Revista Controle & Instrumentação – Edição nº 97 – Outubro de 2004
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Papel e Celulose: retração interna estimula exportação

Com a expectativa de receber investimentos de US$ 14,4 bilhões até 2012, o setor de papel e celulose – embora ainda meio tímido no mercado interno – não deixa dúvidas de que está na linha de frente dentre os setores com grande disposição para crescer (confira tabelas 1 e 2).

Superar entraves como os altos custos de tributação, que oneram os investimentos, tornou–se meta imprescindível. Empresários, associações e governo já discutem há algum tempo a questão - não faltam propostas!

Recentemente, em um encontro com empresários, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, com a criação do programa “Invista Já”, aprovou duas medidas de desoneração de investimentos: a devolução antecipada do PIS/Cofins incidentes nos preços de máquinas e equipamentos e a redução no prazo de compensação da depreciação de bens de capital.

Consideradas um primeiro passo para uma completa desoneração dos investimentos, as novas medidas devem estimular a competitividade da indústria brasileira, o que é positivo principalmente para o setor de papel e celulose que conta com grandes concorrentes internacionais.

Segundo especialistas do setor, o Brasil é o único país do mundo a taxar investimentos. A competitividade ainda é mantida por causa do baixo custo da madeira em comparação a outros países, o que acaba compensando alguns problemas. Grande parte das fábricas de papel e celulose brasileiras possuem florestas plantadas e não são afetadas pela falta de matéria-prima, o que não acontece com setores como o moveleiro e o de carvão, que têm que importar madeira.

O importante é saber que, com medidas como estas, a expectativa é de que as fábricas brasileiras de papel e celulose invistam ainda mais na modernização e automação de suas plantas e assim, ampliem e melhorem sua produção. Dessa forma, ganham as fábricas, os fornecedores, e os compradores do produto final.

Tabela 1 – Estatísticas Mensais*
Produção de Pastas Celulósicas - em toneladas

2003
Jan-Set/2003
Jan-Set/2004
Fibra Longa
1,511,866
1,131,359
1,142,795
• Branqueada
85,555
63,497
70,849
• Não Branqueada
1,426,311
1,067,862
1,071,946
Fibra Curta
7,098,339
5,251,073
5,554,805
• Branqueada
6,812,205
5,043,936
5,331,588
• Não Branqueada
286,134
207,137
223,217
P.A.R.
459,042
343,890
352,634
Total
9,069,247
6,726,322
7,050,234

Produção de Papel - em toneladas

2003
Jan-Set/2003
Jan-Set/2004
Papel de Imprensa
163,390
131,915
98,593
Papel de Imprimir e Escrever
2,270,742
1,692,680
1,769,481
Papel de Embalagem
3,771,844
2,798,805
2,916,445
Papel para Fins Sanitários
681,631
505,176
543,462
Papelcartão
533,363
393,572
423,282
Cartolinas
65,023
47,811
45,229
Outros
429,511
324,057
324,949
Total
7,915,504
5,894,016
6,121,441
Fonte: Bracelpa


Tabela 2
Evolução da Produção e Destino da Celulose - (T)
Dustribuição
2003
2004
Acumulado
Abril
Acumulado
Abril
Produção
2.958.058
762.507
3.141.473
737.124
Vendas domésticas
262.264
62.685
213.776
52.279
Vendas externas
1.325.244
315.331
1.508.209
343.811

Evolução da Produção e Destino do Papel - (T)
Dustribuição
2003
2004
Acumulado
Abril
Acumulado
Abril
Produção
2.570.013
647.995
2.636.405
647.399
Consumo próprio
494.919
121.729
518.490
122.110
Vendas domésticas
1.515.194
367.101
1.511.411
390.508
Vendas externas
471.390
125.922
572.937
133.489
Fonte: ABTCP/Bracelpa - Abril 2004
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