| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 94 Julho de 2004
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Artigos Técnicos
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| Fundamentos sobre redes de
segurança |
| Elaborado por engenheiros do
ACIG da Rockwell Automation dos EUA, com revisão do engenheiro
Paulo Rocha, da Rockwell Automation do Brasil |
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A introdução de redes no chão-de-fábrica
trouxe muitos benefícios para os usuários: maior produtividade,
fiação e instalação reduzidas, melhores
diagnósticos e acesso mais fácil aos dados do chão-de-fábrica.
À medida em que os requisitos de redes se estendiam aos componentes
de segurança, um grupo de líderes de automação
industrial, como a Rockwell Automation, se organizou na Open DeviceNet
Vendor Association (ODVA) para desenvolver em conjunto a CIP Safety
a extensão de segurança para as redes existentes,
como a DeviceNet.
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| Caixas de junção
em barramentos de campo |
César Cassiolato Gerente de Produto
Marcos Mesquita Gerente TurnKey & Assistência Técnica
Smar Equipamentos Ind. Ltda |
Com o advento da tecnologia Fieldbus, os usuários
podem ter diversos benefícios proporcionados pela tecnologia
digital e além disso, podem tirar vantagens e conseguir otimização
e redução de custos de distribuição das
redes, garantindo segurança e confiabilidade nas operações.
Caixas de junções são usadas como elementos nas
redes permitindo a transferência de sinais em topologias Fieldbus.Estas
caixas normalmente são passivas, existindo também as
ativas, que consomem do barramento e que garantem a não propagação
de curtos e permitem diagnósticos das redes, sendo que vale
a pena analisar a relação custo x benefício.
Em mais de 90% das aplicações, prevalece o uso de caixas
de junção passivas, o que detalha-se a seguir, mostrando
seus benefícios.
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| Segurança nos Drives: grupo
de trabalho Safety Drives do SafetyBus p |
| Pilz do Brasil |
| Apesar dos drives estarem relacionados com movimentos
perigosos, não existem hoje drives seguros que nos garantam
a segurança da máquina. Qualquer movimento perigoso
é protegido por portas, barreiras e outros sistemas integrados
nas máquinas como forma de prevenir qualquer contato entre
o utilizador e a zona perigosa. Em casos onde não é
possível colocar estes equipamentos, a solução
é retirar a alimentação aos drives em caso de
perigo ou falha no sistema de segurança. Existe um grande número
de argumentos para procurar novas soluções nesta área.
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| Um Scada com acesso a dados via
OPC aplicado a uma planta piloto |
Raúl Alves, Julio E. Normey-Rico Departamento
de Automação e Sistemas,
Universidade Federal de Santa Catarina
Alejandro Merino, César de Prada Departamento de Ingeniería
de Sistemas y Automática,
Facultad de Ciencias, Universidad de Valladolid. Prado de la Magdalena.
Valladolid. España. |
| Este trabalho apresenta o desenvolvimento e a
aplicação de um Scada, com acesso a dados via OPC, a
uma planta piloto de laboratório equipada com instrumentação
industrial e tecnologia Fieldbus Foundation. O sistema desenvolvido
aproveita as facilidades de comunicação que oferece
o OPC, assim como a sua facilidade para programação
de aplicações distribuídas numa rede, permitindo
realizar a supervisão da planta tanto de forma local como remota.
Suas principais vantagens são: (i) pode ser conectado a qualquer
planta sempre que esta inclua comunicações OPC, permitindo
acesso remoto; (ii) por ser de desenvolvimento próprio está
livre de licenças, pode ser instalado em tantos postos de trabalho
quanto forem necessários; (iii) ao ser configurável
pode ser adaptado às necessidades de cada aplicação,
e como dispõe-se do código fonte pode ser adaptado até
para as aplicações mais específicas; (iv) ao
dispor do código fonte podem-se implementar sobre ele diversas
funcionalidades, como por exemplo, algoritmos de controle. Os estudos
que vem sendo realizados com sistemas Scada e comunicações
de dados são parte das pesquisas na área de controle
e instrumentação de processos do projeto PRH-34 da Universidade
Federal de Santa Catarina financiado pela Agência Nacional de
Petróleo. |
| Bloco Funcional Matemático
Flexível |
Vivek Nigam
Engenheiro de Desenvolvimento da Smar |
Atualmente, quando existe um problema que exige
soluções com cálculos matemáticos mais
complexos é necessário criar um bloco funcional específico
para este problema ou tentar utilizar um conjunto grande de blocos
funcionais aritméticos que são capazes de calcular algumas
expressões matemáticas pré-definidas.
A ausência de um bloco funcional que tenha a flexibilidade e
as ferramentas matemáticas para se adaptar aos variados problemas,
nos motivou a propor um bloco matemático flexível capaz
de ser facilmente configurado com um conjunto de expressões
matemáticas. . |
| Protocolos de Comunicação
Abertos dentro da Indústria de Processos Molhados |
| Rogerio Gimenes Consultor Técnico |
Este artigo descreve aplicações
de sistemas de controle com protocolos de comunicação
abertos dentro da indústria de processos molhados.
A aplicação desses sistemas tem possibilitado a utilização
de instrumentos, válvulas, posicionadores e outros dispositivos
de campo diversificados fornecidos por dezenas de fabricantes.
Destaca também a importância da utilização
de gateways, conversores de sinais, controladores tipo Host, etc.
E apresenta a versatilidade de operação e manutenção
que um sistema com Arquitetura aberta possibilita aos usuários.
Também é apresentada uma aplicação de
um sistema de controle com Protocolo de Comunicação
Foundation Fieldbus, para uma planta de destilação de
solventes com menos de 50 dispositivos de campo, entre eles instrumentos
de medição e posicionadores quase todos classificados
para área EEx.
