| Revista Controle & Instrumentação
Edição nº 95 Agosto de 2004
|
|
Artigos Técnicos
|
| Novas Tecnologias Patenteadas
Combinando Placa de Orifício e Retificador de Fluxo |
Joel Lemke
Gerente, Aplicações de Vazão por DP
Emerson Process Management |
|
O Problema de Trecho Reto
Medidores de gás por placa de orifício são
potencialmente muito precisos, mas como todos aqueles envolvidos
na especificação de medidores de vazão sabem,
essa precisão é possível somente se uma série
de importantes critérios de instalação forem
atendidos. Entre os mais importantes para precisão de vazão
instaladas estão os requesitos de trecho reto à montante
e à juzante. A precisão dos medidores com placa de
orifício assume um perfil de vazão plenamente desenvolvido,
significando que o fluido passa simetricamente através da
linha e não mostra sinais de ter sido distorcido por uma
restrição ou válvula próxima. Para os
medidores por placa de orifício e muitos outros tipos, o
trecho reto requerido pode ultrapassar 30 diâmetros da linha.
Exceto por linhas de transmissão que, por natureza, possuem
longas distâncias ininterruptas de trecho reto, a maioria
dos pontos de medição não possuem o comprimento
necessário de trecho reto. Isso requer um difícil
balanceamento entre atender a precisão especificada e reduzir
o custo instalado do medidor de vazão pela minimização
das modificações na linha.
|
Integração da Inteligência
preditiva com o controle
de processo |
Paulo Henrique Reis Wancelotti
Gerente de Negócios
Emerson Process Management |
A Emerson aumentou a capacidade da sua arquitetura
digital PlantWeb para mover seus clientes da prática corrente
de Gerenciamento da Situação Anormal para
a Prevenção de Situação Anormal
(Abnormal Situation Prevention ASP) através da integração
da Inteligência Preditiva com o Controle de Processo. Essa integração
possibilita aos usuários que se antecipem aos problemas operacionais
não apenas com equipamentos de processo, mas também
com equipamentos mecânicos evitando situações
anormais.
Essa nova característica reforça a singularidade da
Emerson em automação, fornecendo informações
de operação e desempenho de todas as áreas da
planta em tempo real. Isso permite ao usuário minimizar ou
evitar as paradas ao implementar ações corretivas antes
que os problemas ocorram; não apenas para os instrumentos de
campo e válvulas, mas agora também para os equipamentos
mecânicos e de processo tanto estáticos quanto dinâmicos.
|
Sistema Acústico de Detecção
e Localização
de Vazamento (ALDS)* |
Júlio Alonso
Diretor da Aselco Automação |
Todo vazamento de produtos, gases, líquidos
ou multifásicos provocam desastres ambientais e em alguns casos
mortes de pessoas, plantas e animais que se transformam em altos custos.
O vazamento de 55 mil barris de óleo de um duto na Bolívia,
no ano passado é um exemplo disto. Como vemos na figura ao
lado, o furo, do tamanho de uma moeda Boliviana (aproximadamente 1"
de diâmetro), originou-se através da corrosão
da tubulação. A companhia proprietária do duto
se viu obrigada a realizar a contratação de uma empresa
especializada em controle de desastres, para limpar o rio onde ocorrera
o derramamento. Essa empresa, situada em Passadena, EUA enviou à
Bolívia 82 técnicos e engenheiros americanos, caminhões,
barcos e equipamentos de contenção e limpeza.
Foram contratados ainda mais de quatro mil bolivianos para concluir
a operação. O custo desta mega operação
foi de U$ 8 milhões, sem levarmos em conta as perdas de produção
e as pesadas multas aplicadas pelo governo boliviano.
Pesquisadores têm trabalhado incansavelmente na busca de soluções
para prevenir este tipo de acidentes. Neste artigo estaremos apresentando
uma das mais avançadas tecnologias disponível.
Estaremos descrevendo o ALDS (Acoustic Leak Detection System), sistema
de detecção e localização de vazamentos
que utiliza tecnologia baseada em emissões acústicas.
