| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 82 Julho de 2003
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Artigos técnicos
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| Software gráfico para modelamento e automação
de calibrações ou ensaios |
Engº Charles R. Stempniak e Engº Wagner R. Landgraf
Automa Consultoria & Informática Ltda |
| O papel das ferramentas de software para gestão e automação de laboratórios
tem sido cada vez mais relevante, sobretudo diante dos recentes desafios
da metrologia e da modernização tecnológica que a influencia. Este
artigo apresenta uma ferramenta brasileira, sem similares, que permite
o modelamento de sistemas de medição de forma totalmente gráfica e
intuitiva, incluindo aquisição automática de medições, cálculo de
incertezas, avaliação de resultados de medição, entre muitos outros
recursos. A principal novidade da interface gráfica com o usuário
é a facilidade e nível de detalhamento dos recursos que a ferramenta
dispõe para ensino da metrologia e também para a elaboração de sofisticados
experimentos de calibração ou ensaios, em caráter profissional. A
característica mais evidente na ferramenta é sua flexibilidade e facilidade
de uso, permitindo comunicação com qualquer equipamento de medição
e também integração com outros aplicativos comerciais ou sistemas
desenvolvidos na própria empresa. O software também possui um módulo
para execução de calibrações e ensaios em campo através de hand-helds
de baixo custo. O texto descreve como este software foi validado,
apresenta exemplos de aplicação e comenta as modernas tecnologias
empregadas em seu desenvolvimento, que permitiram que ele pudesse
ser aplicável a qualquer área da metrologia. |
| Profibus PA e a convivência com equipamentos
convencionais 4-20 mA e pneumáticos 3-15 psi |
| César Cassiolato Gerente de Produtos - Smar Equipamentos Industriais
Ltda e Vice-Presidente da Associação Profibus Brasil. |
| Neste artigo pode-se verificar que existem vantagens potenciais
da utilização desta tecnologia, onde podería-se resumir nas vantagens
de funcionalidades (transmissão de informações confiáveis, tratamento
de status das variáveis, sistema de segurança em caso de falha, equipamentos
com capacidades de auto-diagnose, rangeabilidade dos equipamentos,
alta resolução nas medições, etc) e benefícios econômicos pertinentes
as instalações (redução de até 40% em alguns casos em relação aos
sistemas convencionais), custos de manutenção (redução de até 25%
em alguns casos em relação aos sistemas convencionais) e menor tempo
de Startups. |
| O protocolo digital HART |
| César Cassiolato - Gerente de Produtos Smar Equipamentos Industriais
Ltda. |
Atualmente muito se fala em termos de redes fieldbus mas tem-se
muitas aplicações rodando em HART (Highway Addressable Remote Transducer),
tendo vantagens com os equipamentos inteligentes e utilizando-se da
comunicação digital de forma flexível sob o sinal 4-20mA para a parametrização
e monitoração das informações.
Introduzido em 1989, tinha a intenção inicial de permitir fácil calibração,
ajustes de range e damping de equipamentos analógicos. Foi o primeiro
protocolo digital de comunicação bidirecional que não afetava o sinal
analógico de controle.
Este protocolo tem sido testado com sucesso em milhares de aplicações,
em vários segmentos, mesmo em ambientes perigosos.O HART permite o
uso de mestres: um console de engenharia na sala de controle e um
segundo mestre no campo, por exemplo um laptop ou um programador de
mão.
Em termos de performance, podemos citar como características do HART:
Comprovado na prática, projeto simples, fácil operação e manutenção.
Compatível com a instrumentação analógica;
Sinal analógico e comunicação digital;
Opção de comunicação ponto-a-ponto ou multidrop;
Flexível acesso de dados usando-se até dois mestres;
Suporta equipamentos multivariáveis; 500ms de tempo de resposta
(com até duas transações);
Totalmente aberto com vários fornecedores;
As especificações continuamente são atualizadas de tal forma a atender
todas as aplicações. Veremos neste artigo a seguir alguns detalhes
do protocolo HART. |
| Arquiteturas Híbridas de Controle de Processos: do
sonho do passado à realidade dos dias de hoje |
| Augusto Passos Pereira e Leopoldo Santos Gerente de Negócios PlantWeb
Emerson Process Management |
Estamos no final da década de 50, a instrumentação para medição
e controle regulatório ainda é predominantemente pneumática. Começam
a ser lançados os instrumentos eletrônicos e por serem com válvulas
isto os tornam equipamentos grandes no tamanho e no consumo de energia.
Os acionamentos e intertravamentos são feitos por relés. Painéis imensos
contendo as lógicas de seqüenciamento e de segurança das Plantas estão
espalhados pelas salas de controle e pelos centros de controle e acionamentos
de motores.
Os operadores daquela época talvez ainda não sonhassem com algo mais
avançado, como por exemplo que um dia seria possível operar as Plantas
com informações mais confiáveis das variáveis de medição e controle
e até mesmo dos instrumentos e válvulas, pois estavam sempre muito
ocupados com os paineis de controle de liga e desliga de motores e
andando pelo campo para as verificações e mudanças de set point nos
controladores, muitos deles localizados ao lado dos tanques e reatores
e verificando os demais equipamentos das Plantas.
As pessoas encarregadas da manutenção eram especialistas em mecânica
fina e o que nós hoje chamamos de instrumentistas eram na realidade
técnicos de mecânica; e, depois com a chegada das válvulas eletrônicas
os técnicos de eletrônica estavam começando a ser contratados para
os consertos destes equipamentos. |
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