Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 108 – Setembro de 2005
Artigos Técnicos
Utilizações do Pims na Siderurgia
Vitor Afonso Pinto
Atan

Resumo

Nas várias implantações de sistemas PIMS realizadas por nossa companhia, encontramos diferentes tipos de necessidades de informação. Em alguns casos, o foco estava na visualização da produção; em outros, existia uma grande carência relacionada com a otimização do processo e com a manutenção em geral; também havia situações onde o foco estava somente na centralização de dados dos sistemas de nível 1 (SDCDs, SCADAs, PLCs, etc). Em qualquer situação, o PIMS, por ser bastante versátil, consagra-se como uma poderosa ferramenta para análise de informações nos mais variados contextos.

Controle Térmico do Aço na Aciaria da V&M do Brasil
Takeshi Fujii - Engenheiro Metalurgista, MSc., especialista na Metalurgia Primária e Secundária da V&M do Brasil.
Gabriel Lenna - Engenheiro Controle e Automação, Engenheiro de Projetos da VAI Ingdesi Automation (VIA).
Patrícia Sampaio - Engenheira Eletricista, especialista em Automação da
V&M do Brasil.
Leonardo Muradas - Engenheiro Mecatronico, Engenheiro de Projetos da VAI Ingdesi Automation (VIA).o
Resumo

O aumento da produtividade e qualidade dos produtos gerados pela aciaria está relacionado ao controle da composição química e das temperaturas do aço. As variáveis importantes e facilitadoras para este tipo de controle são a condição térmica das panelas no ciclo de produção, as perdas térmicas ocorridas nos equipamentos de processo e as perdas ocorridas durante os tempos de transporte do aço líquido. Buscando um aumento de produtividade e qualidade de seus produtos, a V&M do Brasil iniciou um trabalho que visa adquirir conhecimento das condições térmicas das panelas e conhecer as perdas térmicas ocorridas em cada um de seus equipamentos para garantir um melhor controle das temperaturas do aço principalmente durante a etapa de lingotamento contínuo. Em seguida, serão apresentadas as estratégias e soluções adotadas para melhorar o controle de temperatura do aço na aciaria, utilizando como base, Redes Neurais e Lógica Fuzzy para a construção de modelos. Os modelos são capazes de estimar as perdas térmicas no processo e sugerir a melhor temperatura de liberação do Forno Panela para os equipamentos seguintes do processo em função das condições operacionais da planta.
Sistema de controle de um Desgaseificador a VácuoUma solução integrada entre níveis de automação
Fábio Alexandre de Almeida Gomes
Engenheiro Eletricista da VAI-Ingdesi Automation Engenheiro Eletricista pela PUC-MG
Resumo

Este trabalho apresenta uma solução integrada em automação para uma unidade de desgaseificação a vácuo. O trabalho se baseia em soluções adotadas para o RH #3 da Cosipa.

A configuração utilizada, com grande integração entre os diferentes níveis de automação, e a facilidade de operação do sistema, permitem uma interface ótima entre homem-máquina, e entre outros, são grandes recursos facilitadores da operação, manutenção e engenharia.

Processos de Metalurgia Secundária, neste caso o RH, têm que coordenar os tempos de processamento das unidades de refino primário e de lingotamento, e ao mesmo tempo garantir as especificações químicas e metalúrgicas, cada vez mais restritas, da qualidade de aço nele produzida.
Metrologia: uma Proposta para Gerenciamento da Rotina
Sovenir Tomasi WEG, Jaraguá do Sul
Introdução

A necessidade pela busca da competitividade nacional e internacional tem exigido em todos os mercados o aumento da qualidade dos produtos e serviços prestados. Nos dias de hoje é impossível pensar em qualidade sem lembrar em metrologia. As medições fazem parte da vida de todos e, fica difícil viver sem elas, pois a maioria dos produtos consumidos é medida de alguma forma. Para tanto, é de fundamental importância que as empresas tenham um sistema de gerenciamento de instrumentos de medição, garantindo com isso confiabilidade nas medições e em conseqüência, melhor qualidade dos produtos.
Otimização da adição de floculante em um espessador de lamas – Mina de Timbopeba – CVRD
Luciano Pinho De Biasi Rocha
Companhia Vale do Rio Doce
Elias da Silva
Companhia Vale do Rio Doce
Resumo

O objetivo deste trabalho é descrever um sistema desenvolvido para controle automático do nível de interface água-lama em um processo de espessamento de lamas. Para alcançar os objetivos estabelecidos, foram utilizados um instrumento para medição contínua da interface e um sistema especialista composto de regras de lógica discreta e nebulosa. Os principais resultados obtidos foram a garantia da qualidade da água recirculada, a redução de 11,7% no consumo específico de floculante e a disponibilidade de mão-de-obra de operação para outras atividades.
Uso dos Elementos Direcionais na
Interface Concessionária-Indústria
David Costello, Martin Moon, Greg Bow, Schweitzer Engineering Laboratories, Inc.
Resumo

