JUNHO DE 2001 Edição nº
59 Controle & Instrumentação
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Kibon moderniza planta industrial com sucesso
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A Kibon – divisão de sorvetes da Unilever Brasil – acaba de concluir,
com sucesso, o seu projeto de modernização da planta industrial de São
Paulo, localizada no bairro do Brooklin. A decisão pelo investimento começou
em meados do ano passado, tendo em vista o planejamento de expansão da
produção para o verão, bem como a possibilidade de diversificar a produção.
Para atender os seus objetivos era importante a troca do sistema de controle
baseado numa solução SCADA, controladores programáveis Simatic S5-155U
e supervisório Fix 32, por uma solução mais versátil tanto para operação
quanto para engenharia e manutenção e que, acima de tudo, permitisse uma
fácil implementação e integração com a base instalada, tendo em vista
o curto tempo de comissionamento e o investimento inicial já feito.
A solução proposta pela Siemens, em parceria com Tetrapak, foi planejada
com o Simatic PCS 7, seguindo como modelo as soluções globais que a Siemens
vem utilizando junto a outras plantas do grupo Unilever. O know how da
solução contou com a presença global da Siemens, que através do seu Centro
de Competência em Alimentícia, localizado em Nice, na França, apoiou desde
a fase de concepção até o treinamento da engenharia local, no caso o integrador
TSE – responsável pelo desenvolvimento.
Uma nova geração de sistemas digitais de controle distribuído (SDCD),
o Simatic PCS 7 – Process Control System segue o conceito TIA – Automação
Totalmente Integrada. “Na prática, se trata de sistema com uma única base
de dados e de arquitetura aberta, com estações de operação e engenharia
compatíveis com o Windows NT, tanto na configuração single-station ou
cliente-servidor, interligados ao controladores programáveis Simatic S7-400
via redes abertas e padronizadas Ethernet TCP/IP ou Fast-Ethernet (100
Mbps). A interface com o campo ocorre de forma flexível via Profibus (Process
Fieldbus), que permite fácil integração de uma ampla gama de dispositivos,
desde a manufatura bem como área de processo”, explica o engenheiro Ricardo
Vilaça Reis, gerente produto PCS 7 da Siemens.
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Ponto de vista da Kibon Com a implantação do PCS 7,
foi possível a integração dos sistemas com aumento significativo de
produtividade e de segurança do processo, além da simplificação da
operação da planta da Kibon, através de um sistema eficiente, rápido
e de fácil utilização.
A possibilidade de se ter controles de manutenção, operação, diagnose
do sistema e registros de materiais no PCS 7 reduziram a complexidade
e permitiram uma melhor rastreabilidade da operação.
Consideramos que a parceria Siemens/ Tetra Pak/ TSE/ Kibon desde os
estágios iniciais do projeto, detectando necessidades, adequando as
ferramentas disponíveis e treinando os usuários, foi fator determinante
para o sucesso da implantação. |
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Além disso, segundo o engenheiro, o PCS 7 conta com uma engenharia centralizada,
capaz de configurar todo o sistema e com poderosas ferramentas de programação,
com linguagens de alto nível baseada na IEC 1131, bibliotecas tecnológicas
e de campo, recursos de diagnose, que permitem a fácil configuração da
solução com o foco em tecnologia de processo e não a técnica de programação.
Além disso, a arquitetura de PCS 7 é facilmente expansível e aplicada
tanto para processos contínuos ou de bateladas, inclusive, com alguns
pacotes opcionais como o Batch Flexible, que atende a norma ISA S88, totalmente
modular permitindo até a integração ao nível gerencial MIS/ MES (por exemplo:
SAP/R3).
No caso da planta da Kibon, a implantação foi prevista para ser em duas
fases. Na primeira, realizada em dezembro de 2000, foi implantada uma
unidade de controle baseado na AS 417-2DP e duas estações de controle,
sendo uma para acumular as estações de engenharia, interligadas via rede
Fast-Ethernet, e realizar a troca de dados com o sistema SCADA. Através
das remotas interligadas via rede Profibus-DP, os sinais de campo, comandos
e acionamentos são controlados pelo sistema de controle.
Esta fase foi realizada com um comissionamento de três dias, sem a interrupção
da produção, e permitiu uma maior flexibilidade na produção, principalmente
via modificações no processo implementadas pela equipe da Kibon e Tetrapack,
que diminuiu significativamente o processo e o tempo de CIP, simplificando
também a interação com os operadores.
Já na segunda fase, finalizada agora em junho, foi preservada boa parte
do investimento inicial onde os módulos de entrada e saídas Simatic S5,
localizados em bastidores de expansão S5, foram mantidos e integrados
nas novas CPU´s S7. As estações de operação foram substituídas pelas do
OS-sw do Simatic PCS 7 sobre PC’s de mercado com Windows NT, interligadas
em rede Fast-Ethernet 100Mbps, que dotaram o sistema de uma interface
de operação muito amigável, tanto para operação quanto para edição de
receitas, com um tempo de resposta excelente.
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Dados da instalação:
- número de pontos entrada; saída: 4500
à 5000
- Equipamentos de processo:pasteurizadores,
misturadores, tanques de maturação, tanques de composição (para
mistura), tanques de preparação (para homogenização) e CIP Central
- Visão geral do processo: CIP com mais
de 100 rotas, misturadores para ingredientes (leite, açúcar,
sorbitol, glicose, água, óleo e outros), tanques de óleos, tanques
de glicose, tanques sorbitol, tanques água, tanques mistura,
tanques homogenizadores, pasteurizadores, tanques de maturação
- 4 racks com CPU 417-2DP, 4 estações de
operação em rede industrial Fast-Ethernet
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Esta última fase, que ocorreu em quinze dias, permitiu toda a modernização
do sistema de controle, ainda mantendo boa parte dos módulos de entrada
e saída, mas dotados de um programa estruturado em alto nível com uma
série de bibliotecas e faces-plates já incorporados, bem como algumas
otimizadas pelo COC Siemens-Nice junto à Unilever, que permitem uma versatilidade
de programação, operação e diagnose do sistema específica às necessidades
de uma planta de sorvete.
“Soluções como esta denotam a tendência da preocupação da Siemens de estar
orientada a tecnologia e solução, trazendo todo o know-how dos nossos
centros de competência, agregando uma solução completa e compatível com
a realidade e as necessidades de cada um de nossos clientes”, pontua Vilaça.
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Ponto de vista do Integrador
“Em plantas de processamento de alimentos, onde temos grande experiência,
há muitas malhas de controles e transferência constante de material entre
áreas. Na planta da Kibon isto ocorre em larga escala e com razoável complexidade.
Para obtermos padronização e rapidez no processo de desenvolvimento tornou-se
necessária a utilização de uma ferramenta apropriada, que permitisse o
desenvolvimento integrado de toda a planta.
O PCS7 deu a flexibilidade necessária ao projeto, pois a aplicação pode
reunir em uma única base de dados toda a programação dos equipamentos
e interfaces de operação. A integração entre as áreas de processo ocorre
de forma natural e organizada.
Ganhamos agilidade no desenvolvimento do sistema devido a modularidade
da linguagem de programação; a utilização de bibliotecas customizadas
(lógicas de controle e objetos gráficos); a geração automática de grande
parte das interfaces de operação.”
Ary Marcos de Paula Bárbara
TSE Automação.
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