlam mais da metade das operações, incluindo a
armação, solda e conferência de geometrias.
A pintura, devido à complexidade e sofisticação
de seus equipamentos, é de acordo com a empresa - instalação-modelo
em termos mundiais. A fábrica de Camaçari foi a primeira
entre todas da Ford a empregar o sistema Eco-M, que utiliza turbinas
de alta rotação e quatro robôs para executar a
pintura automática da parte externa das carrocerias. Desta
forma, há a distribuição homogênea e sem
desperdício de tinta (à base de água). |
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Já quando o assunto são os protocolos
de comunicação utilizados, Venturineli, ressalta que
o complexo conta com o DeviceNet, ControlNet e Ethernet ambiente
Ford onde você consegue ter o Posmon.
O Posmon é um sistema mundial Ford, padronizado, que faz o
gerenciamento de informações. É ele que permite
à automação coorporativa conversar com o chão
de fábrica. Trata-se de sistema corporativo.
Já o Safetybus, da Pilz do Brasil, foi o protocolo de segurança
escolhido para ser utilizado nas áreas críticas do complexo.
100% da área de carroceria utiliza o Safetybus,
diz o supervisor.
Venturineli explica que quando a planta foi desenhada, por volta de
1998/1999, é que foram tomadas as decisões sobre quais
soluções utilizar. Foi em 1999 que se definiu
como seria a planta. A Ford comprou da Comau todo o sistema e toda
a implementação do BodyShop. 60% da área de carroceria
foi implementada pela própria Comau e 40% pela Kuka, isso já
em 2000. Os principais integradores da área de carroceria
foram a Comau, Kuka e a ABB.
A fábrica trabalha 24 horas por dia, seis dias por semana,
sendo que as manutenções são planejadas e realizadas
aos domingos. Não há paradas específicas
para manutenção, ressalta Venturineli. |
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