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Já bastante difundidas no exterior, as soluções
para gerenciamento de alarmes começam a dar os primeiros
passos no Brasil. As empresas estão se conscientizando, ainda
que um pouco tarde, que vale a pena investir em um programa de gerenciamento
de alarmes para assegurar uma operação segura e eficiente
de suas plantas industriais.
O ideal é que os diversos aspectos relativos à implementação
de uma estratégia de automação da planta sejam
avaliados durante a fase de concepção do projeto.
É a partir da análise dos riscos operacionais que
deveriam ser estabelecidos os critérios de definição/atuação
dos alarmes. A política e o sistema de gerenciamento
de alarmes deveriam nascer junto com a fábrica, ressalta
o gerente da área de Engenharia de Sistemas da Yokogawa,
Julio Takai.
A análise de riscos é vital para se fazer o gerenciamento.
O alarme, na verdade, é um indicativo de problema para
o qual você deve procurar alguma solução. Numa
fábrica, ele existe porque espera-se uma ação
do operador para a correção do problema, diz.
O resultado da análise de risco pode ajudar na definição
de como tratar alarmes de diferentes criticidades, e ainda a necessidade
de emissão de mensagens de guia ao operador para tomada de
ação.
O cenário atual do parque industrial brasileiro é
o de que a maioria das plantas já está automatizada,
possuindo algum tipo de sistema de controle, que, obviamente já
está programado com vários tipos de alarmes. Todos
os sistemas supervisórios e SDCDs possuem alarmes. O que
tipicamente acontece é que durante a fase de projeto não
é feita uma associação e análise dos
alarmes com os riscos operacionais, ou seja, aos alarmes não
é dada a devida importância. Freqüentemente estas
plantas foram levadas a utilizar-se do critério de se implementar
os mais diversos alarmes possíveis, e depois esperar que
sejam otimizados, conta. Eis aí mais um problema: o
acúmulo de alarmes desnecessários (espúrios).
Com o excesso de alarmes em determinados períodos, o operador
fica sobrecarregado, e com isso, pode deixar que um alarme realmente
importante passe sem ser visto. Desta forma, muitas vezes, o problema
só é percebido quando a planta se desvia perigosamente
de sua operação normal.
O segredo segundo Júlio não está na quantidade
de alarmes e sim na qualidade da informação que eles
transmitem e na capacidade dos mesmos de orientar a ação
do operador. Quando uma empresa remove um alarme espúrio,
ela faz com que o operador fique focado apenas naqueles que têm
importância, e para os quais se espera uma ação.
Quando o operador não tem como distinguir quais eventos
realmente são importantes, e qual efetivamente é o
problema, com certeza a empresa está perdendo dinheiro. Nesta
condição, a planta poderá estar produzindo
um produto fora de especificação ou ainda consumindo
mais energia para produção do mesmo. Esta condição,
pode levar a uma situação onde nenhuma ação
corretiva ou preventiva é tomada para um cenário de
risco operacional, ressalta.
Muitas vezes o software de gerenciamento de alarmes é
visto como a solução para otimizar os alarmes da planta.
Na realidade, o software de gerenciamento de alarmes é uma
ferramentas de análise e diagnóstico para suportar
um programa de gerenciamento de alarmes, o qual envolve diversas
áreas da empresa. Num contexto mais amplo, o gerenciamento
de alarmes deve ser parte de um programa de melhoria operacional
contínua.
Uma outra linha de trabalho é a implementação
de alarmes inteligentes. Freqüentemente o alarme está
ligado a uma variável só, como por exemplo, uma temperatura.
Talvez a análise da variável temperatura de forma
isolada não dê ao operador uma perspectiva do que realmente
está acontecendo no processo.
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