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Saiu na mídia especializada que entre as tecnologias que
devem crescer nos próximos anos estão a Web 2.0, a
Real World Web baseada em programas de localização
, e a Arquitetura de Aplicações, puxada pelo
SOA. Essas tendências estão no Hype Cycle for Emerging
Technologies/2006, estudo que busca avaliar a maturidade, o impacto
e a velocidade de adoção das tecnologias.
Com a Web 2.0, o internauta ganhou mais participação
e, dentro desse novo mundo, as tecnologias mais impactantes devem
ser: a Social Network Analysis criação de conteúdo
a partir da análise e filtragem de dados enviados por diferentes
fontes; Ajax técnica de programação
mais famosa da Web 2.0; - Collective intelligence avaliada
como transformadora, ainda leva de cinco a 10 anos para dominar,
ao contrário das outras duas que, segundo o estudo, em dois
anos serão febre, permitindo aos usuários trabalharem
juntos ao mesmo tempo num mesmo arquivo, sem a necessidade de um
único indivíduo centralizando as informações
algo como a planilha on line do Google.
No estudo, também aparece o Real World Web, que permite a
interação entre mundo real e mundo virtual, onde as
tecnologias de maior impacto são a Location-aware technologies
que usa GPS para localizar de uma pessoa através do
celular ou handheld e a Location-aware applications que envolve
o uso de dispositivos com GPS embutido e já conta com muitas
aplicações para melhorar a automação
da força de vendas e a logística.
E, mais importante para quem está indústria, a modularidade
e a agilidade do SOA! Já ouviu falar de SOA Service
Oriented Architecture e dos conceitos envolvidos? Não é
apenas mais uma sigla, principalmente porque na camada ERP este
tema é absolutamente recorrente. A BEA, em uma pesquisa encomendada
para o Gartner Group, concluiu que SOA deixou de ser uma Buzzword
para ser a bola da vez em termos de desenvolvimento de Tecnologia
de Informação, em 2006.
O que se pode imaginar dessa nova tecnologia é que em breve
não se falará mais em protocolos e drivers, isso será
coisa do passado; o foco estará em integração
de serviços. Um equipamento qualquer integrar-se a um sistema
de automação será algo tão inerente
a ele como é respirar para seres vivos aeróbicos.
O que será mais importante é qual serviço este
equipamento disponibiliza. Ninguém mais vai comprar drivers
ou dizer meu supervisório é OPC compliant;
mas meu sistema de visualização disponibiliza
serviços de troca de informação produtiva,
login de usuários e alarmes. Como isso vai acontecer
será um detalhe. Hoje não é.
Vai ser como os Web Services. Hoje tem-se os Sws. na Web que abrem
planilhas Excel ou documentos Word sem necessidade de licença.
Eles simplesmente estão disponíveis e são serviços.
O SOA contempla esta idéia e outra bem importante também:
Framework! Os serviços devem ser sincronizados e regidos
em uma seqüência de execução (nem que seja
em paralelo) e isto está modelado no software também.
Um bom exemplo: você vai fazer um bolo e enquanto executa
o serviço procurar ingredientes pode disparar
o serviço aquecer forno. Depois vêm os
serviços (não somente métodos, como pensávamos
em Orientação a Objetos) Adicionar Ingredientes,
ligar batedeira, misturar tudo... Mas em
paralelo você pode untar a forma. Existe toda
uma metodologia ligada a uma seqüência de eventos. E
se não tem ovo? Você pode disparar um evento chamar
vizinho, que pode ser invocado pelo serviço interfone,
bater na porta, telefonar... não interessa como. O que importa
é que o objetivo (do serviço) seja atingido.
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