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A produção e calibração de mais de
dois mil instrumentos por mês, fez com que a Presys, empresa
100% nacional que, em 2004, completou 15 anos de atuação
no mercado, investisse no desenvolvimento de novos instrumentos
e na implantação de um laboratório de calibração.
Nele, calibramos toda a nossa produção,
diz Vinicius Nunes, presidente da empresa.
Durante esses 15 anos, a Presys desenvolveu toda uma linha de calibradores
para instrumentação e uma outra de instrumentos para
controle de processos. No total, são mais 100 modelos de
instrumentos e calibradores.
Há dois anos a empresa foi acreditada pelo Inmetro e, desde
então, está autorizada a emitir certificados com o
selo da Rede Brasileira de Calibração (RBC). Temos
certificação para sinais elétricos, temperatura
e pressão, diz. Os instrumentos, porém, podem
ser fornecidos com, ou sem, o selo da RBC. A diferença
é que criamos uma série de fatores para facilitar
a elaboração do certificado sem o selo RBC, o que
torna o processo muito mais simples e rápido, explica
o presidente da empresa.
Todos os anos, a Presys recebe uma equipe de auditores do Inmetro,
que vão conferir se as exigências estão sendo
seguidas. Trata-se de um processo demorado e com uma série
de exigências - técnicas e burocráticas - que
devem ser cumpridas. Entre elas, está a questão
da documentação, que precisa estar organizada, arquivada
e catalogada.
No laboratório, são calibrados apenas produtos da
Presys. Não é nosso enfoque e nem temos a disponibilidade
para calibrar produtos de terceiros, ressalta Vinicius. Além
de sua produção atual, o laboratório também
recebe instrumentos vendidos pela empresa em anos anteriores, que
retornam para verificação e re-calibração.
É no laboratório que temos um exemplo de exigência
técnica feita durante a auditoria. Trata-se da questão
do ambiente, que deve ter temperatura e umidade controladas,
diz. Para isso, o laboratório conta com um aparelho que registra
os valores de temperatura e umidade do ambiente num gráfico.
Esses são guardados para depois serem inspecionados pelos
auditores do Inmetro.
Além disso, segundo Vinicius, todos os anos, os técnicos
da empresa são avaliados. O Inmetro faz teste de aptidão
e conhecimentos técnicos com os funcionários para
conferir se eles têm a capacidade técnica de fazer
corretamente determinado trabalho, diz Vinicius.
A empresa também possui um estoque de instrumentos semi-acabados.
O acabamento final é feito em função
do pedido do cliente, já que existem muitas configurações
e possibilidades de montagem. Não é vantajoso deixá-los
totalmente prontos, porque corremos o risco de ter um estoque com
produtos que o cliente não procura ou procura pouco,
explica.
Nossa linha de produtos é muito bem estruturada porque
não fabricamos apenas o aparelho. Dentro da necessidade dos
clientes, nas áreas de temperatura, pressão e sinais
elétricos, fabricamos todos os calibradores necessários,
assim como aparelhos e os instrumentos discretos, e ainda oferecemos
o apoio de toda nossa engenharia de aplicação. Trata-se
de todo um sistema, enfatiza. Segundo ele, é a engenharia
de aplicação que, num trabalho junto ao cliente, verifica
a sua necessidade. Também temos treinamentos e cursos,
completa.
Para continuar a atender a crescente demanda, a empresa está
implantando uma nova unidade, também em São Paulo,
apenas para a montagem de circuitos eletrônicos. Já
em funcionamento, esta unidade possui cerca de 15 funcionários.
As exportações da Presys representam cerca de 10%
a 15% da produção da empresa. O interessante,
é que exportamos para regiões que têm um expressivo
desenvolvimento tecnológico, como Estados Unidos, Europa,
Canadá, e também para a América do Sul
Argentina, México, Paraguai, conta o presidente da
empresa.
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