Elementos de potência reversa e elementos de sobrecorrente com supervisão direcional são freqüentemente utilizados pelos engenheiros de concessionárias de energia elétrica e das indústrias na interface concessionária-indústria. A seleção inadequada e ajustes incorretos de tais elementos podem causar operações incorretas dos relés e interrupções na operação das usinas. Portanto, é essencial conhecer a aplicação adequada desses dispositivos de proteção. Este paper apresenta as referências e normas aplicáveis, e descreve as razões para instalação de diversos elementos de proteção na interface concessionária-indústria. O paper também analisa as características de operação dos elementos de potência reversa, da lógica de restrição baseada nos limites de carga (“load-encroachment logic”) e dos elementos de sobrecorrente de fase com supervisão direcional. Relatórios de eventos reais serão usados para demonstrar aplicações problemáticas e erros comuns de ajuste. Por último, o paper vai recomendar os ajustes e princípios apropriados para as aplicações.
Oportunidades para a evolução da automação
na siderurgia brasileira
Luciene Coelho Lopez Analista de Automação da Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA). Bacharel em Ciências da Computação formada pela Universidade Católica de Santos. Membro da ABM.
Resumo

Nas últimas décadas a siderurgia brasileira sofreu significativas transformações. Um período de forte expansão com a ampliação das usinas existentes e a construção de novas unidades industriais, seguido de drásticas reduções de investimentos e, finalmente, a privatização com a retomada de investimentos, e conseqüente modernização tecnológica das usinas existentes. Durante este ciclo a automação industrial evoluiu significativamente com o desenvolvimento dos microcomputadores, novas tecnologias para transmissão de dados e softwares. Hoje a siderurgia brasileira encontra-se modernizada, com sistemas de automação mais flexíveis e totalmente integrados, desde o chão de fábrica até os níveis corporativos, com facilidades como conectividade, expansão da capacidade de processamento e ferramentas de desenvolvimento. É chegado o momento de agregar ao parque instalado, com pequenos investimentos, novas tecnologias baseadas em inteligência artificial, processamento de imagens, predição e detecção de falhas, comunicação wireless e aumento do uso da Internet. Apresenta-se um breve histórico da automação neste ciclo pelo qual evoluiu a siderurgia brasileira, mostra-se um panorama da situação atual das usinas e, como ênfase principal do trabalho, as oportunidades de aplicação das novas tecnologias citadas, visando o aumento da competitividade das empresas brasileiras.
Automação na Indústria Siderúrgica
Evaldo de Araújo BragaEngenheiro de Suporte e Aplicação Altus S/A
Introdução

A palavra automation foi inventada pelo marketing da indústria de equipamentos na década de 60. A intenção era enfatizar a participação do computador no controle de sistemas industriais. Hoje entende-se por automação industrial qualquer sistema baseado em computadores/processadores que substitua o trabalho humano e que vise soluções rápidas e econômicas para atingir os complexos objetivos das indústrias. Num mercado complexo e competitivo como é o setor siderúrgico, uma indústria somente pode sobreviver se garantir a qualidade de seus produtos, mantendo altos índices de produtividade. E é neste contexto que se integra a automação industrial, tendo um papel de extrema importância na diminuição de custos de produção, normalização de processos, aumento da confiabilidade e segurança, diminuição de perdas, e outros aspectos inerentes aos processos industriais.
Sistema inteligente de programação de produção
em pátios de minério
Paulo Molck, Rodrigo Gonçalves CFlex Computação Flexível Aplicada LTDA Torquato Caldas, José Valentim,Leôncio Lima, Eduardo Newton, Mauro FrançaCVRDCia Vale do Rio Doce Rafael Mendes, Fernando Gomide Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP
Resumo

Este trabalho apresenta um sistema de suporte à tomada de decisão para o gerenciamento inteligente de pátios de minério. O sistema utiliza uma abordagem de sistemas a eventos discretos para a modelagem de operações de pátio, tais como descarga de vagões, transporte de minérios e formação de pilhas, atribuição de empilhadeiras, recuperadoras e carregadoras de navios. O seu principal propósito é o de gerenciar a formação de pilhas para assegurar a qualidade dos produtos e otimizar a produção em um horizonte de tempo determinado. O sistema utiliza técnicas de inteligência computacional no seu núcleo. Em particular, métodos de busca heurística são combinados com funções de avaliação fuzzy para selecionar pilhas destinos e origens para as respectivas descargas de lotes de vagões e embarques dos navios. O problema de decisão global considera múltiplos critérios, entre eles uniformidade de composição dos diversos produtos e os custos decorrentes da armazenagem, manuseio e operação.
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