Vantagens como economia, aumento da segurança, confiabilidade,
retorno financeiro num espaço de tempo mais curto para as indústrias,
são obtidas através da implantação de
um sistema de controle aberto baseado em barramentos de campo Fieldbuses.
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Protocolo AS-i: agregando inteligência
a sensores
e atuadores |
Dr. Marcelo Barros de Almeida Smar Equipamentos
Industriais LTDA
Fernando Henrique Ataíde e Max Mauro Dias Santos Centro
Universitário do Leste Minas Gerais UNILESTEMG |
A finalidade deste artigo é apresentar
uma introdução ao protocolo AS-Interface, apresentado
os seus principais conceitos, características, vantagens e
limitações relacionadas à sua aplicação
em automação de processos industriais.
1 - Introdução
O protocolo AS-Interface, comumente referenciado somente como AS-i
(proveniente de Interface Sensor Atuador) foi criado por conjunto
de onze empresas ligadas a setores de automação, através
de um consórcio fundado em 1990, denominado ASI consortium.
Uma das principais idéias do projeto AS-i era levar ao nível
de sensores e atuadores os benefícios já alcançados
nos níveis superiores da hierarquia de automação
industrial. Desta forma, a rede AS-i foi concebida para complementar
os demais sistemas e tornar mais simples e rápida as conexões
dos sensores e atuadores com os seus respectivos controladores. |
Modelagem Empírica de Reatores
Industriais
de Polimerização com Redes Neuronais* |
Marcelo Embiruçu Escola Politécnica,
Universidade Federal da Bahia
José Carlos Pinto, Enrique Lima PEQ/COPPE, Universidade
Federal do Rio de Janeiro |
| Neste trabalho são desenvolvidos modelos
estáticos baseados em redes neuronais para descrever o comportamento
da polimerização de eteno com catálise Ziegler-Natta
solúvel, a partir de dados de operação de uma
planta industrial. É usada uma abordagem de múltiplos
modelos MISO. Os resultados mostram que são obtidos modelos
precisos e consistentes, sendo mostrado que a abordagem MISO é
adequada e equivalente à estrutura MIMO. É demonstrada
também a capacidade da rede em incluir mudanças estruturais
no processo, como troca de modo de reação e/ou catalisador.
Desta forma, as redes neuronais colocam-se como uma alternativa interessante
para o desenvolvimento de modelos, e muito mais rápida do que
a abordagem teórica.
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| Profibus: Tempo de Barramento
|
César Cassiolato, gerente de Produtos
Smar Equipamentos Industriais Ltda.
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O Profibus é um protocolo baseado na passagem
de token e garante transmissões em tempo real rápidas,
onde seu princípio de funcionamento garante sempre um tempo
mínimo de token em cada estação.Uma tendência
dos sistemas distribuídos de controle de processos é
a interconexão entre seus elementos de rede via rede multipontos(broadcast)
ao invés do tradicional ponto-a-ponto, onde o critério
dos tempos envolvidos são fundamentais.
Uma grande maioria das pessoas envolvidas com automação
sempre quer saber o quanto rápido é um protocolo.Assim
como em outros fieldbuses, as ferramentas de configuração
do Profibus permitem que o usuário tenha acesso aos tempos
envolvidos, tais como, tempo de ciclo(Bus Scan Cycle Time), tempo
de rotação de token(Token Rotation Time), etc, e também
permitem algumas vezes que se configure manualmente os tempos de acordo
com o usuário, embora estas ferramentas em sua grande maioria,
calculam automaticamente os tempos envolvidos de acordo com os elementos
da rede Profibus.
As redes industriais de comunicação fieldbus são
especialmente projetadas para interconexões entre os controladores,
sensores e atuadores, localizados nas camadas de mais baixo nível
(chão de fábrica).Note na figura 1, que quanto maior
o nível em termos de fluxo de mensagens, maior é o tempo
de resposta exigido, maior é a quantidade de informação
a ser transferida, maior deve ser a confiabilidade e as taxas de transferência(baud
rates).Entenda como tempos exigidos, o tempo necessário entre
uma requisição de informação e sua transmissão
no barramento.Na verdade, muitos fatores estão envolvidos e
devem ser considerados nos tempos de mensagens, tais como, o acesso
e tempos de filas(mecanismo de MAC Médium Access Control),
tempo de transmissão e o tempo de processamento do protocolo.
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Protocolos de Comunicação
em Sistemas Embarcados
Automotivos, Aeroespaciais e Agrícolas
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| Alexandre de A. Guimarães, MSc
GM do Brasil & Escola Politécnica da USP
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A Eletrônica Embarcada tem sido amplamente
utilizada nos mais variados sistemas móveis disponíveis.
Automóveis, caminhões, tratores, aviões, helicópteros
e até mesmo navios, têm aplicado dispositivos eletrônicos
nos mais diversos tipos de controle de seus sistemas. Desde as funções
relacionadas ao conforto dos condutores e passageiros às funções
relacionadas à segurança dos veículos, os sistemas
eletrônicos estão presentes.
Esta imensa quantidade de dispositivos inteligentes, por uma questão
de otimização dos recursos disponíveis na implementação,
devem compartilhar, da melhor maneira possível, os dados disponíveis
na aplicação. Este compartilhamento é gerenciado
através dos chamados Protocolos de Comunicação.
Este artigo procura relacionar e explicar sucintamente alguns dos
protocolos mais utilizados em três das aplicações
anteriormente citadas: Automotiva, Aeroespacial e Agrícola.
Apesar de não detalhar os protocolos, este artigo menciona
suas características principais e serve de ponto de partida
para futuros estudos, dando subsídios técnicos ao leitor
para que o mesmo possa se aprofundar em uma determinada aplicação
ou mesmo protocolo.
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