Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 104 – Maio de 2005
Cover Page
Entre os primeiros na utilização de novas tecnologias

Maior confiabilidade de produção, melhores rendimentos, redução de produtos off grade, economia de energia... quais são os atuais desafios da indústria do petróleo? E de que forma a instrumentação e o controle podem dar suporte a essa demanda?

Para a Petrobras, por exemplo, os desafios vão desde a medição de vazão na produção de petróleo até o gerenciamento de alarmes.

Uma das grandes buscas do setor ainda é por uma instrumentação que suporte a medição de petróleos pesados. Para se ter uma idéia, aqueles considerados ultrapesados geram emulsões que ocasionam problemas de interface óleo-água para medição. Sem contar outras dificuldades como a acidez naftênica, que exige adequação metalúrgica.

Exigências de medição fiscal são determinadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo) e seguem a portaria conjunta ANP/Inmetro 001/2000, onde o conceito básico é pagar o imposto pelo recurso que está sendo retirado do subsolo. Esta portaria trouxe para o país algumas novidades em medição fiscal, como os medidores ultra-sônicos para óleo e para gás, medidores tipo V-Cone, medidores multifásicos e até mesmo medidores de BS&W (Basic Sediment and Water) em linha.

Os desafios tecnológicos:

• medição de petróleos pesados
instrumentos que suportem a medição de vazão de petróleos ultrapesados

• sistemas instrumentados de segurança
sistemas que garantam as variáveis dentro de limites considerados seguros

• projeto piloto com instrumentação wireless
Potencialmente utilizados para transferência e estocagem

• uso de analisadores em linha
Foco no controle de processos. O conceito seria medir as propriedades diretamente na linha.

• mistura em linha
sistema que visa realizar a mistura ótima de componentes de um produto através do controle direto de vazões.

• projetos baseados em rede fieldbus
Tecnologia já consolidada. Sua vantagem é a inteligência e integração a partir do campo

• soluções tecnológicas para controle e otimização
Metodologias - como o controle avançado ou controle preditivo multivariável - que visem otimizar em tempo real a operação

• simuladores dinâmicos para treinamento

• gerenciamento de alarmes
Industrias fazem mais análises de risco e adotam critérios para distribuição de alarmes

• monitoração e sintonia de malhas de controle.
potencializar a performance com controle regulatório - através de sintonia de malhas.

• interoperabilidade de equipamentos e sistemas abertos.
vários instrumentos e sistemas precisam "conversar" entre si, garantindo a integridade das informações.

• integração entre a área corporativa e o chão-de-fábrica
Para atender a esse desafio, entram os sistemas PIMS, LIMS, MES, APS - que fornecem informações e suporte análise de instrumentos e processos.

• Programação de produção
O objetivo do schedulling é a implementação do planejamento, sujeito à variabilidade


© Valete Editora Técnica Comercial Ltda. – São Paulo, SP