No Conai 2002, uma das características bem marcantes, foi a iniciativa
das empresas expositoras em apresentar suas áreas de serviços, uma
tendência no setor de automação. Em algumas empresas a área de serviço
já representa 10% do faturamento no Brasil, o que dá um fôlego nos
sucessivos aumentos de dólar. A área de serviço é acentuada também
devido à expansão das empresas, segundo avaliação de Nelson Ninin,
diretor de automação da Abinee. “Cada vez mais o hardware pode ser
utilizado em várias áreas”, enfatizou.
De acordo com Ninin, por mais que se automatize uma indústria, os
9% ou 10% do total de investimentos destinados à automação devem permanecer.
Ele ressalta que quanto mais os fornecedores partirem para a área
de serviços, mais o usuário terá ganhos em segurança, padronização,
meio ambiente, etc.
Uma das novidades para o Conai 2004 (que se encontra em discussão)
é a abertura para a área de automação residencial e predial. A própria
edição desse ano já apresentou alguns produtos para automação predial.
É o caso da Moeller Electric que apresentou um sistema acoplado ao
telefone fixo onde o usuário pode ligar vários equipamentos a partir
do celular; e da Conaut que pegou uma representação no Brasil da Protec
e apresentou alguns sistemas de detecção e alarme de incêndio.
“A troca de informações entre as funções fez com que esses sistemas
deixassem de ser isolados. Hoje, todos eles podem ser controlados
de uma única central, que monitora tudo o que está acontecendo num
imóvel automatizado”, pontua David Jugend, diretor de marketing do
Conai. O mercado de automação predial cresce no ritmo de 10% a 15%
ao ano e movimenta perto de US$ 220 milhões.
Os mini-controladores ou CLPs de menor porte estiveram presentes em
vários estandes do Conai. Objetivando galgar mais espaços no mercado,
os mini-controladores devem atingir em cheio as empresas fabricantes
de máquinas e usuários com linha de produção não tão complexa como,
por exemplo, uma petroquímica ou automobilística. A integração entre
tecnologias foi mais um capítulo à parte nesse 10º Conai. Controladores
com servidor Web que enviam dados direto para celulares foram a grande
atração nesse campo. Nos estandes, pelo menos três empresas mostraram
alguns caprichos desse tipo. |
| Rabelo: Mercado exige respostas rápidas da fábrica |
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Outra tendência que já invadiu o Conai é a comunicação wireless
para automação industrial. Algumas IHMs e equipamentos (situados no
nível do CLP para cima) começam a operar com dois protocolos sem fio:
IEEE 802.11 e Bluetooth. O 10º Conai também foi invadido pelos softwares
que rodam em Windows CE e imagens com maior grau de definição para
o usuário.
O nível técnico do pessoal visitante agradou as empresas estreantes
no patrocínio do Conai. “O nível técnico do pessoal é muito elevado”,
disse Fábio dos Santos, engenheiro de aplicação da Murr Elektronik.
Segundo ele, a troca de informações com usuários “flui” de forma mais
fácil.
O Conai 2002, mais uma vez, foi marcado pela visita de usuários de
automação, técnicos e engenheiros. Nos dois primeiros dias o movimento
foi considerado fraco pelos expositores, mas nos dois dias seguintes
o movimento aumentou consideravelmente dando ânimo para o Conai 2004.
Apesar do bom número, alguns ajustes precisam ser feitos, revelaram
alguns expositores e patrocinadores do evento. |
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