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Para gerenciar a produção integrando os sistemas
corporativos e operacionais da Samarco, a Chemtech desenvolveu um
programa de camada MES para a empresa - segunda maior exportadora
transoceância de pelotas de minério de ferro do mundo.
Atingimos a maturidade nesse tipo de sistema e, hoje, podemos
dizer que o trabalho da Samarco foi uma evolução de
tudo o que já fizemos. Pode ser considerado o estado da arte
em MES, da mesma forma que, há três anos, foi o sistema
da CSN, diz o gerente Sênior da Chemtech, Marco Tulio,
responsável pela implantação do projeto na
Samarco.
Segundo o gerente, a Samarco deu um salto não só em
qualidade e funcionalidade do sistema, mas na escolha das ferramentas
e da arquitetura de software. Quando se faz um sistema, acaba-se
tendo uma parte das ferramentas (linguagem e arquitetura) no cliente
e outra num computador distante, que funciona como um banco de dados.
Trata-se de um sistema clássico: cliente-servidor. Hoje
podemos montar um sistema onde tudo está distribuído
em vários computadores, é o que chamamos de multicamadas.
A vantagem é que ele é mais flexível, pode
crescer conforme as necessidades e com pouco investimento,
ressalta. Assim é o sistema da Samarco: multicamadas - distribuído
em várias partes e computadores. Isso lhe garante maior flexibilidade.
O trabalho na empresa teve que ser feito num curto espaço
de tempo. Passou por mudanças de escopo ao longo de seu desenvolvimento
e, por estar distribuído em várias partes, acabou
facilitando sua atualização e funcionamento. Tudo
começou com um pequeno grupo de usuários e foi crescendo
rapidamente. É útil e tem muitas vantagens,
conta Tulio.
Uma das novidades responsáveis pelo bom desempenho do sistema
foi a adoção do .Net. Na verdade
a idéia de multicamadas não é nova, não
foi trazida pelo .Net", ele só facilitou o uso
da idéia", diz o gerente.
Tulio relembra que os sistemas clássicos têm um computador
como banco de dados e outro como um cliente, ambos ligados numa
rede. Qualquer pergunta lançada nesse sistema percorre todo
o caminho até o banco de dados, ida e volta. O incoveniente
é que, na medida em que se aumenta o número de clientes,
o servidor de dados satura e precisa ser trocado porque todo o sistema
está nele, diz.
Num multicamadas pode-se distribuir o processamento de dados em
vários locais, descongestionando a rede e aumentando o rendimento.
Se um novo grupo de usuários chega, pode-se apenas comprar
mais um computador e inserí-lo na rede vem tudo pronto
e apenas programas específicos para seus usuários.
Como exemplo, Tulio, conta que: um usuário faz uma
pergunta para o servidor de negócios que tem toda
a inteligência e as regras, mas não o conhecimento,
que fica em outro local, no banco de dados que decide se
é ou não necessário ir a outro local; se precisar,
ele vai em busca da informação e a manipula para resolver:
existe muito menos informação trafegando pela rede,
o que não a sobrecarrega. Antigamente, o mesmo computador
que fornecia os dados tinha que manipulá-los, diz.
O meio físico é sempre a rede existente na empresa,
com cada vez mais cabos Ethernet e geralmente sobrecarregada ou
sem muita folga.
Essa nova arquitetura está na parte corporativa. A maioria
das empresas tem outra camada, a do chão-de- fábrica.
Mas, a arquitetura MES desenvolvida para a Samarco transita bem
nas duas, já que, seguindo as tendências da automação,
também o chão-de-fábrica possui rede Ethernet
pura ou híbrida. O pessoal de chão-de-fábrica,
pelas próprias características de segurança
e produtividade de seus processos, é muito conservador, não
gosta de modismos e tecnologias não testadas, enfatiza
Tulio.
Aí, segundo ele, o .Net serviu como uma luva.
Apesar de ser uma novidade, é muito estável,
não requer treinamentos longos ou difíceis e é
Microsoft, o que dá um ar de familiaridade.
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