| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 84 Setembro de 2003
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Artigos Técnicos
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| Proteção contra Explosão
em Áreas Perigosas Zona 2 Aparelhos Elétricos Categoria
3G |
| Relatório da CEAG
Apparatebau Hundsbach GmbH e Co. KG
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Durante os últimos anos, a importância dos equipamentos
de iluminação e instrumentação de processo
tipo Zona 2 para a indústria química, petroquímica
e farmacêutica tem crescido constantemente.
Isso está baseado principalmente na esperança de que
se chegue a instalações mais econômicas. Este
artigo portanto diz respeito aos requisitos básicos para este
tipo de equipamento para atmosferas explosivas.
É destinado oferecer ao usuário alguns conselhos práticos
sobre a montagem e operação de equipamentos da Categoria
3G em áreas perigosas Zona 2. Ele toca em aspectos importantes,
mas não pretende oferecer um quadro completo de todas as regras
e regulamentos que são relevantes neste campo. Para obter mais
detalhes, recomendamos as Diretivas Européias 94/9/EC e 99/92/EC
e os regulamentos do país do usuário, assim como as
Normas Européias EN 60079-15 e EN 50021, etc.
Resumo
O artigo aqui apresentado aponta as exigências para equipamentos
protegidos contra explosão para uso em áreas perigosas
de Zona 2. É mostrado que estes equipamentos da Categoria
3 normalmente têm que atender aos mesmos requisitos que aqueles
que dizem respeito aos circuitos intrinsecamente seguros como os
equipamentos conectados em áreas perigosas de Zona 1. As
exigências para segurança intrínseca não
dependem da posição de montagem, mas da instalação
das malhas de campo intrinsecamente seguras. Os circuitos IS em
Zona 2 empregam os mesmos valores de segurança que aqueles
em Zona 1, com a diferença de que a operação
normal é a base do projeto e não uma possível
condição de falha. Eventos previsíveis que
podem decorrer dos modos de operação devem, entretanto,
ser levados em consideração.
Isso leva à conclusão que projetos para Zona 2 pode
oferecer uma certa vantagem econômica. Por outro lado, os
aspectos de segurança não devem ser desprezados ao
se decidir sobre a classificação da área. Uma
pequena vantagem comercial na compra do material não deve
aumentar o risco operacional e com isso os perigos para o pessoal
e para os valores de propriedade da planta.
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| Automação digital
na CESP com implantação de sistemas de supervisão,
controle, monitoramento e dianóstico
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Engº Libério Pacelli Gonzaga Ribeiro
Companhia Energética de São Paulo (CESP)
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Este trabalho apresenta a filosofia adotada pela CESP para a automação
digital de suas usinas hidrelétricas.
Inicialmente serão apresentadas as razões que levaram
a empresa a adotar a automação digital como ferramenta
capaz de conduzir aos objetivos almejados.
Em seguida serão abordados as diretrizes básicas e os
critérios adotados para alcançar os objetivos, bem como
o programa de automação e os aspectos da licitação.
Serão apresentados a arquitetura, as características
e funcionalidades do sistema de supervisão e controle, que
proporcionam facilidades, rapidez e segurança necessárias
para a eficientização da operação e manutenção.
Serão abordados os sistemas de monitoramento e especialistas
para se obter diagnósticos e prognósticos confiáveis.
Baseado na experiência da automação digital da
usina Paraibuna será apresentado alguns detalhes importantes
que devem ser seguidos nas etapas de implantação de
um Sistema Digital. Finalmente serão apresentados os planos
para o futuro e benefícios decorrentes da implantação
da automação digital.
Introdução
A CESP Companhia Energética de São Paulo, após
o processo de desverticalização, converteu-se em uma
empresa totalmente voltada para a geração de energia.
Atualmente, a empresa opera seis usinas, sendo a terceira maior
geradora de energia elétrica brasileira com potência
total instalada de 7.345,30 megawatts de origem hidráulica.
Buscando atender as exigências cada vez maiores na qualidade
de fornecimento de energia elétrica, a CESP em 1999, elaborou
o seu programa de automação, que estabeleceu como
uma de suas principais metas, atender as necessidades da Produção
da CESP e as exigências do Operador Nacional do Sistema Elétrico
(ONS) através da utilização intensiva de sistemas
de informação e da automação dos processos
das suas usinas hidrelétricas, concebidos de maneira integrada.
Simultaneamente, estamos implantando as Unidades Terminais Remotas
do Sistema Nacional de Observabilidade e Contrabilidada (Sinocon)
e o Sistema de Medição para Faturamento para atender
o Mercado Atacadista de Energia (MAE) de acordo com as regulamentações
do ONS, referentes às instalações do Sistema
Interligado Nacional (SIN).
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| MES para setor de energia - EES
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Luisângelo Pierre Nunes da Costa
Unicontrol International Ltda.
