Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 83– Agosto de 2003
Artigos Técnicos
Automação na cadeia produtiva do petróleo
Dionisio Vieira
Gerente de negócios
Altus Sistemas de Informática S.A.

A modernização e o crescimento da indústria petroquímica brasileira depende de soluções de automação, do desenvolvimento de tecnologias oriundas da evolução da informática e da capacitação brasileira em desenvolver e fabricar produtos para o setor.
Um bom exemplo de capacitação é o da Altus, empresa gaúcha com mais de 20 anos de experiência no mercado, que com tecnologia própria e completamente atualizada, é uma importante aliada das indústrias petroquímicas no que tange às suas necessidades de automação.
A automação está presente na cadeia produtiva do petróleo desde sua extração (Plataformas de petróleo) até o posto de distribuição (Bases de Carregamento de caminhões e de trens), passando pelo transporte (Oleodutos, Gasodutos e Navios), refino dos produtos derivados (Refinarias e Petroquímicas).

Auto-diagnose: tecnologia facilitando a vida do usuário, reduzindo custos operacionais e de manutenção, além de contribuir na melhoria contínua
dos processos industriais

César Cassiolato – Gerente de Produtos
Edson Emboaba – Coordenador de Projetos
Smar Equipamentos Industriais Ltda.

Nos últimos anos, temos acompanhado que os mercados de instrumentação e automação vêm demandando equipamentos de campo (transmissores de pressão e temperatura, conversores, posicionadores, atuadores, etc.) com alta performance, confiabilidade, disponibilidade, recursividade,etc, com a intenção de minimizar consumos, reduzir variabilidade dos processos, proporcionar a redução de custos operacionais e de manutenção, assim como garantir a otimização e melhoria contínua dos processos.

Por outro lado, os microprocessadores estão se tornando mais poderosos e mais baratos e, os fornecedores vêm respondendo às demandas dos usuários por mais e melhores informações em seus processos. Quanto mais informação, melhor uma planta pode ser operada e sendo assim, mais produtos pode gerar e mais lucrativa pode ser. A informação digital permite que um sistema colete informações dos mais diversos tipos e finalidades de uma planta, como ninguém jamais imaginou e, neste sentido, com o advento da tecnologia Filedbus (HART, Profibus, Foundation Fieldbus), pode-se transformar preciosos bits e bytes em um relacionamento lucrativo e obter também um ganho qualitativo do sistema como um todo.

A tecnologia Fieldbus é rica no fornecimento de informação, não somente pertinente ao processo mas, em especial, dos equipamentos de campo. Desta forma, condições de auto-diagnose podem poupar custos operacionais e de manutenção, principalmente em áreas classificadas (perigosas) ou mesmo em áreas de difícil acesso.Da própria sala de controle pode-se ter uma visão geral do sistema e, ainda, com ferramentas baseadas em Internet, a qualquer hora e de qualquer lugar.Através de um gerenciamento destas informações vindas do campo, pode-se selecionar convenientemente os dados para se atingir os objetivos de produção, direcionando as informações às pessoas e/ou departamentos corretos e agindo de maneira a melhorar os processos.

Basicamente, existem quatro grandes grupos de profissionais em uma planta que precisam ter acesso à informação, pois estão diretamente relacionados ao processo de produção e vê o processo conforme sua perspectiva:

Manutenção: sempre estão preocupados com o processo no sentido de como está trabalhando e se é necessária manutenção em algum equipamento;

Produção: preocupados com o rendimento, matéria-prima e os estoques.

Controle de qualidade: preocupados com a qualidade do que está sendo produzido e com a percentagem de produtos rejeitados;

Gerenciamento: sempre atentos à demanda do mercado e procurando maximizar as margens de lucro via processos produtivos.

Vamos ver, a seguir, três equipamentos de campo e o que eles têm a colaborar com esta nova perspectiva operacional no gerenciamento de informações de uma planta, com a disponibilidade de auto-diagnose, facilitando a operação, manutenção e muito mais.

Avaliação de Benefícios Econômicos com
Controle Avançado

Marcelo Embiruçu, Marcos Britto, Ricardo Kalid, Yuri Pereira – Escola Politécnica,
Universidade Federal da Bahia
Jean-Claude Cailleaux, Lúcio Estrella, Ricardo Muller – Politeno S. A.
Frederico Epstein , Nadja Fontes, Elaine Santana, Márcia Silva – Braskem S. A.

A fim de que se alcance um estágio de máxima qualidade e máxima produtividade nas indústrias, estão disponíveis, atualmente, diversas técnicas, metodologias e procedimentos, tanto gerenciais e organizacionais quanto operacionais. Uma dessas abordagens é o controle automático de processos. Assim como em outras ações e atividades em um negócio, a implementação de estratégias de controle automático deve ser precedida de um projeto consistente. Assim como em outros projetos, é sempre fundamental para dar suporte às decisões gerenciais, que seja demonstrada a viabilidade econômica de um projeto de controle automático. O objetivo deste trabalho é, portanto, discutir, sistematizar e apresentar métodos e procedimentos para a realização destes estudos de viabilidade. Sendo a parte de estimativa de benefícios a de mais difícil quantificação, é dada atenção especial a esta etapa.



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