| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 107 Agosto de 2005
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Artigos Técnicos
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| Estudo da Estabilidade e
de Outras Características de um Dispositivo Eletrônico para a Calibração
de Eletrodos de Medição de pH |
Joaquim de Oliveira Maia, Consultor
Francisco José de Oliveira Maia, Instituto Superior de Ensino Santo
Andreense – IESA/Faculdade Termomecânica |
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Resumo
A calibração de medidores de pH é extremamente importante para laboratórios
químicos. No Brasil iniciou-se a acreditação de laboratórios de
calibração de pH, com o uso de soluções padrão rastreadas e produzidas
em laboratórios acreditados por órgãos internacionais reconhecidos
pelo Inmetro.
Podemos realizar a calibração de medidores de pH com o eletrodo
utilizando-se soluções rastreadas e a calibração do medidor sem
o eletrodo com a injeção de sinais elétricos,mas devido à problemas
de casamento de impedância entre o eletrodo e os multímetros não
podemos realizar a calibração do eletrodo isolado sem o medidor
de pH.
Devido à fragilidade dos eletrodos temos, na rotina diária dos laboratórios,
várias quebras de eletrodos quando são usados os medidores de pH,
portanto os laboratórios são obrigados a manter eletrodos de reserva
que devem ser calibrados em conjunto com o medidor.
O presente trabalho pretende apresentar a estabilidade e outras
características importantes de um dispositivo eletrônico que foi
desenvolvido para ser utilizado para o casamento de impedância entre
o eletrodo de pH e o multímetro de leitura do sinal eletrônico,
fornecendo assim subsídios para uma possível acreditação para a
calibração de eletrodos de pH independente do medidor de pH, facilitando
a rotina dos laboratórios.
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| Sistemas Fuzzy para Redução do
Custo Operacional e Controle de Reservatórios de Água |
Flávio Almeida de Magalhães Cipparrone Escola
Politécnica da
Universidade de São Paulo
Luiz dos Santos Medeiros Neto Escola Politécnica da Universidade de
São Paulo |
Resumo
Este artigo trata da aplicação de um controlador fuzzy para o controle
operacional de reservatórios de distribuição de água. O controle é
dividido em dois níveis hierárquicos e tenta reduzir o custo operacional
dado pelo bombeamento. O controle local decide sobre o abastecimento
de um único reservatório utilizando, dentre outras variáveis uma previsão
do consumo. O global modela um operador para estimar impactos de cada
decisão do controle local e verificar a viabilidade de adotá-la. O
artigo descreve, ainda, desenvolvimento e teste prático do preditor
on-line, fuzzy, para o consumo de água do reservatório. |
| Perspectivas da Utilização da Nanotecnologia
no Brasil |
| Henrique E. Toma Instituto de Química da USP,
e coordenador do Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia
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Resumo
Um grande potencial à espera de parcerias A nanotecnologia e nanociências
(N&N) representam uma evolução do conhecimento na escala nanométrica,
que já está sendo assimilada pela cultura universal, permeando as
áreas básicas da Física, Química, Biologia e Materiais, gerando novos
padrões tecnológicos que terão enormes impactos na economia e na sociedade,
nos próximos anos.
Quando focalizamos as perspectivas da nanotecnologia no Brasil, é
importante destacar que o nosso país vem passando por sucessivas transformações
na esfera acadêmica, desde a implantação e estímulo à pós-graduação
em todo o país a partir dos anos 70, a valorização do trinômio ensino-pesquisa-extensão
nas universidades públicas, a criação do Ministério de Ciência e Tecnologia
(MCT) em 1985, a expansão das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa,
e a realização de inúmeros programas de apoio ao desenvolvimento científico
e tecnológico. Em conseqüência, desde 1980, a produção científica
de pesquisadores brasileiros vem evoluindo sistematicamente, passando
de 2.000 artigos anuais indexados em 1980, para 3.000 em 1990, 9.500
em 2000, e 13.400 artigos em 2004. A percentagem de artigos brasileiros
indexados subiu para 1,7% em 2004, colocando o país na 17a posição,
no ranking mundial da produção científica. |
| Automação de Locais Distantes |
| Adaptação do texto “Improving Automation at
Remote Sites” da GE Fanuc / Water por Peter Sowmy e Márcia Campos,
Gerentes de Contas da Aquarius Software. |
Nova tecnologia reduz custos no tratamento de
água.
