Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 104 – Maio de 2005
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Setor petroquímico revela: Investimentos em automação
e upgrades estão em alta

As indústrias do setor petroquímico devem investir algo entre US$ 420 milhões e US$ 630 milhões em instrumentação até 2008. O levantamento foi feito pela comissão de Automação da Associação Brasileira da Indústria Química, e leva em consideração o percentual gasto com automação (entre 10% e 15%) sobre o montante total que será investido pelas empresas do setor (US$ 4,2 bilhões entre 2004 e 2008).

Segundo o levantamento da situação da automação na indústria química, cerca de 55% das empresas químicas têm sua instrumentação baseada em sistemas microprocessados, e 16% possuem redes de comunicação.

Algumas instalações utilizam sistemas convencionais devido à vida útil das unidades – 26% utilizam instrumentação analógica e 3% ainda estão na era dos pneumáticos. Mas, existe uma migração para a nova tecnologia, que é gradual e depende muito do custo e das oportunidades.

Há dez anos, 74% das empresas utilizavam instrumentação analógica, 18% tinham instrumentação pneumática e 8% já estavam na instrumentação digital.

Somente a Petrobras deverá investir algo em torno de US$ 48 milhões em instrumentação e controle nos próximos anos. Para suportar esses investimentos, foi aprovada a criação de um Centro de Engenharia e Aplicação (Lead – Laboratório de Aplicação e Desenvolvimento em Instrumentação, Controle, Automação, Otimização e Logística). Lá, a Petrobras vai procurar reproduzir os ambientes da sala de controle, para avaliação das novas tecnologias e desenvolvimento de novas aplicações.

Apesar da diferença entre o investimento global da Petrobras comparado com o valor investido pelo setor petroquímico, o número é bem mais expressivo devido à base usada: enquanto a Petrobras considera apenas os gastos com instrumentação, as demais indústrias somam a esse valor todos os gastos também na fase de projeto.

Os projetos

Levantamento realizado pela Revista Controle & Instrumentação aponta os principais projetos – que vêm sendo realizados ou planejados – pelas empresas dos setores de petróleo, gás e petroquímica.

A Copesul – central de matérias-primas do Pólo Petroquímico de Triunfo / RS – vem desenvolvendo uma série de projetos, que incluem desde a atualização dos SDCDs das plantas industriais até a consolidação do “Planning&Scheduling”.

A PQU – central de matérias-primas do Pólo Petroquímico do ABC / SP – está implantando Fieldbus em toda a área de utilidades – que deve estar operacional em 2006. Está previsto também um novo projeto para modernização de controle da planta de Olefinas, com inicio de detalhamento para 2006 e conclusão para 2008 – no qual deverão ser investidos US$ 5 milhões.

Já a Petroquímica Triunfo – produtora de polietilenos instalada em Triunfo – começa a realizar um upgrade em seu SDCD. Implantado há oito anos, o sistema vai dar lugar a uma versão mais atualizada. No projeto serão investidos R$ 750 mil.


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