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O compromisso do novo governo com a estabilidade econômica,
com o crescimento e com programas sociais, criaram um ambiente favorável
para o desenvolvimento de vários setores, entre eles para
a indústria eletroeletrônica. Essa foi a avaliação
da Associação Brasileira da Indústria Elétrica
e Eletrônica Abinee, ao apresentar os dados referentes
ao faturamento registrado em 2003: R$ 63,2 bilhões, o que
representa um aumento de 12% em relação ao ano anterior.
Com este resultado, a indústria eletroeletrônica apresenta
faturamento nominal maior do que em 2002, mesmo tendo mantido seus
investimentos em 3% e reduzido o número de empregos em 2%.
Mas foi a partir do 3º trimestre de 2003 que começou
um certo afrouxamento da Política Monetária e os negócios
começaram a responder positivamente. Os fabricantes de equipamentos
e automação foram os primeiros a dar sinal de recuperação.
Os setores de papel e celulose, siderurgia e mineração
estão exportando muito, e isso tem salvado o mercado de Equipamentos
Industriais, diz o secretário geral da Abinee, Ruy
de Salles Cunha.
Com um faturamento de R$ 1,7 bilhões, o setor de Automação
Industrial apresentar o maior crescimento percentual no faturamento
em relação a 2002, cerca de 17%. As empresas
precisam se modernizar e, para isso, têm que adquirir novas
tecnologias, o que é muito positivo para o setor, diz
Cunha.
O setor de Informática permanece com o maior faturamento,
cerca de R$ 15,3 bilhões.
A Balança Comercial de produtos eletroeletrônicos encerra
o ano com um déficit de US$ 4,8 bilhões 17%
inferior a 2002. As importações alcançaram
US$ 9,5 bilhões, com queda de 6%, e as exportações
US$ 4,7 bilhões, com crescimento de 9%. A Automação
Indutrial é responsável por US$ 74 milhões
em exportações, e o de Informática US$ 189
milhões, com crescimento de 57% em relação
ao ano anterior. Os maiores importadores de produtos brasileiros
continuam sendo os EUA, a Argentina que aumentou em 141%
suas importações em relação a 2002
e União Européia. Segundo a Abinee, foram as exportações
que seguraram o primeiro semestre.
2004 mais favorável
O ano de 2004 deverá ser mais favorável para o setor
eletroeletrônico. Pelas projeções da Abinee,
o crescimento deverá atingir 13% onde as exportações
devem crescer 9%, com negócios de US$ 5,2 bilhões,
e as importações 15%, atingindo US$ 10,9 bilhões.
Por conta disso, o déficit da balança comercial do
setor deverá fechar em US$ 5,7 bilhões, montante 19%
superior a 2003.
Os componentes responderam por mais da metade das importações
em 2003, atingindo US$ 5,4 bilhões, com os semicondutores
liderando a lista dos produtos mais importados, seguidos dos componentes
para informática e dos componentes para telecomunicações.
Sobre as propostas do Novo Modelo Elétrico, a Abinee está,
há muito tempo, à espera de uma definição,
analisando os pontos importantes, como o fato de se passar a principal
direção do setor para o Ministério de Minas
e Energia, ficando para as Agências um papel mais secundário.
Com relação a Alca, a Associação está
preocupada em discutir as regras de origem, que precisam estar bem
definidas.
Apesar dos altos e baixos, a Medida Provisória nº 100,
publicada no final de 2002, que reduziu o IPI dos microcomputadores
e o percentual do faturamento das empresas destinado a aplicações
compulsórias em P&D, exerceu papel importante para a
indústria formal de equipamentos. Essa medida melhorou a
competitividade no mercado interno, frente ao chamado mercado cinza.
A recuperação da economia argentina também
colaborou especificamente no caso de bens de Informática,
as exportações para aquele país cresceram 594%
no período de jan-set/03 em relação a igual
período de 2002.
O crescimento da telefonia móvel, com novas tecnologias e
a chegada de novas operadoras no mercado, trouxe produtos mais modernos
e proporcionou condições especiais de vendas fazendo
com que este mercado crescesse mais de 40% neste ano na comparação
com o ano passado.
Os investimentos em Distribuição de Energia continuaram
parados em decorrência do baixo nível de consumo e
da baixa capacidade de investimento. Na Transmissão, os investimentos
previstos não ocorreram na intensidade esperada conseqüentemente,
as encomendas de equipamentos para a indústria deverão
ocorrer apenas em 2004.
Na Geração, a postergação de vários
investimentos e a demora na definição dos marcos regulatórios
que permitirão o estabelecimento de tarifas adequadas
inibiram novos investimentos das concessionárias.
Vale ressaltar que a performance da área GTD apresentou queda
de 2% no faturamento neste ano, refletindo a entrada de encomendas
de anos anteriores, uma vez que, em 2003, ficaram 60% abaixo do
ano anterior.
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