Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 119 – 2006
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Tecnologias Emergentes – você está preparado?


Saiu na mídia especializada que entre as tecnologias que devem crescer nos próximos anos estão a Web 2.0, a Real World Web — baseada em programas de localização —, e a Arquitetura de Aplicações, puxada pelo SOA. Essas tendências estão no Hype Cycle for Emerging Technologies/2006, estudo que busca avaliar a maturidade, o impacto e a velocidade de adoção das tecnologias.

Com a Web 2.0, o internauta ganhou mais participação e, dentro desse novo mundo, as tecnologias mais impactantes devem ser: a Social Network Analysis – criação de conteúdo a partir da análise e filtragem de dados enviados por diferentes fontes; Ajax – técnica de programação mais famosa da Web 2.0; - Collective intelligence – avaliada como transformadora, ainda leva de cinco a 10 anos para dominar, ao contrário das outras duas que, segundo o estudo, em dois anos serão febre, permitindo aos usuários trabalharem juntos ao mesmo tempo num mesmo arquivo, sem a necessidade de um único indivíduo centralizando as informações — algo como a planilha on line do Google.

No estudo, também aparece o Real World Web, que permite a interação entre mundo real e mundo virtual, onde as tecnologias de maior impacto são a Location-aware technologies – que usa GPS para localizar de uma pessoa através do celular ou handheld e a Location-aware applications –que envolve o uso de dispositivos com GPS embutido e já conta com muitas aplicações para melhorar a automação da força de vendas e a logística.

E, mais importante para quem está indústria, a modularidade e a agilidade do SOA! Já ouviu falar de SOA — Service Oriented Architecture e dos conceitos envolvidos? Não é apenas mais uma sigla, principalmente porque na camada ERP este tema é absolutamente recorrente. A BEA, em uma pesquisa encomendada para o Gartner Group, concluiu que SOA deixou de ser uma Buzzword para ser a bola da vez em termos de desenvolvimento de Tecnologia de Informação, em 2006.

O que se pode imaginar dessa nova tecnologia é que em breve não se falará mais em protocolos e drivers, isso será coisa do passado; o foco estará em integração de serviços. Um equipamento qualquer integrar-se a um sistema de automação será algo tão inerente a ele como é respirar para seres vivos aeróbicos. O que será mais importante é qual serviço este equipamento disponibiliza. Ninguém mais vai comprar drivers ou dizer “meu supervisório é OPC compliant”; mas “meu sistema de visualização disponibiliza serviços de troca de informação produtiva, login de usuários e alarmes”. Como isso vai acontecer será um detalhe. Hoje não é.

Vai ser como os Web Services. Hoje tem-se os Sws. na Web que abrem planilhas Excel ou documentos Word sem necessidade de licença. Eles simplesmente estão disponíveis e são serviços. O SOA contempla esta idéia e outra bem importante também: Framework! Os serviços devem ser sincronizados e regidos em uma seqüência de execução (nem que seja em paralelo) e isto está modelado no software também. Um bom exemplo: você vai fazer um bolo e enquanto executa o serviço “procurar ingredientes” pode disparar o serviço “aquecer forno”. Depois vêm os serviços (não somente métodos, como pensávamos em Orientação a Objetos) “Adicionar Ingredientes”, “ligar batedeira”, “misturar tudo”... Mas em paralelo você pode “untar a forma”. Existe toda uma metodologia ligada a uma seqüência de eventos. E se não tem ovo? Você pode disparar um evento “chamar vizinho”, que pode ser invocado pelo serviço interfone, bater na porta, telefonar... não interessa como. O que importa é que o objetivo (do serviço) seja atingido.

 


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