Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 84– Setembro de 2003
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Foco em serviços:
Automação é segredo da AES Eletropaulo
para ampliar área de atuação
Responsável pela distribuição de energia elétrica para 24 municípios do Estado de São Paulo - maior pólo industrial do país - a AES Eletropaulo conta hoje com 125 estações transformadoras de distribuição (ETD) - totalizando 11,9 GVA de potência instalada-, 1,6 mil km de circuito em linhas de subtransmissão (138/88 kV) e uma rede de aproximadamente 311 mil km de condutores aéreos, além de 10 mil km de condutores subterrâneos e um milhão de postes.


Mais de 100 anos de atuação no mercado de energia elétrica no Brasil fizeram com que a AES Eletropaulo adquirisse capacidade tecnológica suficiente para servir uma área correspondente a 4,523 km³ e para beneficiar cerca de 14 milhões de pessoas.

O trabalho não é fácil: são 4,6 milhões de unidades consumidoras que utilizam aproximadamente 35 mil gigawatts-hora de energia.


Para manter tudo isso funcionando, a AES Eletropaulo precisa - e investe - constantemente em modernizações tecnológicas. Hoje, 98% de sua planta está automatizada. “O que estamos fazendo é a substituição de equipamentos obsoletos por equipamentos digitais inteligentes e mais atualizados tecnologicamente”, diz o gerente de automação da empresa, Paulo Roberto Santos.


Além de atender todo este mercado, a empresa resolveu estender sua atuação para a prestação de serviços de engenharia, locação, laboratório químico e corrente contínua para o mercado externo, e criou a AES Eletropaulo Serviços. Desde então, passou a realizar projetos de construção para órgãos públicos, comércio, indústria, construtoras, empreendimentos imobiliários, comerciais até mesmo para outras concessionárias de energia.

Paulo Roberto: "98% da planta está automatizada"

Constituída de cinco atividades básicas: automação; corrente contínua (responsável pelas baterias e sistemas retificadores); laboratório químico (que cuida do óleo isolante, faz o tratamento, e é responsável pelo acompanhamento das normas - inclusive meio ambiente); medição (que cuida de medidores de faturamento); transmissão (que inclui subestações e linhas de transmissão) e serviços de distribuição (responsável por toda rede aérea, como postes, transformadores e outros tipos de cabines primárias), a nova área surge com o foco principal em gestão de serviços.

“Na área de automação somos responsáveis pelo Centro de Operação da Subtransmissão, que cuida de todas as subestações. Nesta, há um painel onde cada ponto vermelho é uma representação lógica de uma subestação. Quando ocorre algum problema, acende-se um aviso. Para cuidar da distribuição (rede aérea), por exemplo, temos uma planta cartográfica”, explica Paulo Roberto. Para realizar todo este trabalho de acompanhamento, a AES Eletropaulo Serviços possui, na unidade da Tabatinguera, em São Paulo, uma grande sala de controle chamada COS - Centro de Operação do Sistema, e mais cinco subsalas chamadas CODs (Central de Operação da Distribuição), que operam toda a rede de distribuição elétrica. Na COS estão ligadas todas as subestações da Eletropaulo, que são operadas remotamente.
Cinco subsalas - chamadas de CODs - operam toda a rede de distribuição elétrica da AES Eletropaulo

Mas há novos motivos para comemorações. Em breve, a empresa vai inaugurar mais um centro na unidade do Cambuci, também em São Paulo. “Será um espelho do outro, e também vai cuidar da parte de gestão de serviços. Agora, ao invés de cinco, teremos seis salas”, completa o gerente.

O novo centro, chamado de Central de Gestão de Serviços - CGS, terá como foco principal três atividades: a operação das subestações de corrente contínua para o trólebus, a operação de toda a telemetria de faturamento e também das subestações de consumidores.

Paulo Roberto explica que, na saída de cada subestação, existem vários circuitos elétricos, que vão se capilarizando pelas ruas. A operação das redes aéreas está no COD e o restante está no COS.

“Trata-se de um serviço de grandes proporções”, diz. O CGS fará a complementação desses dois serviços.

Basicamente, o Centro é constituído de servidores da base de dados, consoles de operação e FrontAge de comunicação. Além disso, existem os meios de comunicação disponíveis, os protocolos definidos pelas organizações mundiais, um conjunto de remotas espalhadas pelo sistema e uma soma de sensores de toda a ordem e grandeza para fazer a aquisição desses dados no campo. Somente entre os sensores, por exemplo, estão os de nível de água, temperatura, pressão de óleo, temperatura ambiente, valores de corrente e de energia, entre outros. Ou seja, tudo o que é preciso para saber o que está acontecendo na parte de sensoreamento.

Há cerca de seis anos, quando a AES Eletropaulo iniciou a implantação dos novos sistemas de automação, recebeu uma verba e, a partir de então, anualmente, continua recebendo aportes para a reposição de equipamentos. “Reciclamos os obsoletos, fazendo a substituição de uma série de equipamentos. Isso porque, quando se trata de material de informática, por exemplo, compensa mais você trocar do que ficar tentando recuperar alguma peça. Fazemos uma avaliação tecnológica e, a partir de então, é feito um incremento de capacidade de processamento dentro da subestação. Obtemos, assim, ganhos em todos os aspectos”, diz Paulo.

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