Tratamento de água e saneamento público envolvem, geralmente, uma
grande área geográfica e, como conseqüência, os sistemas de automação
para essas aplicações freqüentemente exigem controle a distância.
O tratamento de efluentes é feito, tipicamente, próximo a seu ponto
de uso. Já nas aplicações municipais, a água é freqüentemente bombeada
através de grandes distâncias e áreas extensas, medidas em quilômetros
quadrados. Para ter resultados ótimos, a automação de locais distantes
deverá ser pelo menos monitorada, o que tem sido um desafio no que
se refere ao tratamento de dados em tempo real e avaliação de eventos.
Os avanços na tecnologia de automação têm fornecido alternativas à
abordagem tradicional, permitindo gerenciar adequadamente esses locais
distantes – e ajudar os usuários a acelerar a implementação, reduzir
custos e melhorar a integridade dos dados, resultando numa melhora
significativa no tratamento do processo e facilidade de acesso. |
| Previsão de consumo de água em
curto prazo |
Alex Vieira Falkenberg
Andrea Sell Dyminski
Eduardo Parente Ribeiro
Universidade Federal do Paraná |
Resumo
Nos últimos anos as companhias de saneamento têm investido largamente
na automação de seus sistemas de abastecimento de água, proporcionando
dados em tempo real de vazão e pressão das cidades. Visando uma completa
otimização dos sistemas, torna-se mister modelar o comportamento do
consumo ao longo do dia das zonas de distribuição. O presente estudo
tem como objetivo apresentar diferentes modelos de previsão de consumo
tais como redes neurais artificiais, regressão linear múltipla e modelos
do tipo Box&Jenkins para prever o consumo urbano de água 24 horas
adiante. |
A implantação de PIMS na Sabesp
- “do dado
à informação” |
Carlos Alberto Miranda da Silva
Engenheiro Químico - Faculdades Oswaldo Cruz - Sabesp
João Luís Bertagna
Engenheiro Eletricísta/Eletrônico - Escola Federal de Engenharia de
Itajubá Pós Graduação em Engenharia de Saneamento Básico - Saúde Publica
- USP - Sabesp
Breno Botelho Ferraz do Amaral Gurgel
Engenheiro Civil pela - Universidade de Taubaté UNITAU Pós Graduação
em Engenharia Sanitária e Ambiental pela UNITAU Mestrando em Hidráulica
pela USP - Sabesp
Fábio Barros de Carvalho
Engenheiro de Controle e Automação pela Universidade Federal de Minas
Gerais - UFMG ATAN Ciência da Informação |
Resumo
Este trabalho aborda a implantação de sistemas PIMS (Plant Information
Management Systems) na SABESP e consequentemente no setor de saneamento,
pois até a presente data não temos informação de que iniciativas neste
sentido tenham sido realizadas pelas nossas co-irmãs, seja no Estado
de São Paulo ou no Brasil. Ele descreve o papel destes sistemas como
centralizadores de dados e informações de processos operacionais.
Qual a infra-estrutura necessária para implementação de um PIMS e
suas funcionalidades típicas. Entre elas: histórico de dados, análise
e correlação de variáveis, gerenciamento de eventos, elaboração de
indicadores, telas sinóticas históricas, relatórios dinâmicos e interface
com sistemas MES (Manufacturing Execution System) e ERP (Enterprise-Resource
Planning).
