Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 109 – Outubro de 2005
Artigos Técnicos
Coordenação de Projetos para Implementação de Sistemas MES – Manufacturing Execution System
Frederico França Giunchetti Coordenador de Manutenção na Novartis Biociências S.A.
Luiz Edival de Souza Vice-diretor do Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologias da Informação da Universidade Federal de Itajubá.

Resumo

Esse trabalho tem como objetivo principal avaliar o tema MES (Manufacturing Execution System) e a integração entre negócio-manufatura, levantar normas que descrevam esse processo e propor uma metodologia para implementá-la baseada em técnicas de gerenciamento de projetos independente da área de atuação da empresa.

Sistema Supervisório - Ferramenta Vertical para Gerenciamento Flexível de dados de Produção
Marcelo Ramos de Albuquerque Barros Volkswagen do Brasil LTDA.
Resumo Este material descreve as principais características do sistema supervisório adotado pela Volkswagem para gerenciar as células automatizadas da linha de produção do Novo Polo. De forma objetiva são descritas a arquitetura e características do sistema, sua interação com nossa infraestrutura de automação de produção e TI, além da aplicação de seus recursos.
Critério para Avaliação de Padrões Industriais de Referência após Calibração Externa – Foco na Indústria Farmacêutica
Willians Portella M.Sc. em Metrologia - PUC-Rio, GlaxoSmithKline/Engenharia
Maurício N. Frota Programa de Pós-Graduação em Metrologia, PósMQI/PUC-Rio
Resumo

O presente trabalho analisa os métodos de avaliação dos padrões industriais de referência1 após sua calibração externa em laboratórios acreditados, previamente ao seu uso em laboratórios de calibração da indústria farmacêutica. Fundamentado em pesquisa conduzida junto aos laboratórios de calibração de instrumentos de processo da indústria farmacêutica em operação no eixo Rio-São Paulo, o trabalho propõe um critério para avaliação de padrões metrológicos de referência posteriormente à referida calibração externa. Com base na pesquisa desenvolvida e na experiência prática acumulada por esses laboratórios, desenvolveu-se uma proposta de modelo de avaliação dos resultados declarados nos certificados de calibração dos padrões industriais de referência. A avaliação incorpora, de forma explícita, o desempenho da calibração, notadamente dos parâmetros relacionados à tendência e à incerteza associada à calibração. O modelo proposto possibilita ainda a análise de impacto das variações de desempenho do padrão de referência na instrumentação do processo, assim caracterizando-se como ferramenta essencial para a avaliação de impacto potencial nos resultados dos processos inerentes à atividade laboratorial praticada pelo setor.
Os benefícios do desenvolvimento da aplicação de Sistema Supervisório de Componentes Orientados a Objeto versus Desenvolvimento de IHM Convencional
Steven D. Garbrecht - Gerente de Marketing de Produto da Wonderware
Resumo

Há diversas diferenças fundamentais entre produtos de Interface Homem-Máquina (IHM) de componentes baseados em tag convencional e orientados a objeto, e Controle Supervisório e de Aquisição de Dados (SCADA). Este estudo explica as diferenças entre as duas metodologias e mostra que uma redução de custo de até 90% pode ser obtida em desenvolvimento com um produto SCADA de componentes orientados a objeto, e explica como calcular a economia de um em comparação com o outro.
Sistemas de controle e supervisão via internet
Maximiliano Salvatti Phoenix Development
Flávio Galib Universidade Metodista de Piracicaba
Resumo

Este trabalho tem o objetivo de mostrar a viabilidade e a necessidade de disponibilizar os dados, em tempo real, de um processo industrial, através da intranet/internet ao maior número de usuários, em qualquer lugar, sem a necessidade de possuir no microcomputador cliente, o software do sistema supervisório. Sendo assim, a empresa pode economizar com licenças, através do uso de um sistema operacional gratuito ou de baixo custo nas estações de trabalho.

Também é o objetivo exemplificar o funcionamento de sistemas MES (Manufacturing Execution Systems) que estão revolucionando a Automação Industrial com sua integração entre sistemas.
O Ethernet TCP/IP Modbus
Ricardo Bonfim Segura / Fabio Marcelus Mielli Schneider Electric Brasil
Se fizermos um paralelo ao modbus serial que foi lançado em 1979, o modbus TCP é recente, apenas 9 anos desde a sua criação, mas nem por isso deixou de chegar a liderança e hoje é considerado o protocolo com mais pontos de rede vendidos por ano segundo a ARC Advisory Group, o maior analista do segmento de automação.

Em 2004 a ARC contabilizou 840 mil equipamentos vendidos com redes ethernet e projeta crescimento anuais nos próximos 5 anos de 51,4%, chegando a 6,7 milhões de unidades até 2009. Estes números mostram um pouco da realidade da rede ethernet nos dias de hoje e amanhã, mas para qualquer entendimento sobre esta rede é preciso um foco inicial na teoria básica de redes de comunicação. A teoria será um fator determinante para a compreensão e principalmente como uma ferramenta de comparação e análise crítica das diversas tecnologias que estão surgindo recentemente.