Este sistema pode ser aplicado a fluidos em qualquer estado, sejam
líquidos, gases ou multifásicos, podendo detectar a
ocorrência e localizar vazamentos em dutos aéreos, subterrâneos
ou submarinos. |
Viabilizando a tecnologia GPRS
para seu uso
na Telemetria |
Aldo J. G. Rosa C&P Instrumentação
e Controle SC Ltda
Augusto César Medeiros Moraes Petrobras Distribuidora
AS |
A concessionária de distribuição
de gás natural do Estado do Espírito Santo, Petrobras
Distribuidora, está realizando a implantação
da automação do sistema de distribuição
de gás natural no estado utilizando transmissão de dados
por meio da tecnologia GPRS (General Packet Radio Service), integrando
todas as informações sobre as operações
de sua malha de distribuição, visando maior controle,
confiabilidade e segurança em suas atividades.
O sistema de distribuição de gás através
do gasoduto Lagoa Parda-Vitória e Gasvit, atende hoje a região
metropolitana de Vitória fornecendo gás para 22 indústrias,
16 postos de combustível, 1187 residências e 28 instalações
comerciais.
Embora a telemetria seja amplamente conhecida e utilizada nos meios
industriais, seja utilizando linhas discadas (LD), linhas privativas
(LP), rádio enlace e até mesmo a comunicação
por satélite, sua aplicação no setor de medição
fiscal tem sido inovada através da utilização
das mais modernas tecnologias disponíveis. |
| Equipamentos elétricos para
a indústria do petróleo: a certificação
completa |
Estellito Rangel Junior
Representante brasileiro no TC 31 da
IEC - International Electrotechnical Commission |
Os requisitos legais
Todos os equipamentos elétricos e eletrônicos
inclusive digitais - para uso em atmosferas potencialmente explosivas
(as quais estão comumente presentes na indústria do
petróleo), necessitam ser certificados (isto é: testados
e aprovados) em organismos credenciados pelo Inmetro. Esta exigência
de cunho legal, está amparada pela Portaria Inmetro 176/00.
A certificação compulsória para estes equipamentos
foi instituída pela Portaria Inmetro 164 em 1991 há
treze anos portanto porém ainda hoje notamos certa desinformação
no mercado. A compulsoriedade foi a solução encontrada
para defender os consumidores, de produtos de má qualidade
e que não cumpriam com os requisitos de norma, comercializados
à época.
Hoje, os equipamentos elétricos destinados ao uso em atmosferas
potencialmente explosivas, necessitam ostentar o respectivo Certificado
de Conformidade. Porém como a norma possibilita em certos
casos a emissão de um certificado de invólucro
vazio, vamos neste artigo esclarecer o que é e porque
é necessária uma certificação completa
nestes equipamentos. |
| Chaveamento Inteligente & Seguro |
Rogério Gimenes
ConsultorTécnico |
Este artigo destaca a importância do Chaveamento
dentro do território industrial e refere-se principalmente
às características necessárias, para o funcionamento
de um sistema instrumentado de segurança (SIS).
A utilização de chaves inteligentes com Certificação
SIL é uma condição fundamental em sistemas de
Intertravamento de Segurança e desligamentos de emergência,
uma vez que a Certificação não pode estar apenas
nos CLP´s, mas no sistema como um todo, desde a chave sensora
de pressão ou temperatura no campo, até o último
comando do CLP de segurança.
Assim, essas chaves com Certificação SIL aplicadas em
sistemas de controle convencionais promovem uma maior eficácia
no processo. Essa certificação garante a funcionalidade
das chaves sem manutenção por um período de tempo
mais longo. Sua utilização evita gastos desnecessários
com substituição das mesmas como também de equipamentos
danificados, além de aumentar o valor agregado de qualquer
equipamento industrial, seja ele um compressor ou mesmo uma torre
de destilação petroquímica. |
| FISCO: Fieldbus Intrinsically Safe
Concept |
César Cassiolato - Gerente de Produtos
Smar Equipamentos Industriais Ltda. |
Com a demanda por uma quantidade maior de equipamentos
em um barramento fieldbus intrisecamente seguro, o PTB(Physikalisch
Technische Bundesanstalt, instituto alemão de ciência
e tecnologia) executou testes rigorosos e chegou a um modelo que atende
às altas demandas de consumo, o FISCO, Fieldbus Intrinsically
Safe Concept.
