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Pode um sensor substituir um relé-de-fim de curso na manufatura?
Se você fizer essa pergunta a um técnico, a resposta
vai ser sempre a mesma: depende da aplicação.
Em linhas gerais, um sensor consegue detectar um objeto sem contato
físico, já o relé de fim de curso precisaria
ter contato com o objeto para detectá-lo. Então, teoricamente,
a substituição é possível.
Os sensores do tipo indutivo detectam objetos metálicos.
Já para outros materiais, o tipo indicado é o sensor
capacitivo. E se a necessidade for detectar objetos que refletem
luz, mesmo que sejam objetos pretos ou transparentes, a opção
é o sensor do tipo óptico. E para aplicações
especiais, como medir distâncias ou outros objetos que não
são possíveis serem detectados com esses três
tipos, existem ainda os sensores ultrassônicos, explica
o gerente de produto da Siemens, Glauco Ramos Pinto.
Mesmo em casos de reposição de peças, o sensor
leva vantagem sobre o relé. Imagine quando um dos dois queima
e precisa ser trocado. A reposição, nesse caso, é
mais fácil porque, muitas vezes, o sensor já é
construído em formato de rosca, o que facilita a troca.
A desvantagem é o preço: dificilmente um sensor custará
menos que um relé, mesmo a linha de sensores indutivos, que
é mais simples. A não ser, claro, em casos especiais,
que o resultado final sai melhor quando é utilizado um sensor
aí não adianta querer economizar.
Na segurança de pessoas que operam máquinas, os relés
de fim de curso podem ser utilizados. Para essa aplicação,
existe a linha de sensores de segurança, como as cortinas
de luz, que atende a uma série de normas e certificações.
Tome como exemplo a porta de uma caixa de alta tensão, que
não pode ser aberta: um sensor instalado na porta estará
apto a apontar a abertura e automaticamente desativar a energia?
Ou isso só é possível com um relé de
fim de curso? De novo, aquele velho depende.
Evolução Já não é novidade
encontrarmos sensores que trazem embutidos comunicação
digital em rede ASI. Com isso, a programação, a automação,
e até mesmo a utilização ganham versatilidade.
Aliás versatilidade é um bom adjetivo para falar de
sensores. Existem tipos de sensores que podem ser ajustados para
detectar apenas determinados tipos de materiais, e podem ser utilizados
para verificar, por exemplo, a presença de líquidos
dentro de recipientes.
Tipos de sensores para manufatura
Sensores indutivos
Esse tipo de sensor detecta qualquer tipo de objeto metálico,
podendo realizar, entre outras aplicações, contagem
e medições de velocidade. Atuam geralmente numa faixa
de distância de 0,6 mm a 75 mm.
São encontrados principalmente na indústria automobilística,
têxtil, papel e celulose e plástico. Esse tipo representa
60% dos sensores utilizados.
O principio de funcionamento se dá através da geração
de um campo eletromagnético na face.
Sensores ópticos (ou fotoelétricos)
Sensores capazes de detectar qualquer tipo de objeto que reflete
luz. Alguns sensores especiais detectam até objetos pretos
ou transparentes (cada objeto irá gerar um fator de redução
para o sensor). Nessa linha estão os sensores com fibra óptica
e laser, que permitem maior precisão e aplicações
de difícil acesso.
Estão divididos em três segmentos: difuso (possui o
emissor e o receptor em um único corpo e o acionamento acontece
quando um objeto entra na região de atuação
do sensor e reflete o feixe de luz), retro-reflexivo (também
possui o emissor e o receptor no mesmo corpo, tem um espelho prismático,
e é acionado quando um objeto interrompe o feixe de luz refletido
pelo espelho) e barreira (quando o sensor e o receptor estão
em corpos separados, e o acionamento acontece quando o objeto interrompe
o feixe de luz).
São encontrados nas áreas de empacotamento, peletizadoras,
processamento de papel e plástico, industria têxtil
e detecção de cor e de marca.
Sensores sonares (ou ultrassônicos)
Esses sensores utilizam o princípio da emissão de
ondas sonoras em altíssima freqüência
e a medição do tempo levado para recepção
da onda sonora chocar-se contra o objeto e voltar, usando o princípio
V=s/t.
São capazes de detectar praticamente qualquer tipo de objeto
exceto aqueles que não refletem som.
Estão divididos em seis princípios de atuação:
difuso (a onda sonora se choca com o objeto e comuta a saída.
É aplicado para detectar a presença ou contagem de
peças), reflexivo (emite a onda sonora para um anteparo,
e quando um objeto entra na área de atuação,
a saída é comutada. É aplicado para detectar
a presença de objetos com superfícies irregulares),
difuso com supressão de fundo (com operação
semelhante ao difuso, sendo possível delimitar a distância
detectando o objeto em determinado ponto), difuso com supressão
de frente (também semelhante ao difuso, determinando a partir
de qual distância mínima em que o objeto a ser detectado
deve estar posicionado para redefinir a saída), difuso com
supressão de frente e fundo (determina-se o intervalo de
espaço no qual o objeto deve estar posicionado para que a
saída se estabeleça), e saída analógica
(podem medir distância e apresentar valores equivalentes de
tensão e corrente).
Os sensores sonares podem ainda ser ligados a uma interface de comunicação
e alguns parâmetros serem programados via computador. São
encontrados, por exemplo, na medição de níveis
de tanques.
Sensores capacitivos
Esses sensores detectam qualquer tipo de objeto, tipos de material
em detrimento de outros (como vidro e não plástico)
e até a presença de determinados materiais dentro
de recipientes (como a presença de líquidos dentro
de garrafas).
São utilizados para a percepção de objetos
em distâncias curtas, em geral, de zero a 20 mm.
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