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O MES (Manufacturing Enterprise Solutions) é o sistema que
fornece informações em tempo real para otimização
das atividades produtivas. Ele se situa tecnicamente entre o sistema
de gerenciamento da empresa e o sistema de controle de processo. O
EES Energy Execution System é um sistema de arquitetura
aberta que permite a integração e consolidação
das informações vindas do chão de fábrica
com as gerenciais e garante alta disponibilidade das instalações.
Ele está voltado para os setores de Óleo & Gás
e Eletricidade e tem entre suas funções alguns dos aspectos
da Produção Colaborativa: alocação e programação
de recursos, controle de documentação, análise
de performance, controle da expedição, gerenciamento
da qualidade, entre outros.
Introdução
Este trabalho apresenta de forma simplificada o EES Energy
Execution System, um sistema MES e, dentro da estrutura piramidal
do ciclo de informações de uma empresa, se situa no
nível intermediário, entre o gerenciamento operacional
e o gerenciamento corporativo (Figura 1). Ele está direcionado
especificamente para setor de Energia, abrangendo empresas das áreas
de Óleo & Gás (petroleiras, termelétricas,
etc.) e de Eletricidade (geradoras, transmissoras, distribuidoras).
Por definição, empresas como estas são commodity
traders, para que sua operação possa atingir altos níveis
de lucratividade necessitam contar com uma estrutura enxuta e com
um fluxo de informações bem elaborado.
Um dos objetivos do EES é tratar todo o setor de Energia de
forma integrada, aplicando os conceitos de Collaborative Manufacturing.
Assim, na área de Óleo & Gás, ele integra
empresas de Upstream e Downstream como um todo, envolvendo as fases
de Exploração e Produção, Transporte,
Refino e Distribuição, e estas aos seus Consumidores.
Por sua vez, em relação à área de Eletricidade,
o EES integra empresas de Geração, Transmissão
e Distribuição em uma única cadeia produtiva.
O EES difunde os sistemas de informação para o chão
de fábrica de forma organizada, colocando numa única
plataforma funções tão diversas quanto controle
de qualidade, gerenciamento de documentação e controle
de despacho. Com isto, ele atinge seu objetivo de consolidar informações
colhidas de uma variedade de fontes bases de dados localizadas
no chão de fábrica, no nível Corporativo ou de
qualquer outro ponto da empresa e organizá-las de forma
coerente, baseando-se em regras pré-definidas.
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Sistematização do
Projeto de automação de sistemas
mecatrônicos com aplicação às pequenas
centrais hidrelétricas |
| M. Eng. Fred Henrique Souza Paes e Dr. Eng
Victor Juliano De Negri, Departamento de Engenharia Mecânica
Laboratório de Sistema Hidráulicos e Pneumáticos
LASHIP Universidade Federal de Santa Catarina
UFSC Florianópolis/SC
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É cada vez mais evidente o crescimento da complexidade dos
sistemas mecatrônicos, sejam por questões mercadológicas,
de segurança ou até mesmo de conforto. Esta situação
requer dos projetistas gerenciamento absoluto, não apenas nas
fases que compõem o projeto, mas também dos universos
tecnológicos envolvidos. Assim, é incessante a busca
em estabelecer critérios e métodos sistemáticos
que visem tornar o trabalho melhor administrável, possibilitando
prever conseqüências e implicações provenientes
de decisões tomadas ao longo do projeto, minimizando a possibilidade
de surpresas desagradáveis no seu final. Não obstante,
o agravante de que as fronteiras que separam os domínios de
conhecimento de cada uma das áreas são cada vez mais
tênues. Uma maneira de enfrentar este desafio é planejar
e controlar ao máximo cada um dos setores que compreendem os
projetos multitecnológicos, nos quais equipes interdisciplinares
se relacionam e interagem todo o tempo.
A proposta deste artigo, ao invés de discutir as fases dos
projetos mecatrônicos, é estabelecer métodos que
ao serem seguidos nas várias fases, permitam ganhos importantes
ao seu desenvolvimento. Isto foi conseguido estabelecendo uma boa
comunicação técnica entre os diversos perfis
profissionais da equipe de projeto através de diagramas compreensíveis
por todos. Para tanto, foram utilizadas ferramentas de software de
conhecimento do mercado, como é o caso da UML (Unified Modeling
Language), aliados a abordagens difundidas no âmbito industrial,
tal como Grafcet, outras acadêmicas, a exemplo das redes de
Petri Canal /Agência.
Para comprovar a viabilidade da sistematização aplicada,
a mesma foi utilizada no projeto de modernização de
uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), por ser este um exemplo
inequívoco onde a sinergia entre as áreas da engenharia
elétrica, mecânica e de software é mandatária.
No projeto foram modeladas as partes estruturais, descrito e modelado
o comportamento do sistema até o desenvolvimento do software,
culminando com a construção do código fonte de
parte do funcionamento da Central.
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