Veremos a seguir mais detalhes deste conceito e sua importância
no uso da tecnologia fieldbus em áreas perigosas e explosivas.
|
Posicionadores Inteligentes em
Sistemas de
Desligamento de Emergência (Emergency Shutdown) |
Eric Soleki Engº Aplicação
Válvulas
Darci Rocha Gerente Vendas Válvulas
Emerson Process Management Ltda. |
A operação da maioria dos processos
industriais, especialmente nas indústrias quimicas e petroquímicas
envolve um grande risco de vazamentos de fluídos químicos,
incêndios e até explosões. A instrumentação
de segurança (Safety Instrumented Systens - SIS) foi especificamente
desenvolvida para a proteção do pessoal de operação,
do equipamento e do meio ambiente através da redução
da probabilidade ou da severidade desses acidentes. Estes sistemas
de segurança são basicamente formados por 3 elementos,
os sensores, que na sua maioria são ligados a transmissores
de pressão ou temperatura, os sistemas lógicos de controle
e os elementos finais de controle como válvulas de acionamento
emergencial, válvulas de ventilação de emergência,
válvulas de isolação, válvulas discretas
(on/off) críticas, etc.
Estas válvulas não estão sempre se movendo como
uma válvula de controle proporcional, mas sim, permanecem a
grande maioria do seu tempo de operação em uma unica
posição, sendo solicitadas somente nas situações
de emergência.
Válvulas que permanecem na mesma posição por
longos períodos estão sujeitas a travar nessa posição
e no momento em que forem solicitadas, não irão atuar.
Isso pode trazer grandes riscos para a planta, podendo provocar condições
favoráveis a uma explosão, incêndio, vazamento
de produto perigoso ou outra situação de risco.
Para garantir o funcionamento deste sistema de segurança, ele
precisa ser testado periodicamente, porém, os métodos
tradicionais de teste destas válvulas necessitam de uma parada
na produção da planta ou, para manter a planta funcionando,
estes sistemas de segurança ficam desabilitados durante os
testes. Estas opções são evidentemente muito
caras (parada de produção) ou ao menos indesejáveis
(período com o sistema de segurança inapto). |
Como (e por que) determinar o SIL
de um Sistema
Instrumentado de Segurança? |
Luciana Pacheco - engenheira Química
Felipe Pereira - gerente de Projetos
Denise Lopes Cardoso - gerente Sênior
Chemtech - A Siemens Company |
Tipicamente, em indústrias de processamento
há pelo menos dois tipos de sistemas de controle automático:
sistemas de controle regulatório e sistemas de segurança.
A diferença entre os dois está na função
que suas lógicas exercem. O primeiro está dedicado a
manter as variáveis de processo controladas com o objetivo
de otimizar a performance do processo, enquanto o segundo está
voltado para os sistemas de segurança de forma a garantir que
estas mesmas variáveis estejam dentro de limites considerados
seguros para a operação da unidade.
Na década de 90, empresas e grupos industriais desenvolveram
normas para projetar, construir e manter um SIS (Sistema Instrumentado
de Segurança). Um dado de entrada chave para as ferramentas
e técnicas necessárias para implementar estas normas
era a probabilidade de falha exigida para cada SIF (Função
Instrumentada de Segurança). Em 1996, a ISA (Instrument Society
of America) publicou uma norma para guiar a classificação
de SIS para indústrias de processo dos Estados Unidos, a norma
ANSI/ISA-S84.01, que introduziu o conceito de SIL (Nível de
Integridade de Segurança). Subseqüentemente, a IEC (International
Electrotechnical Comission) publicou a norma IEC 61508, para ajudar
a quantificar o grau de disponibilidade em sistemas elétricos,
eletrônicos e eletrônico-programáveis. Em ambos
os casos, as normas sugerem metodologias para a definição
do SIL requerido pelo sistema de segurança, que se traduz no
nível de robustez necessário a ser implementado de forma
a minimizar os riscos do processo a níveis aceitáveis.
Algumas questões práticas são imediatamente levantadas
ao se iniciar um estudo de seleção de SIL como, por
exemplo:
· Quais as metodologias disponíveis para um projeto
de determinação de SIL? Quais as vantagens e desvantagens
de cada uma?
· Quais são os fatores que, na prática, influenciam
a seleção do SIL?
Mas o que é SIL ?
