FEVEREIRO DE 2002 – Edição nº 66 – Controle & Instrumentação
TOP 2001
Eles são TOP

Makarovsky: Investir em treinamento

Emerson Process Management (ex-Fisher-Rosemount)

A empresa não diz quanto cresceu, em números. Mas basta verificar que, em 2001, a empresa conquistou 25 dos 60 clientes do produto que é a menina dos seus olhos, o PlantWeb com DeltaV. E que, nos primeiros três meses de seu ano fiscal 2002 a Emerson já alcançou a meta do ano! Cada vez mais voltada para resultados — os de seus clientes e, conseqüentemente, os seus —, a Emerson, sem abandonar a tradição de inovar o mercado com novos produtos, ela o invade com um discurso voltado para os negócios, quantificando em espécie (reais, dólares, euros) os ganhos que o cliente pode obter com seus serviços. Investir em treinamento também faz parte da estratégia da Emerson que tem todos os seus vendedores-técnicos com MBA em administração ou finanças. “Como podemos falar de negócios usando linguagem de automação? Estamos falando com quem compra valor agregado ou transformando a visão do comprando de commodities”, afirma Claudio Makarovsky, diretor de sistemas da empresa.

GE Fanuc

Para a GE Fanuc, 2001 foi um ano de extremos, com um excelente início e um final marcado pelos já tão comentados atentados de 11 de setembro e pelo efeito Argentina. Esse cenário, somado ao racionamento de energia, formaram um quadro que dependeu muito da maturidade da economia brasileira e a expertise da equipe da empresa.
“Os resultados de 2001 servem para alimentar nosso otimismo para 2002. Os percalços vividos, reforçam nossa cautela. Já o fato da GE ter sido eleita, pelo quinto ano consecutivo, a empresa mais admirada da América do Norte, nos dá a segurança de que estamos no rumo certo”, afirmou Renato Kioyuki Oiko, gerente de vendas e marketing dos negócios de automação da GE Fanuc Automation.

Carlos Eduardo: mudança nos requistos do mercado

Hiter

Um crescimento superior a 50%. Assim foi o ano 2001 para a Hiter. Segundo Carlos Eduardo Zago, gerente de vendas da empresa, o ano apresentou bom desempenho de vendas. “Notamos uma mudança nos requisitos do mercado com relação exigências tais como prazos, preços, características dos produtos, etc, que estão mais rigorosos. Também observamos o acirramento da concorrência com o esforço de algumas empresas fabricantes de válvulas procurando obter um melhor posicionamento do mercado”. Para 2002, as perspectivas da empresa são otimistas. “Deveremos continuar a crescer. Neste início de ano os números esperados são positivos e superiores aos dos anos anteriores. No que diz respeito a produtos estamos planejando novos lançamentos ao longo do ano”, afirma Carlos Eduardo.

Mário Filho: três segmentos refletem a estratégia da empresa
Honeywell do Brasil

O ano de 2001 foi especialmente bom para a Honeywell, no que tange ao mercado de automação industrial, apesar da não realização da compra pela GE. Três segmentos refletiram o sucesso da estratégia adotada pela empresa, no Brasil. O primeiro foi o de Papel, onde a empresa se consolidou com a maior base instalada do mercado brasileiro e a maior infra-estrutura de serviços de atendimento. O segundo foi o de Energia, onde a Honeywell colocou-se como forte alternativa de controle digital para centrais termelétricas. O terceiro foi o de Petroquímica, onde foi capaz de contratar desde os transmissores até soluções de otimização e simulação de treinamento.
“As altas taxas de juros internos somadas à excessiva cautela dos investidores internacionais nas projeções econômicas nos leva a crer num ano de limitado crescimento. As indústrias automobilísticas e de embalagens que são diretamente relacionadas com o poder aquisitivo da população, têm projeções próximas àquelas do PIB nacional, salvo ganhos de competitividade. Sobra-nos algumas frentes de investimento em produtividade, qualidade e segurança que trazem a reboque a automação. Ainda assim estamos bastante otimistas para o ano de 2002 no mercado brasileiro já que a Honeywell vem mostrando que seus produtos e soluções são alternativas bastante competitivas e de sucesso garantido”, comenta Mário Filho, gerente geral da empresa no Brasil.
Marcos Rocha: ano de investimentos
Pepperl + Fuchs

Para Marcos Rocha, diretor da Pepperl+Fuchs, em 2001, o mercado nacional passou por sucessivas fases de estagnação devido à seqüência de fatores desfavoráveis ao desenvolvimento econômico e ao investimento nas áreas produtivas. “ Primeiramente tivemos a crise do Senado, que prejudicou a imagem da credibilidade política do país mas não foi suficiente para frear o ritmo de crescimento imposto pelas previsões otimistas para o ano. Logo em seguida, num momento ainda de incredulidade na desvinculação econômica entre Brasil e Argentina, nosso vizinho entra em processo irreversível de insolvência. Com o início da alta do dólar, o mercado começou a dar sinais de paralisia e a refrear as perspectivas otimistas alimentadas até aquele momento, culminando com o triste episódio do 11 de setembro, que teve seus efeitos parcialmente dissipados a partir de meados de novembro. Foi um ano difícil, mas vencemos todos os obstáculos”.
Apesar de tudo isso, 2001 foi um ano de grandes investimentos que foram capazes de sustentar os negócios e o principal fator que possibilitou à Pepperl+Fuchs participar de muitos deles foram, sem dúvida, as aquisições realizadas entre 2000 e início de 2001 pela matriz alemã. Dentre elas, destaca-se a da Elcon, cujo principal produto, multiplexadores destinados à aquisição de dados para gestão de ativos industriais, proporcionou um aporte tecnológico importantíssimo para a linha de produtos Pepperl+Fuchs e alavancou, inclusive no Brasil, importantes negócios através da continuidade da parceria com a empresa WESTCON.
Para 2002, apesar do panorama otimista — como em 2001 —, a grande movimentação do mercado, segundo os especialistas, está reservada para o segundo semestre. No entanto, já em janeiro, fortes indícios de reaquecimento da economia com a retomada de uma série de projetos fazem a empresa num ano de realizações importantes, principalmente na aplicação de novas tecnologias e dos padrões que vêem se estabelecendo paulatinamente. “É baseada nessa crença e no contínuo investimento em novos e mais inteligentes produtos, que esperamos alcançar com sucesso as metas estabelecidas para o exercício de 2002, proporcionando aos nossos clientes soluções econômicas, de alta qualidade e sempre com tecnologia de ponta”.
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