A International Standard Organization (ISO) propõe um modelo para a estrutura de comunicação com sete camadas especiais. Esta estrutura, denominada OSI (Open Systems Interconnect) permite interconectar sistemas abertos e oferece ao usuário a possibilidade de garantir a interoperabilidade dos produtos. Quando o modelo é seguido pelos fabricantes que desejam interconectar seus equipamentos, temos o conceito de rede. No modelo OSI para a Ethernet TCP/IP Modbus, consideramos 4 camadas (Físico, Link, Transporte e Aplicação).
Norma ISA S88 e Regulamento 21 CFR Part 11 do FDA na Indústria Farmacêutica
Dan Madi Artioli Ouro Fino Saúde Animal.
Dolivar Coraucci Neto Ouro Fino Saúde Animal.
Sérgio A. B. Muraro Smar Equipamentos Industriais Ltda.
Resumo

A finalidade deste artigo é tratar de como foi planejado, implementado e futuramente validado um projeto de um Sistema de Gerenciamento e Planejamento de Produção Automatizado, onde a funcionalidade do mesmo está baseada na integração do Sistema de Gestão (ERP) já existente na empresa farmacêutica com o sistema de Gerenciamento e Supervisão de Bateladas, obedecendo à norma ISA S88 e às exigências do regulamento 21 CFR PART 11, fornecendo evidências de documentação para o processo de validação junto a Agências Reguladoras Nacionais e Internacionais.
Projeto MES da Diretoria de Pelotização da Companhia Vale do Rio Doce1
Sistema de informação de Produção das Usinas de Pelotização da CVRD
Leonardo Lúcio Carvalho Vieira
Engenheiro de Sistemas da VAI-Ingdesi Automation, Engenheiro Mecânico ênfase em Mecatrônica pela PUC - MG
César Adrian Gonzalez
Engenheiro de Sistemas da VAI-Ingdesi Automation, Engenheiro em Eletrônica pela Universidad Nacional Del Sur
Sérgio Moreira Martins
Engenherio Sênior da Companhia Vale do Rio Doce
Resumo

O sistema MES (Manufacturing Execution System) da Pelotização da CVRD integra a informação oriunda das usinas de pelotização do Complexo de Tubarão (ES), e das usinas de São Luis (MA) e Fábrica (MG). O objetivo deste trabalho é mostrar como o MES, em sua concepção, é aplicado no dia-a-dia de uma planta. Sobretudo como se dá a transformação de um ambiente com dados disseminados em um sistema de informação integrado e funcional.

Este projeto conta com tecnologia de última geração que oferece interface inteiramente Web desenvolvida em plataforma .NET. O sistema MES dispõe de ferramentas que permitem realizar a programação, planejamento, seguimento e análise da produção e de consumo de insumos. Acompanhar a situação on-line das usinas através de registros de paradas e eventos, sinóticos e gráficos de tendência. Das soluções implementadas para a CVRD pode-se destacar a forma como o MES substituiu funções de sistemas legados e como unificou o acesso a variáveis e metas de diferentes naturezas através de interface versátil e auto-explicativa.

Seguindo objetivo fundamental do MES, a integração, pode-se afirmar que um projeto com esta finalidade, deve resultar em um produto que se apóie sobre base de informação do cliente e ofereça ferramentas adaptadas à sua necessidade. Assim a confiabilidade cresce e o trabalho de pequeno valor agregado diminui alterando o foco daqueles que validam a informação. Isto reduz os custos e o tempo de acesso à informação além de melhorar os índices de qualidade e, por conseqüência, viabilizar um atendimento diferenciado ao cliente.
Sistema de Supervisão e Controle de Processos dedicado à Automação de Casas de Vegetação
Ivo R. Fontes, José A. Cagnon, André L. Andreoli
Laboratório de Automação Industrial, Departamento de Engenharia Elétrica, Faculdade de Engenharia de Bauru, Universidade Estadual Paulista “Júlio Mesquita Filho” – UNESP
Resumo

Atualmente os sistemas mais utilizados no controle de viveiros para produção de mudas empregam temporizadores programáveis de baixo custo executando rotinas fixas para controlar os dispositivos presentes na instalação a fim de proporcionar o fornecimento de água e nutrientes às sementes ou plantas sem se preocupar com o uso racional destes recursos. O presente trabalho apresenta uma aplicação para supervisão e controle de uma casa de vegetação, desenvolvida no Departamento de Engenharia Elétrica, da Universidade do Estado de São Paulo – UNESP em Bauru, através do Elipse PRO (SCADA). Para a aquisição dos valores das variáveis de controle e transmissão das mensagens de comando aos atuadores dentro da instalação foram utilizadas duas Unidades de Sensores e uma Unidade Concentradora de Dados que se comunicam através de enlaces de RF com mensagens formatadas segundo o protocolo MODBUS.
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