Um Sistema Instrumentado de Segurança (SIS) é um dos
dispositivos críticos para a prevenção de acidentes.
Um SIS realiza várias SIFs e é tipicamente composto
por sensores, executores lógicos e elementos finais de controle.
Probabilidades de falha na demanda (PFD) aceitáveis para cada
SIF precisam ser determinadas para o projeto e posterior verificação.
SIL é a representação estatística da disponibilidade
de uma SIF quando uma demanda de processo ocorre, sendo utilizada
em ambas as normas ANSI/ISA-S84.01 e IEC 61508. Quanto maior a criticidade
do processo em relação à segurança, maior
deve ser a disponibilidade da função de segurança
e, portanto, maior será o SIL. A Tabela 1 apresenta a correlação
entre SIL, PFD, disponibilidade da SIF e o fator de redução
de risco. |
| A Medição das Variáveis
Analíticas no Gás Natural |
Pedro E. Cohn
I.M.E. Engenharia de Aplicação |
A ANP (Agência Nacional do Petróleo),
em sua portaria Nº 104 de 8 de julho de 2002, estabeleceu a especificação
do gás natural a ser comercializado em nosso país.
Neste trabalho descreveremos os resultados de um projeto que foi realizado
com o intuito de desenvolver um pacote que permitisse
a determinação de todas estas variáveis, apresentando
o melhor custo benefício, consideradas as despesas de aquisição,
implantação e manutenção.
As variáveis a serem determinadas são o poder calorífico
superior, o índice de Wobbe, o teor dos componentes citados
no Quadro 1 da portaria 104, e a umidade. |
| Termômetro de Alta Temperatura
(0-400oC) baseado em Redes de Bragg em Fibra Ótica para Aplicação
no Setor de Petróleo* |
Jean Carlos Cardozo da Silva, Cicero Martelli,
Bárbara Winiarski Diesel, José Luís Fabris, Hypolito
José Kalinowski - Centro Federal de Educação
Tecnológica do Paraná Laboratório de Inovação
em Tecnologia de Sensores / Curitiba
Nathaniel Goothoff e John Canning - Optical Fibre Technology Centre,
University of Sydney - Autralian Technology Park |
| Descreve-se a utilização de redes
de Bragg em fibra ótica, estáveis na faixa de 200
400ºC, como transdutores para termômetro aplicável
em colunas de craqueamento. |
| Fidelidade na transmissão
e totalização de pulsos para medidores de líquidos
com enfoque para petróleo e derivados |
Engo Rogério Souza da Mata
Departamento de Desenvolvimento Eletrônico
Smar Equipamentos Industriais Ltda |
| Este artigo analisa as técnicas mais usadas
para transmissão e totalização de pulsos transmitidos
por medidores de volume, de acordo com as normas MPMS API 5.5 e ISO
6551. São descritos os principais tipos de medidores com saída
pulsada, com especial enfoque para turbinas e medidores de deslocamento
positivo com dupla saída de pulsos. Analisam-se possíveis
formas de implementar o nível A de fidelidade para transmissão
e totalização, conforme definição nas
normas citadas acima. Diversos problemas no conjunto medidor-fiação-totalizador
também podem ser diagnosticados, levando a ações
preventivas necessárias antes que ocorra alguma falha paralisando
o processo de medição. |
| LEIA ARTIGOS NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO
IMPRESSA |
|
News
Guarani amplia instalação
Usina já nasce moderna
Estratégia voltada para o setor petrolífero
Deca otimiza produção
Programa de Certificação de Engenheiros de Controle
e Instrumentação
Siemens lança soluções integradas para manutenção
e automação
Nova planta da Goodyear
Market
Rockwell conquista re-certificação de Centro de Suporte
ABB anuncia investimentos de R$ 19 milhões em nova unidade
Fafen deve investir R$ 20 milhões em automação
Petrobras usa aquisição de dados da Advantech
Cefet especializa profissionais para o mercado
Pilz do Brasil recebe certificação de Centro de Excelência
Siemens adquire divisão fa Lorenzetti
Oxiteno implementa tecnologia Foudation Fieldbus
Flash
FeiPPetro Bahia 2004 apresenta novidades tecnológicas para
o setor de petróleo
I Senai Rio Automação conquista profissionais do setor
Case
Petrom Automatiza plnata de Anidrido |
|