Ao longo do trabalho destaca-se a importância dessa ferramenta para
análise do processo operacional, planejamento de sua operação e o
apoio à tomada de decisão garantindo ganhos de qualidade e econômicos.
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| Implementação de um protocolo PC-CLP,
aplicado na automação de uma planta de tratamento de esgotos, baseada
no processo de lodos ativados |
Valnyr Vasconcelos LiraCEFET-PB UNED
Cajazeiras Péricles Rezende Barros Universidade Federal de Campina
Grande – UFCG
José Sérgio da Rocha NetoUniversidade Federal de Campina Grande –
UFCG
Adrianus Cornelius van Haandel Universidade Federal de Campina Grande
– UFCG |
Resumo
A automação de processos teve um grande desenvolvimento nas últimas
décadas. Aliada à automação, está a supervisão ou monitoração das
principais variáveis e/ou produtos do processo. Essa supervisão é
de extrema importância, tanto online, como offline, pois através da
mesma, na forma de gráficos ou tabelas, pode-se avaliar o desempenho
do processo. Neste artigo é apresentada a implementação de um protocolo
para comunicação entre um PLC e um PC, usados na automação e supervisão
de uma planta piloto de tratamento de esgotos. |
| Uma nova tecnologia de monitoramento
de poluentes - NO/NO2/SO2/CO - em processos de combustão |
| José GodiniDigimed Gases – Diretor Comercial |
Introdução
As atividades sócio-econômicas utilizam o ar atmosférico como meio
de diluição e dispersão de parte dos poluentes que produz. Quando
a capacidade assimilativa da atmosfera é vencida ocorre a acumulação
de poluentes e surge o fenômeno da poluição do ar.
Todas as atividades do homem geram, em maior ou menor quantidade,
matéria ou energia que pode se transformar em poluente do ar. Em uma
indústria, são inúmeras as fontes de poluição do ar: caldeiras, máquinas,
motores, pinturas, reações químicas ou quaisquer outras atividades
relacionadas com a transformação da matéria e da energia.
As fontes de poluição do ar podem ser classificadas como:
a) Fixas ( indústrias, incineradores municipais, geradores de energia,
fornos, etc.),
b) Móveis (os veículos automotores em geral),
c) Pontuais (a chaminé de uma indústria),
d) Área (um pólo industrial) ou
e) Linear (uma avenida congestionada).
Cada fonte apresenta um potencial próprio de poluição. São os chamados
fatores específicos de emissão. Na impossibilidade de medir os fatores
de cada fonte, utilizam-se fatores de emissão médios, definidos por
tipologia de fonte, como uma primeira aproximação do potencial efetivo
de poluição de uma fonte. |
| Estimativa da incerteza de medição
para o ensaio de cloretos pelo método argentimétrico |
| Ivan Lautert Oliveira Companhia Riograndense
de Saneamento – CORSAN |
Resumo
A apresentação do resultado de um ensaio acompanhado de sua respectiva
incerteza é, de certa forma, uma expressão quantitativa da qualidade
da medição realizada.
Este artigo apresenta um procedimento para o cálculo da incerteza
do ensaio de cloretos em águas pelo método argentimétrico e sugere
a possibilidade de expressão deste parâmetro através de uma equação
de regressão linear obtida partir do estudo da correlação entre alguns
pares (resultado da medição; incerteza expandida).
Considerando os resultados obtidos, no Laboratório Central de águas
da Corsan, é possível observar que, para o ensaio em questão e nas
condições definidas para o mesmo, a variação da incerteza expandida
calculada para as diferentes concentrações estudadas apresentou uma
tendência que pode ser explicada pela equação de uma reta.
Neste caso, concluiu-se pela adoção da equação obtida para a estimativa
da incerteza inerente a cada amostra ensaiada a fim de que se obtivesse
ganhos de tempo e mão de obra com a conseqüente diminuição de erros
de cálculo. |
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