Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 103 – Abril de 2005
Talking About...
E o setor automobilístico, como vai?

E xiste um acordo “de cavalheiros” entre empresas e sindicatos que impede um nível maior de automação na indústria automobilística – o que não acontece, por exemplo, nas fábricas alemãs da Volkswagen, que alcançam, dessa forma, um nível impensável de automação. Claro que o setor automobilístico brasileiro não é o único que sofre esse tipo de pressão – criar emprego e gerar renda é meta de qualquer Governo. Por isso, no Brasil, o foco está agora no scheduling para que os carros sejam produzidos depois de serem vendidos (o nirvana), além da política de manter arquiteturas mundiais únicas, deixando locais as mudanças no design. Ou seja: fazer mais com menos, otimizar a disponibilidade das linhas de produção, fazer diferentes carros com o máximo em comum — peças da Parati servem para o Gol GIII e a Saveiro...

No Brasil, as montadoras mais automatizadas são a GM e a VW, enquanto a Ford de Camaçari, que recebeu investimentos de US$ 1.9 bilhão, também figura entre as mais automatizadas do país.

E o setor automobilístico brasileiro está em ebulição por causa da situação de seu irmão norte americano e da queda no dólar (que aumentou consideravelmente a importação). Melhorias estão sempre acontecendo, mesmo naquelas “fábricas do futuro”, como mostra uma aplicação para fluxo de materiais.

E, como é preciso saber do que acontece em várias frentes, esta edição traz uma retrospectiva da Fiee e do Fórum AbineeTec, com destaque para política industrial.
Uma pergunta intrigou a redação – e alguns leitores – sobre o PID: é hora de usar uma alternativa? A questão foi respondida por alguns dos mais conhecidos fornecedores de solução do Brasil. O que você, leitor, acha? Qual é a sua experiência?

Esse espaço é seu!

Boa Leitura!


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