Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 67 Março de 2002
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Cover Page 2
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| Inmetro autua empresas por estarem expondo
em feiras equipamentos-Ex sem o certificado obrigatório
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| Aloysio Costa da Silva Junior da Divisão de Programas de
Avaliação da Conformidade do Inmetro |
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Quem acha que o Inmetro só fiscaliza aqueles “produtinhos” para
donas-de-casa mostrados no Fantástico, está muito enganado. Durante
a feira de automação, ISA SHOW 2001, o Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial, Inmetro, juntamento com o IPEM
de São Paulo autuaram empresas por estarem expondo equipamentos para
atmosferas explosivas sem o certificado de Conformidade, exigido pela
Portaria Inmetro nº 176 de 17/07/ 2000. As empresas foram notificadas
tendo seus materiais recolhidos do local.
Segundo Aloysio Costa da Silva Junior, especialista da Divisão de
Programas de Avaliação de Conformidade do Inmetro, o material foi
exposto sem a certificação obrigatória. O especialista da Divisão
de Programas de Avaliação de Conformidade conta que todo aparelho,
para ser comercializado e utilizado em atmosferas potencialmente explosivas,
tem que ter o certificado do Inmetro. Aloysio completa dizendo que,
em outra e recente feira realizada em Porto Alegre, o Inmetro também
fez autuações em algumas empresas, tendo interditado o material.
Para o Inmetro é indispensável o certificado do produto. Em uma ocasião,
conta Aloysio, uma empresa fabricante de leitora de cartão magnético
questionou se aquele produto precisava ser certificado para ser instalado
em um Posto da Gasolina. Aloysio respondeu que se não fosse ser instalado
em área classificada, ou seja, área de risco, não precisaria. O especialista
deixa bem claro que o Inmetro responde apenas pela qualidade do produto
e não pela sua instalação. “Cabe a empresa saber se a área oferece
risco ou não. Ela deve se informar sobre a classificação das áreas
nos domínios da empresa,” desabafa Aloysio Costa. O especialista da
Divisão de Programas de Avaliação de Conformidade informa ainda que,
para a Certificação dos produtos para uso em áreas classificadas,
os fabricantes e importadores deverão contatar os Organismos de Certificação
Credenciados pelo Inmetro. |
| Professor João Alziro Herz da Jornada |
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Além do trabalho de fiscalização, o Inmetro desempenha várias outras
atividades. Uma delas é a calibração de padrões e de instrumentos
de medir, provendo assim, a necessária rastreabilidade dos mesmos
aos padrões nacionais de referência metrológica. Segundo o Professor
e Diretor Científico de Metrologia Industrial, João Alziro Herz da
Jornada, esta rastreabilidade é que dá aos instrumentos e padrões
calibrados a indispensável credibilidade às medições realizadas por
intermédio deles. “Os padrões metrológicos nacionais que, por atribuição
legal, são de responsabilidade do Inmetro, são comparados com os semelhantes
padrões nacionais de outros países, o que lhes assegura a confiabilidade
internacional”, ressaltou o Professor Jornada.
Muitas empresas de automação já produzem equipamentos com até 5 anos
de garantia que se auto calibram. Entretanto, segundo o Professor
e Diretor Científico de Metrologia Industrial, esses equipamentos
são apenas auto compensadores e não auto calibradores. Para o Professor
Jornada, há uma distinção entre as duas palavras. Ele explica que
a auto compensação é um ajuste interno visando compensar variáveis
de influência. Os instrumentos inteligentes se auto compensam, porém
necessitam de calibração periódica a fim de dar-lhe rastreabilidade,
o que o Inmetro recomenda.
O Inmetro realiza calibrações para a indústria e principalmente para
os laboratórios que integram a Rede Brasileira de Calibração (RBC).
A RBC é composta por laboratórios credenciados pelo próprio Inmetro,
para realizar este serviço. Assim, a RBC atende uma parcela muito
expressiva da demanda brasileira por calibração de instrumentos de
medir e de padrões metrológicos do setor produtivo nacional, dos centros
de pesquisas, institutos tecnológicos e laboratórios de universidades,
assegurando-lhes a credibilidade das suas medições e contribuindo
significadamente para o incremento da competitividade do produto brasileiro.
De acordo como Professor Jornada, mesmo os “instrumentos inteligentes”
que fazem uma autoverificação ou autocompensação por meio de dispositivos
internos, devem ser sempre calibrados, “de modo a assegurar-lhes a
indispensável rastreabilidade, a fim de que suas medições tenham credibilidade
e aceitabilidade”, assegura ele. |
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